30 de outubro de 2015

"Feministo"

Esse texto maravilhoso eu achei rodando no facebook. Gostaria de dar um oscar para esse rapaz, porque é exatamente isso que eu penso. Nós não precisamos nos preocupar com coisas inimagináveis. Homens não precisam pensar em teorias mirabolantes para crucificar iniciativas feministas. Para justificar o feminismo, basta pensar em pequenas coisas do dia a dia. Aquelas coisas que chamam de palhaçada, mas é que essa grosseria já tornou-se tão normal, que não se consegue enxergar a violência machista desse comportamento. E não precisa pensar nas feminazis como dizem por aí, basta apenas pensar na sua filha, na sua mãe, na sua irmã, na sua esposa. Elas vivem essas coisas também, sabia? Essas e muito mais. 
Sempre ouvi do meu pai que homens gostavam de mulheres independentes. Sinto muito, pai, errado. Quanto mais submissa, melhor! Por conta da independência e principalmente pela ausência de um relacionamento (que ningúém é obrigado a ter), passei a conviver com machismos ridículos. Comportamentos covardes, infantis e inaceitáveis! Por isso sou fã da empatia. Pensa na sua mãe, pensa na sua irmã. Depois volta aqui e a gente conversa.
Parabéns Mario Feitosa, seu texto lacrou!


"Somos homens. E eu vou usar linguagem "de homem", p'ra tentar ficar mais claro.
Ninguém nos apalpa no caminho do banheiro, na balada, puxa nosso cabelo ou nosso braço, ou sussurra "vagabundo" no pé do nosso ouvido apenas porque queremos mijar.
Ninguém nos encoxa no metrô ou no ônibus, goza na nossa calça ou no nosso ombro, filma escondido a gola da camisa e publica em site pornô.
Ninguém fotografa nossa bunda e envia por Whatsapp. Ninguém coloca câmera escondida p'ra filmar por baixo de nossas bermudas na rua.
Ninguém pega foto do nosso pau ou vídeo gravado transando p'ra tirar onda com as amiguinhas de como nós somos gostosos e que vagabundos nós somos.
Ninguém se vinga de fim de relacionamento expondo nossa intimidade na Internet, p'ra familiares, amigos, chefes.
Nenhum taxista, por mais bêbado que estivesse, me levou p'ra um matagal em vez do destino que pedi.
Nunca fui seguido na rua, voltando do trabalho, e temi coisa alguma senão perder o celular ou a carteira.
Nenhuma mulher nojenta ficou se lambendo ou esfregando a mão enquanto eu atravesso a rua.
Nenhum assaltante jamais enfiou a mão na minha calça ou tentou me beijar à força.
Ninguém nunca me ameaçou a vida depois de uma bota.
Ninguém nunca ameaçou meu emprego a troco de sexo.
Nunca tive medo de circular de noite ou de dia e ser vítima de um estupro.
Meu salário é oferecido de acordo à minha qualificação e estado do mercado. Só.
Minha liberdade sexual é garantida pelos bagos que carrego, e, inclusive, quanto mais mulheres eu colecionar, mais foda eu sou.
Ninguém espera que eu largue o trabalho e dedique minha vida a filhos, quando eles nascerem.
Ninguém vai me chamar de puto se desejar tomar uma cerveja no fim do expediente.
Ninguém vai criar qualquer conceito sobre mim senão baseado nas minhas reais atitudes.
Então, fera, veja em quantos pontos supracitados você se enquadra e me conta como é bacana a vida sem essa violência indireta ou direta, como é simples viver assim.
Lembra desse papo quando nomear "vitimismo", "mimimi", "falta de rola", "louça p'ra lavar", enfim, os clichês que a gente conhece bem.
Não precisa pensar na desconhecida não: pensa na sua mãe, sua irmã, sua companheira, sua filha... Faz o mais forte exercício de empatia do mundo, que é se colocar no lugar delas, volta aqui e me chama de "feministo". Aguardo ansiosamente.

Quem é você, Alasca?

