30 de junho de 2013

"Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa"!

Saúde é o que importa, o resto a gente corre atrás.
Nunca essa máxima foi tão verdadeira!
O corpo padece pelas escolhas que a gente faz, pelas que deixamos de fazer e pelas que fazem por nós.
Ok, já entendi que podemos viver com a falta de tudo nessa vida, de TUDO mesmo, menos com a falta de saúde. Agora, por favor, já posso ter minha vida saudável de volta?

Dissimular Emoções Negativas

Apesar da ansiedade ser uma emoção natural, de caráter essencialmente adaptativo, quando excessiva ela pode estar na base de muitos processos que podem levar à doença.
Quando a pessoa experimenta altos níveis de ansiedade, durante tempo prolongado, seu bem estar psicológico se encontra seriamente prejudicado, seus sistemas fisiológicos podem se alterar por excesso de solicitação, seu sistema imunológico pode ser incapaz de defender seu organismo, seus processos cognitivos podem estar prejudicados provocando uma diminuição do rendimento e, finalmente, a evitação das situações que provocam essas reações ansiosas pode comprometer sua vida sócio-ocupacional.
Podemos, então, afirmar que a ansiedade é um estado de tensão interna do indivíduo no sentido da adaptação, diante de algo que o ameaça.
Há pessoas que se regozijam de saberem controlar suas emoções. Mas, o fato de não se comportarem de acordo com esses sentimentos negativos não significa, automaticamente, que não estão experimentando as tais emoções negativas. Pode não bastar a essas pessoas o controle das manifestações das emoções negativas, pois, mesmo controlando as reações de ansiedade, pode haver níveis elevados da ativação fisiológica global, de alterações do sistema nervoso autônomo, de mudanças no sistema imune, etc.

Ao invés de se imunizarem contra as emoções negativas, que seria o ideal, as pessoas que se dizem controladas, podem não estar reconhecendo os estados emocionais negativos que estão experimentando. Podem estar dissimulando a raiva, a ansiedade, o medo ou a tristeza.
As tentativas de livrar-se (dissimular) dessas emoções negativas nem sempre têm êxito, pois algumas pessoas que aparentam uma certa tranqüilidade, podem estar desenvolvendo uma alta reatividade fisiológica. São pessoas obrigadas, pelo papel social que desempenham, a dissimular sentimentos diuturnamente, mas nem por isso significa que não estão experimentando intimamente tais emoções. Ou seja, o desgaste psicossomático proporcionado pelo esforço em dissimular emoções pode ser muito alto, vindo daí o conceito popular (e sensato) de que as emoções que não são manifestadas livremente acabam eclodindo em outro lugar do organismo.

...

Quando não é possível encarar a situação objetivamente, seja porque o problema não está sendo consciente, seja porque faltam recursos disponíveis à personalidade, a tendência será lançar mão de outras formas mais atípicas de enfrentamento.
A forma mental de enfrentar a situação seria, por exemplo, fantasiar, racionalizar, negar, rezar. A maneira emocional atípica de enfrentamento seria deprimir-se, agredir, culpar os outros ou culpar-se, chorar, gritar. Outras atitudes de enfrentamento atípico, seriam isolar-se, exibir-se, brincar, arriscar-se, comer, beber, transar, fumar, trabalhar, tudo excessivamente e, finalmente, de particular interesse à psicossomática, surge uma maneira somática de enfrentamento, representada pelo adoecer.

As manifestações fisiológicas e/ou somáticas resultantes do estresse adaptativo, chamadas de somatizações, podem ser entendidas como uma forma não verbal de se expressar. E quanto menos eficientes são os mecanismos mentais ou cognitivos de sentir, falar e agir, mais o sistema somático será utilizado para expressar emoções. Isso significa que quanto mais "puras" forem as emoções, menos somáticas se tornarão.


Ballone GJ - Da Emoção à Lesão - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2007.




21 de junho de 2013

Cinquenta Tons de Liberdade

Terminei a trilogia e como previsto tive de ler três livros enormes para, enfim, ter alguma explicação do passado de Christian Grey. E diga-se de passagem, foi muito previsível.
A estória resume-se ao primeiro e ao fim do terceiro livro. 
No terceiro livro, uma passagem chamou-me a atenção: a autora abordar, com muita veemência, a aversão inicial de Christian à paternidade.
- "Ah Ana, eu queria viajar com você ao redor do mundo e agora? Agora fralda, vômito e merda"!
Chamou-me atenção por dois motivos. O primeiro, pela coragem, principalmente sendo um romance. Ela poderia narrar que ele estava com medo da paternidade, mas não, ela narrou exatamente a aversão à paternidade. Na nossa sociedade hipócrita, se alguém não quiser ser pai ou mãe, são monstros terroristas de outro mundo. Porque as pessoas julgam que a felicidade vem de um conto de fadas e para isso você necessariamente precisa casar e ter filhos. Fica fácil de entender, quando lembramos que a estória se passa nos EUA.
Segundo, porque até pouco tempo atrás, eu achava que quem tinha tido uma infância/adolescência difícil, em relação à rejeição de pai e/ou mãe, teria como objetivo fazer exatamente ao contrário. Ou seja, eu achava que essas pessoas seriam as primeiras a quererem ser pais/mães. A vida me mostrou que não é bem assim, que na verdade isso pode causar um efeito tão negativo na vida daquelas pessoas, a ponto delas não quererem inverter os papéis. Enfim, nada que não possa ser superado. Christian Grey superou tão bem, que teve um casal de filhos.

