27 de dezembro de 2013

Retrospectiva x Expectativa = Por... nenhuma

Detesto escutar a Simone dizendo "Que então é Natal e o que você fez. O ano termina e começa outra vez."
Se alguém me perguntasse o que eu fiz, aí é que está o problema: eu diria POR...caria nenhuma! Aliás, o que fizeram comigo? O que eu deixei que fizessem comigo?
Num ano em que, tudo o que eu deixei de fazer a vida inteira levantou o dedo do meio para mim, sinceramente, vamos pular a retrospectiva.
Num ano 3D (doença, desemprego e depressão) vamos somente agradecer à Deus por um lar e por pais maravilhosos, que estão comigo SEMPRE, haja o que houver.
Outro dia, li a seguinte frase: "Para que retrospectiva de ano se você faz história a cada dia?"
Pois é, vamos nós fazer história ao invés de contar história. Vamos nós começar do absoluto zero, pedindo à Deus paz de espírito, clareza nas decisões e distância de todo o mal que nos desejam.

Feliz 2014!

23 de dezembro de 2013

A vida sabe o que faz

Tenho minhas reservas quanto a Zibia, mas não posso negar que os romances dela sempre tem algum ensinamento. Esse não é dos melhores, mas li com muito carinho, até porque me foi oferecido por uma leitora assídua como eu. 
Existe uma canção que fala que fica sempre um pouco de perfume nas mãos de quem oferece rosas. Eu acho que fica sempre um pouco de aprendizado para aqueles que leem um livro.



9 de dezembro de 2013

Tic, tac

Pensando aqui, que chega a ser tranquilizador saber que o reloginho da vida de algumas pessoas também está correndo, igualzinho ao meu. Tic, tac, tic, tac! O tempo está passando...

Quem são essas pessoas?
Quais as suas histórias?
De onde vem, para onde vão?
O que estão fazendo a respeito?

É, daria um bom Globo Repórter.

2 de dezembro de 2013

Promessas de um ano novo

É muito bom falar abertamente de algo, ou melhor, fazer algo, sem que você se incomode com o que as pessoas vão julgar. Essa sou eu! Essa sempre fui eu!
É muito bom quando você finalmente cai na real e começa a tomar decisões que a muito deveriam ter sido tomadas. 
Melhor ainda quando você não faz promessas, blá, blá, blá. Você vai lá e faz. Simples assim.
Certamente minha promessa para 2014 é não fazer promessas. É tomar quantas decisões forem necessárias para estar feliz comigo mesma, e estar preparada para as consequências, sejam boas ou ruins.






20 de novembro de 2013

Deixa a vida me levar

Adorei ouvir que estou "deixa a vida me levar"! Apesar de ter aprendido completamente diferente na faculdade de Administração, era exatamente disso que estava precisando para aceitar e aprender certas coisas.



Querida vida, por favor, não deixe que eu ligue o foda-se.

Ai, como dói!

Dói ver uma amiga sofrer por amor! Dói mais ainda saber que duas pessoas que se gostam tanto, não podem ficar juntas devido as circunstâncias da vida.
Dói saber que alguém que a tanto tempo está sozinha e agora encontrou alguém, não podem ficar juntos porque "alguéns" chegaram primeiro.
Dói demais não conseguir montar o quebra-cabeça da sua própria história. 
Amiga querida, estou SEMPRE aqui! Mesmo que a gente nunca consiga entender, eu estarei aqui.

15 de novembro de 2013

"Você precisa de alguém para chamar de seu."

O ser humano vive pedindo sinceridade, mas não gosta de ouvir a verdade. Isso é fato!
Existem aquelas pessoas que te dizem sem o menor pudor, aquilo que você precisa ouvir, mas você não quer ouvir, porque você não quer que aquilo seja verdade. Você dá voltas e voltas para justificar, para não dar o braço a torcer, mas no fundo você sabe que aquela pessoa está certa. Você detesta dar razão àquela pessoa, mas no seu interior, sem contar para ninguém, você pensa: ele (a) está certo (a).
Por mais que doa, eu gosto de ouvir pessoas assim! Gosto de pessoas sem meio termos! Gosto daquelas que já viveram tão profundamente o lado bom e ruim da vida, que falam sobre os dois na mesma intensidade.
Nunca achei que os opostos se atraíssem, pelo contrário, sempre achei que os semelhantes se conectam. E hoje em dia, quem consegue viver sem conexão??? Viva a internet, rsrsrs!
O certo e o errado é questão legal/moral. Agora o bom e o ruim é questão de opinião. E como mudar a opinião de outrem? Não, se ele não quiser.
Hoje eu entendo perfeitamente. Entendo que quando o "impossível vira questão de opinião" você alça voos. Eu também quero voar! O solo é chato, morno e sem perspectiva.
Ah, e para você que disse que eu iria passar o feriado lendo um bom livro, quase acertou: estou trabalhando. Minimiza o tédio, a depressão e a dor no peito.