Estava eu buscando uma leitura leve e rápida para a viagem de férias. Na pressa e sem qualquer critério, comprei um livro do autor do badalado A culpa é das estrelas.  Não sei se dei a sorte ou o azar de pegar o primeiro romance que ele escreveu, mas digo que se não foi, se aproximou bastante de ser a pior coisa que já li na vida. Não pela mania dele matar os personagens. Isso é normal, quantas vezes nós não "matamos nossos personagens" nessa vida? O problema é que o cara é totalmente sem pé nem cabeça! 
Do livro inteiro eu só gostei de uma frase: "se as pessoas fossem chuva, eu seria uma garoa e ela, um furacão."
Não estou disposta a ler mais nada de John Green, mas talvez eu me arrisque a ver o filme A culpa é das estrelas, porque uma coisa intrigou-me: a maneira como o autor carrega de culpa as suas estórias. Como ele faz com que os personagens lidem com a culpa. Lidar com culpa é algo que ou você aprende, ou você aprende. 
O livro só valeu a pena pela meia dúzia de páginas finais, por se tratar de uma edição comemorativa, onde o autor responde a algumas perguntas de fãs, sobre a trama do livro.

" Mas é possível sentir culpa e ter também outros sentimentos, e para mim há muita esperança nisso. Ainda sinto tristeza em relação a coisas tristes que aconteceram comigo; ainda sinto culpa por coisas que fiz ou deixei de fazer; mas sinto também outras coisas - alegria e indulgência e amor, e por aí vai - que só sinto porque segui em frente."

"As perguntas que não respondi no livro são as que não quis responder ou achei que não deveria responder.
Ao longo da nossa vida surgem questões, questões importantes, que precisam e merecem ser respondidas, mas que ainda assim ficam sem resposta.
Alguns mistérios em torno de mortes, amizades, romances e religião jamais serão solucionados de um modo que você ache satisfatório. Para mim, a questão interessante é: você consegue continuar a viver uma vida de esperança diante da incerteza insolúvel? Precisamos encontrar uma maneira de conviver com ambiguidades sem sermos consumidos pelas grandes ausências de resposta."

Precisamos mesmo Sr. Green.


24 de outubro de 2015

Conclusão Fatídica

Você foi a pior das minhas dores
Eu fui o melhor dos seus desprezos
Nós fomos o nada do meu tudo
E todo tudo ainda é tão nada...


Naná Kavaliauskaite - 22/10/2015

21 de outubro de 2015

Game of Thrones - As Crônicas de Gelo e Fogo

Ainda lembro perfeitamente, no ano de 2010, a chamada de estréia da série Game of Thrones no canal HBO e meu imediato interesse. Foi assistir o primeiro episódio da primeira temporada e ficar totalmente envolvida na trama. 
Desde então, acompanho fielmente a série que já está em sua quinta temporada, e é exibida em apenas dez capítulos anuais, por ser uma mega produção. 
Pela primeira vez, agradeci por ver a estória antes de ler. É muito complexa e detalhista, muitos personagens, teias, enfim é uma Guerra dos Tronos! Luta e ambição por conquista de terras e poder. É épico, geográfico, religioso, político, libidinoso e tudo mais que se possa imaginar.
Decidi que leria todos os livros, que são 5 com uma média de 600 páginas cada um. Lerei sem pressa, mergulhando mais ainda na inteligente e intrigante estória.
Chego a pensar como a mente de um cara bola uma trama dessas! Sensacional!
Bom, primeiro livro, missão cumprida! 



Um pouco mais sobre a Mediunidade

Sempre bom ler e aprender mais do assunto, a mim muito interessa, a teoria e a prática. Uma pequena forma de ajudar a si mesmo nessa caminhada evolutiva e principalmente ajudar a quem precisa de uma troca de energia. O estudo é fundamental para a prática.
Esse livro aborda algumas passagens mediúnicas, sob a narrativa de diversos autores, o que torna a leitura dinâmica e heterogênea. 


2 de setembro de 2015

Não sociedade, eu não sou obrigada!

Não tenha filhos. Foi o que eu disse a uma amiga de 39 anos, linda, bem-sucedida e em crise no casamento. Explico. Ela sempre sonhou rodar o mundo. Estudar línguas. Escrever livros, fazer mestrado, correr a São Silvestre. É curiosa, desbravadora e tem dúvidas. Não sabe se quer morar no Brasil, se vai mudar de profissão, se seu desejo é namorar o marido e não estar casada. Tem o coração mais irrequieto, rebelde e desbravador que conheço. Só que três vezes por semana, de três pessoas diferentes, ela escuta as perguntas: "E pra quando é o herdeiro?", "Vocês não vão engravidar?", "Não falta um neném?". Não, não falta. E eu sou a mãe mais coruja e apaixonada do mundo. Minha vida se encheu de cor por causa do Miguel, mas eu continuo empunhando a bandeira: mulheres não são reprodutoras. Mulheres são muito mais do que isso. Uma mulher pode ser completa sem ser mãe? Lógico! Ela nasceu assim, um ser humano inteiro. A maternidade é uma linda jornada, mas quantas outras existem para um ser humano? Filho deve ser sonhado, ansiado, recebido com prazer. Não pode ser recibo para a sociedade. Não é justo. Isso só gera frustração: crianças entregues a babás e pais infelizes, cheios de tédio. Quantos você conhece assim?

