25 de agosto de 2010

Noite e Dia

Uma linda canção espírita, dos meus tempos de mocidade espírita, e que tive o prazer de ouvir recentemente, o que me trouxe, é claro, excelentes recordações.
No fundo, "não há como falar de coragem, sem se aceitar a existência do medo."
Devemos sempre, todos os dias, pensar que "sou mais Deus, do que as ondas de medo, que abalam o coração."


Noite e Dia


Vai e descobre caminhos por entre sementes de luz, banhadas de amor.
E, em paz, segue em passos de fé sobre as pedras pontudas da dor, suave lição...
Vai, começa com o dia que se inicia a cada manhã.
Vai em busca da luta mais justa, sentir-se capaz de seguir.
Não há como falar de coragem sem se aceitar a existência do medo.
Vai que a vida não surgiu pra ser um eterno segredo de Deus.

Mas, quando a noite vier e o cansaço selar teu futuro, descansa em paz.
E assim poderás repensar novas metas perante o escuro, buscar o amor de Deus.

Mesmo com medo, acredita em ti mesmo e descobrirás que és capaz
De mudar como o mundo, de crescer com um rumo, de iluminar a própria paz.
Que confia no poder do tempo, que espera o devido momento em que dirás:
Sou mais eu do que as ondas de medo que abalam o coração. Sou mais Deus do que as ondas de medo que abalam o coração.


17 de agosto de 2010

Preconceito

A algumas semanas atrás, lendo o jornal, achei um texto interessantíssimo e resolvi postar algumas partes dele no meu blog. Concordo em gênero, número e grau com Martha Medeiros. Eu sei que o assunto homossexualidade é um assunto delicado, mas sinceramente não tenho esse preconceito. Parece que as pessoas preferem ter um filho assassino a um homossexual! Quanto ao aspecto religioso da questão, também é delicado. Eu cresci numa religião que prega a reforma moral de cada um, e é claro, não diz que o homossexualismo é certo. É um carma, algo que a pessoa tem de passar, e depende dela vencer ou não. Por outro lado, não atiramos pedras, nem colocamos os homossexuais à margem, só porque não venceram suas tendências sexuais. E outra, como diria minha avó, pimenta nos olhos dos outros é refresco!


A FÉ DE UNS E DE OUTROS

Apoio que as pessoas se manifestem publicamente contra violência urbana, contra os altos impostos..., contra a injustiça, contra corrupção... No entanto, tenho dificuldade de entender a mobilização, geralmente furiosa, contra escolhas particulares que não afetam em nada a vida de ninguém, a não ser aos diretamente envolvidos, caso da legalização do casamento gay, que acaba de ser aprovado na Argentina.

Se dois homens ou duas mulheres desejam viver amparados por todos os direitos civis de que um casal hétero dispõe, em que isso atrapalha a minha vida ou a sua? Estarão eles matando, roubando, praticando algum crime? No caso de poderem adotar crianças, seria mais saudável elas serem criadas em orfanatos do que num lar afetivo?

E se por acaso um filho ou neto nosso tiver essa mesma inclinação, é preferível que ele cresça numa sociedade que não o estigmatize. Ou é lenda que queremos o melhor para nossos filhos?

... na minha santa inocência, ainda acredito que religião deveria servir apenas para promover o amor e a paz de espírito. Se for para promover a culpa e decretar que quem é diferente deve arder no fogo do inferno, então que conforto é esse que a religião promete?

... não há nada que faça com que a homossexualidade desapareça como um passe de mágica, ela é inerente a diversos seres humanos... Claro que ninguém precisa ser conivente com o que lhe choca, mas é mais produtivo batalhar pela erradicação do que torna nossa vida ruim, do que se sentir ameaçado por um preconceito, que é algo tão abstrato.

... acho que acredito mais em Deus do que muito cristão.

Martha Medeiros

Revista O Globo (parte integrante do Jornal O Globo) de 01 de agosto de 2010.

15 de agosto de 2010

Sex and the City 2

O segundo filme consegue ser melhor ainda do que o primeiro. E olha que não levei fé que isso fosse acontecer!
Acho que nunca me senti " tão Sex and the City " quanto neste segundo filme. Eu me achava muito Carrie, com ascendente em Samanta, mas neste filme não consegui me auto definir. Me via em todas!
Senti-me em Samanta, nas suas alterações hormonais devido a menopausa (eu tenho TPM todo mês!) e seu eterno "fogo". Sem falar nas suas transgressões de regras. Eu choquei as pessoas quando decidi não me casar legalmente. Danem-se os preconceituosos!
Charlotte que tanto lutou por filhos, largou sua carreira pela família e agora as "criancinhas abençoadas" estão enloquecendo sua vida. Além da babá gostosona, mas que as crianças adoram. Ainda não cheguei nessa fase, não sei se chegarei, mas caso chegue, comigo não será diferente. Será pior, porque não posso me dar o luxo de ter uma babá! Ò paí ó!
Senti-me Miranda, mesmo que indiretamente, pois vivo isso a três anos. Pessoa que prioriza o trabalho, não curte a família, nunca tem tempo de nada, não vê o filho crescer e se culpa por isso.
Por fim, senti-me profundamente como Carrie e sua crise no casamento, com tão pouco tempo de casada. O mundo deu voltas e ela acabou casando com o homem de sua vida, mas agora não sabe o que fazer com o marasmo que virou o seu casamento, e revolta-se com a TV LCD, full HD, mas sei-lá-o-quê, em seu quarto (essa foi a melhor parte!)
Bom, como esses assuntos foram abordados no filme, e por ser este um filme que aborda o cotidiano de grandes cidades e mulheres, concluo que as situações são corriqueiras e comuns a partes significativas das pessoas. Ufa, que alívio!
O bom dos filmes é que eles têm um final feliz... sempre!