A gente sempre tem algo a achar em relação à outrem. Achar é uma coisa, ter certeza é outra. Eu prefiro achar, porque o dia que eu tiver certeza, desisto. Ter certeza sobre o ser humano é algo muito imutável. Prefiro pensar que as pessoas não são tão previsíveis quanto parecem.

28 de outubro de 2013

Orfandades

Como sou eclética, resolvi ler Padre Fábio de Melo.

Quem nunca sofreu uma perda? Abençoado aquele que não sofreu, mas infelizmente um dia vai passar por isso. E é muito dolorosa a dor. Por mais que saibamos que a separação é temporária, dói muito perder alguém.
Este livro fala sobre as diversas orfandades. Diversas, porque não ficamos órfãos somente de pai e mãe. Existe a orfandade de irmãos, amigos, avós, marido, esposa, filhos. Quando se vão, nos privam de sua companhia neste plano terrestre e nos deixam órfãos de seu carinho. Cada capítulo conta uma estória sobre um tipo de orfandade, sobre ressentimentos, sobre a falta que alguém faz.
Pior não é perder para a morte, é perder para a vida! Imagino a dor da mãe de um filho desaparecido. Imagino a dor de quem não conhece o pai. É triste um alguém nunca mais ter notícias de um outro alguém...

" O tempo passou. A clausura do amor me envelheceu. Agonizo dia e noite com medo de perder o homem que preencheu todas as minhas ausências. Essa é minha contradição. O amor que tenho por ele me empobrece. Sofro dia e noite de insegurança. Ao tomar o leme de minha existência, ao roubar-me dos braços divinos, Fausto me aleijou a alma. Reduziu-me a ser humana, carne que morre sem o auxílio da esperança eterna. Da consagração espiritual, passei à consagração carnal, conheci o desconforto de necessitar de braços e pernas me enlaçando na solidão da noite, dedos e olhos me fazendo esquecer a beleza das realidades etéreas." 

"Partiu só. Cheio de medos, mas acompanhado por esperanças. A juventude nos olhos certamente lhe garantiria pousada em noites mais frias. Há sempre um lugar debaixo do céu para quem ainda não fez trinta anos. Depois tudo muda. Por isso quis partir antes da mudança. Vinte e nove já seria número de risco. Mais prudente anteceder-se dois anos à data. Trinta anos é informação que parece desestimular qualquer forma de transgressão. Amargara demais a sina de ser moço feito de disciplina e boas reputações." 

"Eu quase não me perdi na vida. Meus destinos sempre foram muito próximos, calculados em medidas estreitas. Matemática aplicada; coisa de quem não conhece o prazer que há no esquecimento das regras. Eu gostaria de ter conhecido o gosto de ficar perdida, mas não o conheci. Sempre achada, posta o lugar esperando eu amarguei a vida inteira cuidando do mundo como se todo ele tivesse nascido de minhas entranhas. Eu sempre me ocupei de filhos que não são meus. Meu pai me obrigou a seguir esse caminho. Nem pude consultar o mapa. Ele fez por mim. Deixou-me um roteiro de destinos poucos, e a eles me acostumei."

"Quem não tem aonde ir precisa descobrir a graça de ficar."

"Os meus olhos assustados teimavam em sofrer de esperanças. Neles estavam erigidas pontes imaginárias que facilitavam a chegada de andantes distantes, gente que pudesse trazer retalhos de futuro para que eu abrigasse a alma do frio provocado pela mesmice." 



27 de outubro de 2013

Em qual rua?



ENCOSTAR NA TUA

Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja o melhor destino
Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar
Quando você chamar meu nome
Eu que também não sei onde estou
Pra mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for

Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua 

E saiba que forte eu sei chegar
Mesmo se eu perder o rumo, êê
E saiba que forte eu sei chegar
Se for preciso eu sumo

Eu só quero saber em qual rua
A minha vida vai encostar na tua...




20 de outubro de 2013

Cada um com seu cada um - Parte 999

Pelo amor de Deus, como que pode as pessoas insistirem em fazer a vida dos outros de espelho???
Como pode viverem de comparações, num eterno conto de Natal, digno de comercial de coca-cola??? Ah péra lá né?
O ser humano é único, com suas características próprias. Cada um reage de maneira diferente às diversas situações da vida.
Sabe o que falta nessas pessoas? Algo que é exatamente ao contrário da comparação: a empatia. Passe a se colocar no lugar do outro. Passe a imaginar o que determinada pessoa está passando, porque ela age daquela maneira. Aí cara pálida, você vai parar de julgar, porque pimenta nos olhos dos outros é refresco. 



Beijo no ombro!