Clarissa Monteagudo



Texto de uma colunista do Jornal Extra, que achei vagando pelo facebook, numa página feminista. Não que o texto seja necessariamente feminista, pelo contrário, ele traz uma ótima reflexão da sociedade e um apelo social fortíssimo. 
No mundo fantástico e perfeito dos contos de fadas e também na música do Luan Santana, tem que ser "eu, você, dois filhos e um cachorro." O cachorro, geralmente quando dá muito trabalho, logo se livram do pobre animal. Os dois filhos são criados por avós, babás e jogados para a escola ensinar o que deveria ser ensinado em casa. O eu e você? Ahhh, o eu e você dura muito pouco desse jeito...
É um tal de ter filho para salvar casamento, filho porque o marido quis, porque a esposa quis, porque a família pressionou, porque já estava ficando velha... não sociedade, EU NÃO SOU OBRIGADA!
Nunca escondi o grande sonho de ter um filho, mas tampouco aceito receber pressão em relação a isso. É a jornada espiritual de ser mãe que me encanta e não satisfazer a ninguém! Apesar de ser um grande desafio espiritual, sabe-se que ter um filho demanda uma série de abdicações e investimentos, inclusive financeiros, portanto impossível ter um filho porque simplesmente "está na hora".
Clarissa Monteagudo sabe das coisas! O que vemos por aí são "pais infelizes e cheios de tédio". Acredito que um filho inesperado abala menos a relação de um casal, que o filho do "está na hora", porque o filho inesperado muitas vezes desperta nos pais a necessidade de ir a luta, de progredir, de unirem-se. Já.o filho do "está na hora" vem para cumprir uma cobrança e/ou preencher um vazio, sendo que é praticamente impossível fazer com que um ser que necessite de tanto amparo, dedicação e abdicação, faça um milagre na vida amorosa de um casal.
E sim, sou completa! Sonho o sonho sonhado de ter um filho, mas se não for possível, eu não vou deixar de plantar uma árvore e nem de escrever um livro. "A maternidade é uma linda jornada, mas quantas outras existem para um ser humano"?   





"Amores fracos não merecem o meu tempo, não mais..."


COBERTOR

Eu sei que o tempo pode afastar a gente
Mas se o tempo afastar a gente 
É porque o nosso amor é fraco demais
E amores fracos não merecem o meu tempo, não mais
Simplesmente eu sei que tudo que foi
Importante pra mim
Da minha vida se foi
Então me fez ser assim
Dentro dessa armadura, nessa vida dura
Não sou Indiana Jones
Então, sem aventura
Porque só tinha conhecido gente louca
E tinha medo de um "eu te amo"
Sair da minha boca
Até que um dia ele saiu
E eu gelei, e te olhei
Você disse "eu também", e sorriu
Maluco o suficiente pra gostar de mim
Corajoso o suficiente pra ir até o fim
Se eu tivesse te desenhado e te encomendado,
Teria feito exatamente assim

Ele me disse: "vai"
Eu disse: "já vou"
Ele me disse: "volta"
Eu disse: "ôôô"
Ah, que saudade de você
Debaixo do meu cobertor


Eu sei que sobre nós tudo é sempre complicado
Mas um dia vai se descomplicar
Pode acreditar
Te dei meu coração
Você cuidou tão bem
Agora quero entregar meu corpo pra você também
Hein, me diz se eu tô errado, mina
Mas algo me diz que a nossa vibe combina
Eu tava ali, procurando meu rumo pra seguir
Foi bom quando te vi
Tava tudo tão chato por aqui
Eterno nada é, posso dizer
Mas eu vou fazer o possível pro nosso amor ser
Um dia a gente se ver bem velhinho
Pelo espelho e eu cantando outra musica pra você
Pois quando a gente se entrega pra vida
A vida só nos devolve coisas boas
Ela me deu você
E eu vi nessa corrida que
Você é só você e pessoas são pessoas

Ele me disse: "vai"
Eu disse: "já vou"
Ele me disse: "volta"
Eu disse: "ôôô"
Ah, que saudade de você
Debaixo do meu cobertor

Eu sei que o tempo pode afastar a gente
Mas se o tempo afastar a gente 
É porque o nosso amor é fraco demais
E amores fracos não merecem o meu tempo

Anitta feat Projota