22 de fevereiro de 2012

As rodinhas da vida

Sei não, está tudo cada vez mais estranho!
Sei que não sou exemplo de perfeição nenhuma (quem dera!), mas como é difícil manter-me em algumas rodas de conversa. Gente, o povo só fala em gastar, comprar, viajar, noitada, embebedar-se, "viva la vida loca"! Eu não consigo... juro que até já tentei fingir que gosto disso. Esse não é meu perfil, nem quando era adolescente. Eu adoro diversão, amo viajar, mas a vida não é um parque de diversões, nem uma casa de shows. Outro dia uma criatura virou para mim e disse: 
"Ah, eu trabalho é para gastar mesmo! Vou guardar para quê?" Será que essa pessoa esquece-se que um dia a velhice chega? Será que não pensa nos filhos que dependem dela para ter uma boa educação? Depois reclama da vida, que nunca teve oportunidade, blá, blá, blá.
Talvez a educação rígida e a educação religiosa, que me acompanham desde que nasci, me façam viver na dura realidade, que às vezes parece ser só eu que enxergo.
É osso conversar com alguém que as prioridades e valores são completamente diferentes dos seus.

É tempo de incertezas

"E a vida devia ser bem melhor e será!" Será?
A gente vai na roda gigante, "tudo novo de novo, vamos nos jogar onde já caímos."
"E o que será do amanhã, o que vai ser do meu destino?" Fico no hoje, ou pulo o hoje e fico na expectativa do amanhã? Cruel...
Não me resta muita escolha, então vamos nós pular o presente e esperar um futuro que pode chegar tarde demais ou nunca chegar. "O teu futuro é duvidoso. Eu vejo grana, eu vejo dor."