Encerrando ciclos

No dia 06/09/2013 a vida encerrou mais um ciclo por mim. Tudo bem que contra a minha vontade, mas ela, a vida, foi lá e fez. Também, quem manda eu não decidir? Quem manda eu não tomar as atitudes necessárias. A vida cansou de esperar por mim, novamente foi lá e fez. 
E novamente eu sofro. Não pela atitude em si, porque já era mais do que hora de se virar essa página da minha vida. Sofro porque me surpreendo com o caráter das pessoas, principalmente daquelas que se dizem "amigas". Sofro porque novamente meu tapete é puxado, sou jogada no redemoinho e tenho que juntar os cacos em meio ao caos. Sofro porque pessoas que gosto também estão sofrendo.
De volta a ansiedade, as noites mal dormidas e me pego pensando onde foi que errei? Como pode uma pessoa passar a vida inteira seguindo a receita que colocaram em suas mãos e o bolo desandar de vez???
Verdade seja dita, muitas vezes Deus age de uma maneira inesperada. Você ora, mas para obter, para chegar onde deseja, precisa dar uma volta. Talvez tenha sido a maneira de Deus atender às minhas preces e isso eu só vou compreender lá na frente... Como dizem, há males que vem para bem.
Enfim, no meio ao caos total que está a minha vida, duas coisas que eu creio é que nada é por acaso e que cada um tem o que merece, mas será que já não estava na hora de florescer os bons frutos? Já tenho 31 e eu juro que também plantei boas sementes...


26 de setembro de 2013

Almas Afins

Outro dia, uma amiga perguntou-me se eu acreditava em "alma gêmea". Eu disse que claro que sim, só que alma gêmea nem sempre refere-se ao amor de homem x mulher. Ás vezes essas almas nem chegam a se encontrar em determinada vida, pois estão desenvolvendo missões diferentes ou somente um encarnou. Senti que ela ficou desapontada e eu me senti um monstro por destruir a esperança do príncipe encantado.
Este livro aborda exatamente isso, pena que seja de uma leitura muito rebuscada.

" - Filha, se os poderes divinos permitirem que algum dia eu possa estar novamente junto de ti, sentir-me-ei regiamente compensado pelo que sofro agora, nesse temor de perder-te, sem poder salvar-te.
- Pai querido, não te aflijas. Sabemos ambos que vou realmente partir, tenho visto com os meus próprios olhos os novos caminhos que me esperam, porém sabes que em todos eles tu estás, como agora, amparando-me com o teu amor.
- Alegra-me ouvir-te falar assim e isto me será de grande auxílio quando ficar só.
- Nunca mais o ficarás, querido pai, pois estarei sempre ao teu lado, como agora. Somos almas afins que, através da morte, se integram na eternidade da vida. Estaremos sempre unidos como uma só alma e um só coração; tu verás.
...
- Assim são os caminhos da vida e da morte; nada há de definitivo, tudo é mudança, tudo se modifica, menos o amor, quando verdadeiro, esse, sim constrói sempre para a eternidade."



17 de setembro de 2013

Paciência

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede

Um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa

Eu me recuso faço hora

Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal

E a loucura finge

Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz

A gente espera do mundo

E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber?

Será que temos esse tempo

Pra perder?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma

Mesmo quando o corpo pede

Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber?

Será que temos esse tempo

Pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede

Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...


A vida não para...
Lenine

Paciência não é a minha virtude mais aflorada, infelizmente.

Noites Tropicais - solos, improvisos e memórias musicais

"Gênios e pilantras. Roqueiros e sambistas. Pirados, friques e doidões. Um elenco de estrelas numa trama de sucessos e fracassos, de lágrimas e gargalhadas, entre sexo, drogas e MPB. Um relato sem censura de nossa música - uma das maiores contribuições brasileiras à beleza e à alegria do mundo".

Excelente livro! Sem censura mesmo! Muito bom conhecer a história da MPB! Nelson Motta fala da vida de todo o meio musical, inclusive a dele, rs.
Eu que sempre tive uma vontade de ter vivido Cazuza intensamente (quase não me lembro), agora fiquei com muita vontade de ter vivido, por exemplo, os tempos de Elis Regina, de Chico Buarque. Ter vivido as delícias dos festivais! Dispensando é claro, a ditadura.
Uma música com musicalidade! Letras poéticas, arranjos perfeccionistas, isso é raro hoje em dia. Apesar de toda tecnologia, faltam músicos! Faltam poetas! Faltam críticos! Hoje é tudo um bundalelê, a se tirar pelo Prêmio Multishow de Música, que é uma afronta popular.
Nós emburrecemos musicalmente. Desconfio que em outros aspectos também.