20 de junho de 2013

A Revolta dos 20 Centavos

Muito tem-se ouvido, comentado e opinado sobre a onda de protestos, encadeada pelo aumento do preço das passagens Brasil afora. Eu estou lendo, observando e digerindo, mas de uma forma leiga. Não sou historiadora e nem antropóloga. Não consigo fazer uma análise crítica-intelectual, mas consigo "achar" algumas coisas. É só "achismo" mesmo, porque nem me acho no direito de opinar, pois não fui às ruas nenhum dia.  
Vi muitas coisas na internet, uma inclusive de um intelectual, afirmando que o movimento Anonymous não tem legitimidade para pleitear, porque além de não ter liderança, precisa necessariamente filiar-se a um partido, e que esse seja de esquerda. Que não passavam de um bando de rebeldes sem causa. 
Não consigo entender a necessidade de partido para representação. Nem direita e nem esquerda. Aliás, estamos presenciando o que a esquerda fez com o país. Acho interessante, porque antigamente no Brasil só existiam dois partidos. Essa coisa de trocentos partidos só serve realmente para "partir" interesses. Quantos partidos temos hoje em dia? Vários! Eu não voto em partido, voto em candidatos! Acho que por culpa dessa perpetuação de partidos e essa maldita legenda, estamos nesse modelo democrático falido. Por exemplo, além de eleger merdas como Wagner Montes, Tiririca, esses ainda "puxam" mais um monte de bostas junto com eles.
Concordo com a liderança. O horizontalismo não acrescenta. Liderança não precisa ser una, não é ditadura. É apenas ter porta voz. Todo movimento precisa de organização e fica difícil sem liderança. E mesmo assim, de forma meio bagunçada, a pressão já surtiu efeito, o valor das passagens foi reduzido.
Quanto ação da polícia é 8 ou 80! Ou é porrada ou braços cruzados. Isso claro, orientação do mais alto escalão da política, de acordo com o impacto que se quer causar na sociedade. 
A sociedade por sua vez, gosta muito de direito e pouco de dever. Falou-se em covardia da ação policial, mas ninguém falou da puta covardia que foi agredir bruscamente o policial. Em deixá-los trancados, sem socorro médico. Dane-se que tinha 100 mil e apenas 200 mauricinhos externaram toda a sua falta de limites e educação! Se eu for pensar assim, posso analisar que tinham 100 mil manifestantes, mas apenas 200 tomaram bala de borracha na bunda e spray de pimenta na cara. Não é a mesma análise? Digo Mauricinhos porque a fiança gira em torno de 1 a 2 mil reais e até agora todo mundo pagou por ela.
E não foi a Globo que me fez pensar assim! A depredação foi noticiada em todos os jornais, inclusive internacionais. Estava aí para todo mundo ver. É preciso parar de culpar a Globo pela alienação do povo. A Globo não obriga ninguém a assistir novela e BBB. As pessoas que não querem aprender, tem preguiça de largar a televisão e pegar algo para ler.
Outra coisa, o PT não é o pai da corrupção. A corrupção sempre existiu. O que aconteceu é que por ser o PT um partido de esquerda no poder, a mídia passou a focar mais nas ações do governo. A própria evolução dos veículos de informação (internet) e da justiça fiscalizadora (Ministério Público), fez com que se levantasse o tapete e varresse a sujeira para fora. 
Em resumo, o movimento é realmente lindo! Muito bacana ver o gigante Brasil acordado e poder contar isso aos seus filhos. Eu só acho que sem pauta e sem liderança, não demora muito para virar bloco de carnaval. 


OBS: É preciso ter cuidado com o que se deseja. Se não me engano, um impeachment da Dilma significaria Michel Temer na presidência. E aí, salve-se quem puder.

16 de junho de 2013

Será?

Protestos! Tiro, porrada e bomba!
Tanta coisa estava errada, e tanta coisa continua errada.
Falta perspectiva! Menos boa vontade e mais vontade.
Com tanta coisa rondando a mente, eu fico pensando...


Tire suas mãos de mim
Eu não pertenço à você
Não é me dominando assim
Que você vai me entender
Eu posso estar sozinho
Mas eu sei muito bem aonde estou
Você pode até duvidar
Acho que isso não é amor

Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?

Nos perdemos entre monstros
Da nossa própria criação
Serão noites inteiras
Talvez por medo da escuridão
Ficaremos acordados
Imaginando alguma solução
Pra que esse nosso egoísmo
Não destrua nosso coração

Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?

Brigar pra quê?
Se é sem querer
Quem é que vai nos proteger?
Será que vamos ter
Que responder
Pelos erros a mais
Eu e você?

