26 de setembro de 2013

Almas Afins

Outro dia, uma amiga perguntou-me se eu acreditava em "alma gêmea". Eu disse que claro que sim, só que alma gêmea nem sempre refere-se ao amor de homem x mulher. Ás vezes essas almas nem chegam a se encontrar em determinada vida, pois estão desenvolvendo missões diferentes ou somente um encarnou. Senti que ela ficou desapontada e eu me senti um monstro por destruir a esperança do príncipe encantado.
Este livro aborda exatamente isso, pena que seja de uma leitura muito rebuscada.

" - Filha, se os poderes divinos permitirem que algum dia eu possa estar novamente junto de ti, sentir-me-ei regiamente compensado pelo que sofro agora, nesse temor de perder-te, sem poder salvar-te.
- Pai querido, não te aflijas. Sabemos ambos que vou realmente partir, tenho visto com os meus próprios olhos os novos caminhos que me esperam, porém sabes que em todos eles tu estás, como agora, amparando-me com o teu amor.
- Alegra-me ouvir-te falar assim e isto me será de grande auxílio quando ficar só.
- Nunca mais o ficarás, querido pai, pois estarei sempre ao teu lado, como agora. Somos almas afins que, através da morte, se integram na eternidade da vida. Estaremos sempre unidos como uma só alma e um só coração; tu verás.
...
- Assim são os caminhos da vida e da morte; nada há de definitivo, tudo é mudança, tudo se modifica, menos o amor, quando verdadeiro, esse, sim constrói sempre para a eternidade."



17 de setembro de 2013

Paciência

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede

Um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa

Eu me recuso faço hora

Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal

E a loucura finge

Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz

A gente espera do mundo

E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber?

Será que temos esse tempo

Pra perder?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma

Mesmo quando o corpo pede

Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber?

Será que temos esse tempo

Pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede

Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...


A vida não para...
Lenine

Paciência não é a minha virtude mais aflorada, infelizmente.

Noites Tropicais - solos, improvisos e memórias musicais

"Gênios e pilantras. Roqueiros e sambistas. Pirados, friques e doidões. Um elenco de estrelas numa trama de sucessos e fracassos, de lágrimas e gargalhadas, entre sexo, drogas e MPB. Um relato sem censura de nossa música - uma das maiores contribuições brasileiras à beleza e à alegria do mundo".

Excelente livro! Sem censura mesmo! Muito bom conhecer a história da MPB! Nelson Motta fala da vida de todo o meio musical, inclusive a dele, rs.
Eu que sempre tive uma vontade de ter vivido Cazuza intensamente (quase não me lembro), agora fiquei com muita vontade de ter vivido, por exemplo, os tempos de Elis Regina, de Chico Buarque. Ter vivido as delícias dos festivais! Dispensando é claro, a ditadura.
Uma música com musicalidade! Letras poéticas, arranjos perfeccionistas, isso é raro hoje em dia. Apesar de toda tecnologia, faltam músicos! Faltam poetas! Faltam críticos! Hoje é tudo um bundalelê, a se tirar pelo Prêmio Multishow de Música, que é uma afronta popular.
Nós emburrecemos musicalmente. Desconfio que em outros aspectos também.

Adorei saber que Chico Buarque, Ronaldo Bôscoli e alguns outros artistas, fanáticos tricolores, fundaram a "Jovem Flu", rs. 
Sobre os festivais: "O festival há muito tempo não era mais uma competição de excelência musical, era uma vitrine de idéias, uma janela de liberdade dentro do clima opressivo, uma oportunidade para os novos talentos e novas linguagens. E sobretudo não era para ser levado a sério. A música popular era muito mais do que apenas música e letra. Era um dos raros espaços que restaram para expressar, ainda que metaforicamente, alguma insatisfação com o regime e um mínimo de esperança em mudanças. Cantar nunca foi tão necessário nem tão perigoso no Brasil".

Somente o que me entristeceu é saber que artista e drogas eram diretamente proporcionais. Como se usava droga! Fica a dúvida, se ainda hoje, continua sendo a mesma coisa.

"Noites brancas nos trópicos: a década de 80 começa com a cocaína se espalhando e se popularizando nas noites não só cariocas, mas brasileiras e internacionais. Com uma diferença: enquanto um papelote de cocaína custava US$ 150 em Nova York, no Brasil custava US$ 10. Talvez seja parte dos sucessos do nascente rock brasileiro. E explique muito de seus fracassos".

Elis Regina nunca foi drogada nem dependente de nada. Estava entrando na cocaína numa hora em que muita gente já estava começando a sair. Pior: sempre preocupada com a voz, a garganta, seus maiores bens, estava evitando inalar cocaína, preferindo misturá-la com uísque: dessa forma a droga vai para o estômago e demora mais a entrar na corrente sanguínea, tornando muito difícil controlar as quantidades. Foi o que matou Elis". A maior cantora da história brasileira, sem sombra de dúvida. Uma grande perda, mas uma escolha própria.

"As novas bandas ainda são vistas com desprezo e desconfiança por boa parte da MPB, que ironiza a ignorância política dos roqueiros, debocha das músicas em três acordes, tocadas por músicos que não sabem tocar e cantadas por cantores que não sabem cantar, para um público que não sabe ouvir".

"Cantava Renato e as jovens plateias deliravam, se identificavam com aquela sensação de vazio e de impossibilidade, tinham alguém para dizer o que eles pensavam e sentiam... A geração coca-cola não estava perdida".

Sempre fico pensando, onde eu estava que não me apaixonei por Renato Russo. E ainda hoje, continuo sem me apaixonar, mas tem meu respeito. Pessoas inteligentes, visionárias, desafiadoras sempre terão meu respeito. Poetas terão minha paixão.

"Os sertanejos não têm culpa de nada, além do mau gosto. Fazem música que o Brasil quer, a que eles gostam, o som dos anos Collor".

Percebi que a música sempre foi, de certa forma, uma expressão política. Será que é por isso, que hoje fazemos quadradinho de 8?






No creo, pero...

Há quem acredite em duendes, fadas e em Papai Noel.

A vida é bela sim, mas...



... quem sabe são os fatos.


"No creo en las brujas, pero que las hay, hay".