Adorei saber que Chico Buarque, Ronaldo Bôscoli e alguns outros artistas, fanáticos tricolores, fundaram a "Jovem Flu", rs. 
Sobre os festivais: "O festival há muito tempo não era mais uma competição de excelência musical, era uma vitrine de idéias, uma janela de liberdade dentro do clima opressivo, uma oportunidade para os novos talentos e novas linguagens. E sobretudo não era para ser levado a sério. A música popular era muito mais do que apenas música e letra. Era um dos raros espaços que restaram para expressar, ainda que metaforicamente, alguma insatisfação com o regime e um mínimo de esperança em mudanças. Cantar nunca foi tão necessário nem tão perigoso no Brasil".

Somente o que me entristeceu é saber que artista e drogas eram diretamente proporcionais. Como se usava droga! Fica a dúvida, se ainda hoje, continua sendo a mesma coisa.

"Noites brancas nos trópicos: a década de 80 começa com a cocaína se espalhando e se popularizando nas noites não só cariocas, mas brasileiras e internacionais. Com uma diferença: enquanto um papelote de cocaína custava US$ 150 em Nova York, no Brasil custava US$ 10. Talvez seja parte dos sucessos do nascente rock brasileiro. E explique muito de seus fracassos".

Elis Regina nunca foi drogada nem dependente de nada. Estava entrando na cocaína numa hora em que muita gente já estava começando a sair. Pior: sempre preocupada com a voz, a garganta, seus maiores bens, estava evitando inalar cocaína, preferindo misturá-la com uísque: dessa forma a droga vai para o estômago e demora mais a entrar na corrente sanguínea, tornando muito difícil controlar as quantidades. Foi o que matou Elis". A maior cantora da história brasileira, sem sombra de dúvida. Uma grande perda, mas uma escolha própria.

"As novas bandas ainda são vistas com desprezo e desconfiança por boa parte da MPB, que ironiza a ignorância política dos roqueiros, debocha das músicas em três acordes, tocadas por músicos que não sabem tocar e cantadas por cantores que não sabem cantar, para um público que não sabe ouvir".

"Cantava Renato e as jovens plateias deliravam, se identificavam com aquela sensação de vazio e de impossibilidade, tinham alguém para dizer o que eles pensavam e sentiam... A geração coca-cola não estava perdida".

Sempre fico pensando, onde eu estava que não me apaixonei por Renato Russo. E ainda hoje, continuo sem me apaixonar, mas tem meu respeito. Pessoas inteligentes, visionárias, desafiadoras sempre terão meu respeito. Poetas terão minha paixão.

"Os sertanejos não têm culpa de nada, além do mau gosto. Fazem música que o Brasil quer, a que eles gostam, o som dos anos Collor".

Percebi que a música sempre foi, de certa forma, uma expressão política. Será que é por isso, que hoje fazemos quadradinho de 8?






No creo, pero...

Há quem acredite em duendes, fadas e em Papai Noel.

A vida é bela sim, mas...



... quem sabe são os fatos.


"No creo en las brujas, pero que las hay, hay".

25 de agosto de 2013

Olhar fora do quadrado 2

Encontrei rodando pelo facebook e adorei! 
Uma colega compartilhou e disse não ter gostado do aspecto de descartabilidade das coisas e pessoas. Particularmente eu não vi dessa forma. Eu vi como olhar fora do quadrado, parar de "dar murro em ponta de faca".
E você, já sabe do que desistir e no que persistir??? Eu não. Ainda dando volta em círculos.

19 de agosto de 2013

Devaneios de uma noite de insônia



ENCONTROS E DESENCONTROS

Menina morena
Da cidade pequena
Te amar é um problema
Que aos poucos me condena

Vida minha
Noite fria
Lua linda
Cama sombria

Meu Deus que cansaço!
Uma fita, um laço
O poder de um abraço
Que falta você faz!

Eu vejo paz
Eu vejo pais
Vejo todos
E mesmo assim, algo mais.

Ah, menina amada
Tua vida passada
Não te acolheu
Onde foi que você se perdeu?


29 de julho de 2013

Aniversário

Apesar de não gostar muito de fazer aniversário, tenho o hábito de vir aqui no dia do meu aniversário, para uma breve reflexão.
Ano passado, escrevi um texto que carregava toda a emoção que eu sentia naquele momento: Balzaquiana.
Adoro reler aquele texto! É tão emocionante! Se me pedissem para escrever algo parecido novamente, acho que não conseguiria. Parece que foi escrito para mim e não por mim!
Não, o problema não é envelhecer. O problema é estagnar! Na adolescência, meus aniversários sempre foram regados de comemoração. Todos faziam questão de comemorá-lo, inclusive eu. Naquele tempo, a cada ano, haviam novas conquistas e descobertas a serem comemoradas! Com o tempo, a inércia roubou minha vontade de comemorar. Porém, como pedi permissão para nascer, tenho pais maravilhosos que aceitaram receber-me, estou recuperando a saúde abalada, tenho bens materiais necessários para viver e alguns pouquíssimos amigos que realmente torcem por mim e fazem questão: vamos comemorar!
Enfim, mais um ano voou e hoje não tenho inspiração para escrever. Então vamos a uma linda mensagem psicografada. Fica sendo esta a minha reflexão.