Renato Russo




14 de junho de 2013

Toda forma de amor

"Considerando justa toda forma de amor", inclusive o amor próprio! 
Viva os heterossexuais, homossexuais, solteiros, casados, namorados, enrolados, ficantes, amantes... 



"... não sejamos demasiadamente fúteis nem medrosos, porque a vida tem de ser sorvida não como uma taça que se esvazia, mas que se renova a cada gole bebido."

Lya Luft - Perdas & Ganhos

3 de junho de 2013

Vida, desculpa!

Querida Vida:

Depois de tudo que vi, ouvi e senti hoje, eu gostaria de lhe pedir sinceras desculpas.
Não quero que você tome em lugar nenhum.

Certa de sua compreensão,

Beijos!

Naná

OBS: Estou viva!


2 de junho de 2013

Gonzagão - A Lenda

Nunca tinha assistido a um musical. Comecei muito bem, porque este foi maravilhoso!
Não conhecia a história de Gonzagão, apenas algumas músicas, as quais tenho apreço. Tentei ver o filme, mas acabei não conseguindo. Esses filmes nunca fazem muita bilheteria na Baixada Fluminense.
Enfim o musical encanta, emociona, diverte! Equipe talentosa! E o melhor: assisti no SESC de Nova Iguaçu, com precinho de SESC!
O musical Gonzagão – A Lenda, de João Falcão, retorna ao Rio à partir da próxima quinta, 30 de maio, no Teatro Carlos Gomes. A peça que estreou em 2012, em meio à comemorações do centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, retorna a todo vapor depois de ganhar o Prêmio Shell de Melhor Música e de Melhor Produção no Prêmio APTR.
Fugindo de uma padrão biográfico, segundo Falcão, algo no estilo “Wikpédia”, a peça contra a trajetória do rei do baião encenada por uma trupe teatral, focando mais no mito do que no homem, onde realidade e fantasia se confundem e viram uma grande homenagem teatral.
“Nós brincamos com elementos de fantasia, de faz de conta, tanto que o espectador precisar acreditar que aquilo está acontecendo, viajar com os atores na história. O próprio fato de ser um musical faz o trabalho com lúdico ser maior”, afirma o diretor.
No repertório musical estão mais de 50 canções de Luiz Gonzaga, dentre elas: Cintura fina, Assum Preto, xote das meninas, Qui nem jilóBaião, Pau-de-arara e a famosa Asa Branca,entre muitas outras. O diretor musical Alexandre Elias não ficou preso aos arranjos originais das músicas, e algumas das canções aparecem em versões diferentes, saindo da formação tradicional triângulo, zabumba e sanfona (que costuma caracterizar o “forró”), para melhor servir a trama.

Uma das partes mais emocionantes é ouvir Sangrando. O sal molhou o meu sorriso.


Combustível

Não sou fã de Ana Carolina, mas essa achei linda.

COMBUSTÍVEL

Fiz de você meu combustível
Meu horizonte, meu abrigo
E num momento mais sensível
Quis ter você sempre comigo

Não vou deixar cair o nível
Te transformando num castigo
Eu que pensei ser invencível
Não me dei conta do perigo

Sei que fui fanática, suicida
Abri mão da própria vida
Fui refém e fui bandida
Por querer te amar demais
Quase entrei num beco sem saída
Mas depois da despedida
Volto ao ponto de partida
Pra encontrar o amor

Não tenho mais alternativa
Esqueça o que você me deve
Não quero mais ter recaída
Melhor pensar que não me serve

Me machuquei mas estou viva
Tudo que é seu vou devolver
Embora eu esteja prevenida
Preciso parar de te ver

Sei que fui fanática, suicida
Abri mão da própria vida
Fui refém e fui bandida
Por querer te amar demais
Quase entrei num beco sem saída
Mas depois da despedida
Volto ao ponto de partida
Pra encontrar o amor em paz
Pra encontrar o amor

Fiz de você meu combustível
Meu horizonte, meu abrigo
E num momento mais sensível
Quis ter você sempre comigo

Não vou deixar cair o nível
Te transformando num castigo
Eu que pensei ser invencível
Não me dei conta do perigo

Sei que fui fanática, suicida
Abri mão da própria vida
Fui refém e fui bandida
Por querer te amar demais
Quase entrei num beco sem saída
Mas depois da despedida
Volto ao ponto de partida
Pra encontrar o amor

Sei que fui fanática, suicida
Abri mão da própria vida
Fui refém e fui bandida
Por querer te amar demais
Quase entrei num beco sem saída
Mas depois da despedida
Volto ao ponto de partida
Pra encontrar o amor em paz
Pra encontrar o amor em paz
Pra encontrar o amor...

1 de junho de 2013

Raiva

" Um dia sugeri que falássemos diretamente sobre o que nos dava raiva.
Começamos a descobrir que ter raiva (não rancor) pode ser saudável e necessário. Nunca ter raiva - não se falava de ódio ou ressentimento - é mentir para si mesmo".

Lya Luft

Só uma pergunta: Por que????
O dia que for respondida, eu fico em paz.