30 de outubro de 2015

Quem é você, Alasca?

Estava eu buscando uma leitura leve e rápida para a viagem de férias. Na pressa e sem qualquer critério, comprei um livro do autor do badalado A culpa é das estrelas.  Não sei se dei a sorte ou o azar de pegar o primeiro romance que ele escreveu, mas digo que se não foi, se aproximou bastante de ser a pior coisa que já li na vida. Não pela mania dele matar os personagens. Isso é normal, quantas vezes nós não "matamos nossos personagens" nessa vida? O problema é que o cara é totalmente sem pé nem cabeça! 
Do livro inteiro eu só gostei de uma frase: "se as pessoas fossem chuva, eu seria uma garoa e ela, um furacão."
Não estou disposta a ler mais nada de John Green, mas talvez eu me arrisque a ver o filme A culpa é das estrelas, porque uma coisa intrigou-me: a maneira como o autor carrega de culpa as suas estórias. Como ele faz com que os personagens lidem com a culpa. Lidar com culpa é algo que ou você aprende, ou você aprende. 
O livro só valeu a pena pela meia dúzia de páginas finais, por se tratar de uma edição comemorativa, onde o autor responde a algumas perguntas de fãs, sobre a trama do livro.

" Mas é possível sentir culpa e ter também outros sentimentos, e para mim há muita esperança nisso. Ainda sinto tristeza em relação a coisas tristes que aconteceram comigo; ainda sinto culpa por coisas que fiz ou deixei de fazer; mas sinto também outras coisas - alegria e indulgência e amor, e por aí vai - que só sinto porque segui em frente."

"As perguntas que não respondi no livro são as que não quis responder ou achei que não deveria responder.
Ao longo da nossa vida surgem questões, questões importantes, que precisam e merecem ser respondidas, mas que ainda assim ficam sem resposta.
Alguns mistérios em torno de mortes, amizades, romances e religião jamais serão solucionados de um modo que você ache satisfatório. Para mim, a questão interessante é: você consegue continuar a viver uma vida de esperança diante da incerteza insolúvel? Precisamos encontrar uma maneira de conviver com ambiguidades sem sermos consumidos pelas grandes ausências de resposta."

Precisamos mesmo Sr. Green.


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