AVANCEMOS

Não chores, lastimando o tempo que passou.
O passado é como um degrau que já subimos. Voltar a ele significa descer, e descida nos leva ao retardamento ou à paralisação no esforço de alcançarmos as metas programadas.
Segue, portanto, em frente, olhando para o alto, porque olhar para baixo poderá provocar vertigens, ameaçando o teu equilíbrio.
Se erraste, apressa-te a corrigir o erro.
Se te enganaste, desfaz o teu engano pela análise correta dos fatos.
Se feriste alguém, estende as tuas mãos e reconcilia-te.
Se foste ferido, alcança o ofensor com teu perdão.
Se algo negaste, doa em dobro.
Se mal julgaste, tenta, rapidamente, restaurar a confiança perdida.
Se duvidaste, empenha-te em crer, orando e servindo para que os resultados te alcancem a alma.
Como vês, tudo depende de ti!
Voltar ao passado, chorando sobre as horas mortas? Não o faças!
Só vive quem dinamiza a vida!
Chorar sobre o passado, sem nada construir no presente, é quebrar, definitivamente, a ponte que nos transportará ao futuro.
Arrepender-se do mal. construindo o bem, essa é a única fórmula de valorizar a vida, tornando-nos dignos de vivê-la!
Refletir sobre as experiências vividas, sim! Deitar-nos sobre elas, nunca!
Revisar nossos atos, restaurando nossos caminhos, sim!
Reter-nos esmorecidos, negando-nos a prosseguir, isso jamais!


Aurélio - Os caminhos da paz



Obrigada Deus! Tu és soberanamente justo e bom. Eu creio!







22 de julho de 2013

Apenas começando

Livro mediano, bem parecido com uma história que eu conheço. Apesar do livro não ser lá essas coisas, a lição que se tira é sempre boa. 
Interessante é que quem me emprestou não sabe nadinha. Nada é por acaso mesmo!
Obrigada amigos espirituais! Seguimos tentando.



" Ao passarmos por momentos difíceis, sentimos que tudo terminou e que não há mais esperança nem um caminho para seguir: quantas vezes sentimos que precisamos fazer uma escolha, porém nem sempre sabemos qual seria a melhor opção?" - Elisa Masselli





21 de julho de 2013

8 ou 80 - A missão

"Escrevo para não falar sozinho." - Cazuza

"Uma palavra pronunciada, um texto lido podem nos fazer enxergar o que devia ser evidente mas não é: por ser inquietante demais é melhor que fique embaixo de todos os tapetes de nossa resignação." - Lya Luft


E que a vida seja sempre pão e circo! Que a vida seja feita de samba, cerveja e futebol. - Naiara

19 de julho de 2013

O avesso

Caem as máscaras, invertem-se os papéis.
Nada faz sentido mas continue seguindo.
Desoriente-se nesse lado desconhecido.
O seu eu nunca quis conhecer seu avesso.
E aí tudo que você não gosta, chegou a galope.
Tudo que você criticou, vem te visitar.
Todos que te humilharam vêm sambar.
Todos os seus medos transbordam.
É preciso conhecer o outro lado da moeda!
Tua carne não compreende, mas teu espírito sim.

"E de repente a vida te vira do avesso e você percebe que o avesso é o seu lado certo." Só que não.
Não sei você, mas o avesso não é meu lado certo. Meu lado certo é um antigo eu destemido. É um eu foragido.



"E foste um difícil começo
Afasta o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade.
Aprende depressa a chamar-te realidade.
Porque és o avesso, do avesso, do avesso, do avesso."

Sampa - Caetano Veloso













16 de julho de 2013

Devaneios

Sabe quando a teoria encontra a realidade?
Pois é, quando encontrar me acorda.


Inconformismo?
Raiva?
Tristeza?
Alegria?
As lágrimas brotam sem saber o porquê.

E eis que o telefone toca e me tira dos meus "devaneios loucos a me torturar"...



30 de junho de 2013

"Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa"!

Saúde é o que importa, o resto a gente corre atrás.
Nunca essa máxima foi tão verdadeira!
O corpo padece pelas escolhas que a gente faz, pelas que deixamos de fazer e pelas que fazem por nós.
Ok, já entendi que podemos viver com a falta de tudo nessa vida, de TUDO mesmo, menos com a falta de saúde. Agora, por favor, já posso ter minha vida saudável de volta?

Dissimular Emoções Negativas

Apesar da ansiedade ser uma emoção natural, de caráter essencialmente adaptativo, quando excessiva ela pode estar na base de muitos processos que podem levar à doença.
Quando a pessoa experimenta altos níveis de ansiedade, durante tempo prolongado, seu bem estar psicológico se encontra seriamente prejudicado, seus sistemas fisiológicos podem se alterar por excesso de solicitação, seu sistema imunológico pode ser incapaz de defender seu organismo, seus processos cognitivos podem estar prejudicados provocando uma diminuição do rendimento e, finalmente, a evitação das situações que provocam essas reações ansiosas pode comprometer sua vida sócio-ocupacional.
Podemos, então, afirmar que a ansiedade é um estado de tensão interna do indivíduo no sentido da adaptação, diante de algo que o ameaça.
Há pessoas que se regozijam de saberem controlar suas emoções. Mas, o fato de não se comportarem de acordo com esses sentimentos negativos não significa, automaticamente, que não estão experimentando as tais emoções negativas. Pode não bastar a essas pessoas o controle das manifestações das emoções negativas, pois, mesmo controlando as reações de ansiedade, pode haver níveis elevados da ativação fisiológica global, de alterações do sistema nervoso autônomo, de mudanças no sistema imune, etc.

Ao invés de se imunizarem contra as emoções negativas, que seria o ideal, as pessoas que se dizem controladas, podem não estar reconhecendo os estados emocionais negativos que estão experimentando. Podem estar dissimulando a raiva, a ansiedade, o medo ou a tristeza.
As tentativas de livrar-se (dissimular) dessas emoções negativas nem sempre têm êxito, pois algumas pessoas que aparentam uma certa tranqüilidade, podem estar desenvolvendo uma alta reatividade fisiológica. São pessoas obrigadas, pelo papel social que desempenham, a dissimular sentimentos diuturnamente, mas nem por isso significa que não estão experimentando intimamente tais emoções. Ou seja, o desgaste psicossomático proporcionado pelo esforço em dissimular emoções pode ser muito alto, vindo daí o conceito popular (e sensato) de que as emoções que não são manifestadas livremente acabam eclodindo em outro lugar do organismo.

...

Quando não é possível encarar a situação objetivamente, seja porque o problema não está sendo consciente, seja porque faltam recursos disponíveis à personalidade, a tendência será lançar mão de outras formas mais atípicas de enfrentamento.
A forma mental de enfrentar a situação seria, por exemplo, fantasiar, racionalizar, negar, rezar. A maneira emocional atípica de enfrentamento seria deprimir-se, agredir, culpar os outros ou culpar-se, chorar, gritar. Outras atitudes de enfrentamento atípico, seriam isolar-se, exibir-se, brincar, arriscar-se, comer, beber, transar, fumar, trabalhar, tudo excessivamente e, finalmente, de particular interesse à psicossomática, surge uma maneira somática de enfrentamento, representada pelo adoecer.

As manifestações fisiológicas e/ou somáticas resultantes do estresse adaptativo, chamadas de somatizações, podem ser entendidas como uma forma não verbal de se expressar. E quanto menos eficientes são os mecanismos mentais ou cognitivos de sentir, falar e agir, mais o sistema somático será utilizado para expressar emoções. Isso significa que quanto mais "puras" forem as emoções, menos somáticas se tornarão.


Ballone GJ - Da Emoção à Lesão - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2007.




21 de junho de 2013

Cinquenta Tons de Liberdade

Terminei a trilogia e como previsto tive de ler três livros enormes para, enfim, ter alguma explicação do passado de Christian Grey. E diga-se de passagem, foi muito previsível.
A estória resume-se ao primeiro e ao fim do terceiro livro. 
No terceiro livro, uma passagem chamou-me a atenção: a autora abordar, com muita veemência, a aversão inicial de Christian à paternidade.
- "Ah Ana, eu queria viajar com você ao redor do mundo e agora? Agora fralda, vômito e merda"!
Chamou-me atenção por dois motivos. O primeiro, pela coragem, principalmente sendo um romance. Ela poderia narrar que ele estava com medo da paternidade, mas não, ela narrou exatamente a aversão à paternidade. Na nossa sociedade hipócrita, se alguém não quiser ser pai ou mãe, são monstros terroristas de outro mundo. Porque as pessoas julgam que a felicidade vem de um conto de fadas e para isso você necessariamente precisa casar e ter filhos. Fica fácil de entender, quando lembramos que a estória se passa nos EUA.
Segundo, porque até pouco tempo atrás, eu achava que quem tinha tido uma infância/adolescência difícil, em relação à rejeição de pai e/ou mãe, teria como objetivo fazer exatamente ao contrário. Ou seja, eu achava que essas pessoas seriam as primeiras a quererem ser pais/mães. A vida me mostrou que não é bem assim, que na verdade isso pode causar um efeito tão negativo na vida daquelas pessoas, a ponto delas não quererem inverter os papéis. Enfim, nada que não possa ser superado. Christian Grey superou tão bem, que teve um casal de filhos.

20 de junho de 2013

A Revolta dos 20 Centavos

Muito tem-se ouvido, comentado e opinado sobre a onda de protestos, encadeada pelo aumento do preço das passagens Brasil afora. Eu estou lendo, observando e digerindo, mas de uma forma leiga. Não sou historiadora e nem antropóloga. Não consigo fazer uma análise crítica-intelectual, mas consigo "achar" algumas coisas. É só "achismo" mesmo, porque nem me acho no direito de opinar, pois não fui às ruas nenhum dia.  
Vi muitas coisas na internet, uma inclusive de um intelectual, afirmando que o movimento Anonymous não tem legitimidade para pleitear, porque além de não ter liderança, precisa necessariamente filiar-se a um partido, e que esse seja de esquerda. Que não passavam de um bando de rebeldes sem causa. 
Não consigo entender a necessidade de partido para representação. Nem direita e nem esquerda. Aliás, estamos presenciando o que a esquerda fez com o país. Acho interessante, porque antigamente no Brasil só existiam dois partidos. Essa coisa de trocentos partidos só serve realmente para "partir" interesses. Quantos partidos temos hoje em dia? Vários! Eu não voto em partido, voto em candidatos! Acho que por culpa dessa perpetuação de partidos e essa maldita legenda, estamos nesse modelo democrático falido. Por exemplo, além de eleger merdas como Wagner Montes, Tiririca, esses ainda "puxam" mais um monte de bostas junto com eles.
Concordo com a liderança. O horizontalismo não acrescenta. Liderança não precisa ser una, não é ditadura. É apenas ter porta voz. Todo movimento precisa de organização e fica difícil sem liderança. E mesmo assim, de forma meio bagunçada, a pressão já surtiu efeito, o valor das passagens foi reduzido.
Quanto ação da polícia é 8 ou 80! Ou é porrada ou braços cruzados. Isso claro, orientação do mais alto escalão da política, de acordo com o impacto que se quer causar na sociedade. 
A sociedade por sua vez, gosta muito de direito e pouco de dever. Falou-se em covardia da ação policial, mas ninguém falou da puta covardia que foi agredir bruscamente o policial. Em deixá-los trancados, sem socorro médico. Dane-se que tinha 100 mil e apenas 200 mauricinhos externaram toda a sua falta de limites e educação! Se eu for pensar assim, posso analisar que tinham 100 mil manifestantes, mas apenas 200 tomaram bala de borracha na bunda e spray de pimenta na cara. Não é a mesma análise? Digo Mauricinhos porque a fiança gira em torno de 1 a 2 mil reais e até agora todo mundo pagou por ela.
E não foi a Globo que me fez pensar assim! A depredação foi noticiada em todos os jornais, inclusive internacionais. Estava aí para todo mundo ver. É preciso parar de culpar a Globo pela alienação do povo. A Globo não obriga ninguém a assistir novela e BBB. As pessoas que não querem aprender, tem preguiça de largar a televisão e pegar algo para ler.
Outra coisa, o PT não é o pai da corrupção. A corrupção sempre existiu. O que aconteceu é que por ser o PT um partido de esquerda no poder, a mídia passou a focar mais nas ações do governo. A própria evolução dos veículos de informação (internet) e da justiça fiscalizadora (Ministério Público), fez com que se levantasse o tapete e varresse a sujeira para fora. 
Em resumo, o movimento é realmente lindo! Muito bacana ver o gigante Brasil acordado e poder contar isso aos seus filhos. Eu só acho que sem pauta e sem liderança, não demora muito para virar bloco de carnaval. 


OBS: É preciso ter cuidado com o que se deseja. Se não me engano, um impeachment da Dilma significaria Michel Temer na presidência. E aí, salve-se quem puder.

16 de junho de 2013

Será?

Protestos! Tiro, porrada e bomba!
Tanta coisa estava errada, e tanta coisa continua errada.
Falta perspectiva! Menos boa vontade e mais vontade.
Com tanta coisa rondando a mente, eu fico pensando...


Tire suas mãos de mim
Eu não pertenço à você
Não é me dominando assim
Que você vai me entender
Eu posso estar sozinho
Mas eu sei muito bem aonde estou
Você pode até duvidar
Acho que isso não é amor

Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?

Nos perdemos entre monstros
Da nossa própria criação
Serão noites inteiras
Talvez por medo da escuridão
Ficaremos acordados
Imaginando alguma solução
Pra que esse nosso egoísmo
Não destrua nosso coração

Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?

Brigar pra quê?
Se é sem querer
Quem é que vai nos proteger?
Será que vamos ter
Que responder
Pelos erros a mais
Eu e você?

Renato Russo




14 de junho de 2013

Toda forma de amor

"Considerando justa toda forma de amor", inclusive o amor próprio! 
Viva os heterossexuais, homossexuais, solteiros, casados, namorados, enrolados, ficantes, amantes... 



"... não sejamos demasiadamente fúteis nem medrosos, porque a vida tem de ser sorvida não como uma taça que se esvazia, mas que se renova a cada gole bebido."

Lya Luft - Perdas & Ganhos

3 de junho de 2013

Vida, desculpa!

Querida Vida:

Depois de tudo que vi, ouvi e senti hoje, eu gostaria de lhe pedir sinceras desculpas.
Não quero que você tome em lugar nenhum.

Certa de sua compreensão,

Beijos!

Naná

OBS: Estou viva!


2 de junho de 2013

Gonzagão - A Lenda

Nunca tinha assistido a um musical. Comecei muito bem, porque este foi maravilhoso!
Não conhecia a história de Gonzagão, apenas algumas músicas, as quais tenho apreço. Tentei ver o filme, mas acabei não conseguindo. Esses filmes nunca fazem muita bilheteria na Baixada Fluminense.
Enfim o musical encanta, emociona, diverte! Equipe talentosa! E o melhor: assisti no SESC de Nova Iguaçu, com precinho de SESC!
O musical Gonzagão – A Lenda, de João Falcão, retorna ao Rio à partir da próxima quinta, 30 de maio, no Teatro Carlos Gomes. A peça que estreou em 2012, em meio à comemorações do centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, retorna a todo vapor depois de ganhar o Prêmio Shell de Melhor Música e de Melhor Produção no Prêmio APTR.
Fugindo de uma padrão biográfico, segundo Falcão, algo no estilo “Wikpédia”, a peça contra a trajetória do rei do baião encenada por uma trupe teatral, focando mais no mito do que no homem, onde realidade e fantasia se confundem e viram uma grande homenagem teatral.
“Nós brincamos com elementos de fantasia, de faz de conta, tanto que o espectador precisar acreditar que aquilo está acontecendo, viajar com os atores na história. O próprio fato de ser um musical faz o trabalho com lúdico ser maior”, afirma o diretor.
No repertório musical estão mais de 50 canções de Luiz Gonzaga, dentre elas: Cintura fina, Assum Preto, xote das meninas, Qui nem jilóBaião, Pau-de-arara e a famosa Asa Branca,entre muitas outras. O diretor musical Alexandre Elias não ficou preso aos arranjos originais das músicas, e algumas das canções aparecem em versões diferentes, saindo da formação tradicional triângulo, zabumba e sanfona (que costuma caracterizar o “forró”), para melhor servir a trama.

Uma das partes mais emocionantes é ouvir Sangrando. O sal molhou o meu sorriso.


Combustível

Não sou fã de Ana Carolina, mas essa achei linda.

COMBUSTÍVEL

Fiz de você meu combustível
Meu horizonte, meu abrigo
E num momento mais sensível
Quis ter você sempre comigo

Não vou deixar cair o nível
Te transformando num castigo
Eu que pensei ser invencível
Não me dei conta do perigo

Sei que fui fanática, suicida
Abri mão da própria vida
Fui refém e fui bandida
Por querer te amar demais
Quase entrei num beco sem saída
Mas depois da despedida
Volto ao ponto de partida
Pra encontrar o amor

Não tenho mais alternativa
Esqueça o que você me deve
Não quero mais ter recaída
Melhor pensar que não me serve

Me machuquei mas estou viva
Tudo que é seu vou devolver
Embora eu esteja prevenida
Preciso parar de te ver

Sei que fui fanática, suicida
Abri mão da própria vida
Fui refém e fui bandida
Por querer te amar demais
Quase entrei num beco sem saída
Mas depois da despedida
Volto ao ponto de partida
Pra encontrar o amor em paz
Pra encontrar o amor

Fiz de você meu combustível
Meu horizonte, meu abrigo
E num momento mais sensível
Quis ter você sempre comigo

Não vou deixar cair o nível
Te transformando num castigo
Eu que pensei ser invencível
Não me dei conta do perigo

Sei que fui fanática, suicida
Abri mão da própria vida
Fui refém e fui bandida
Por querer te amar demais
Quase entrei num beco sem saída
Mas depois da despedida
Volto ao ponto de partida
Pra encontrar o amor

Sei que fui fanática, suicida
Abri mão da própria vida
Fui refém e fui bandida
Por querer te amar demais
Quase entrei num beco sem saída
Mas depois da despedida
Volto ao ponto de partida
Pra encontrar o amor em paz
Pra encontrar o amor em paz
Pra encontrar o amor...