24 de setembro de 2010

Peças

O que são as peças que a vida nos prega? Nunca imaginei passar por isso... fico pensando, tentando entender o por quê. Porque tudo na vida tem um porquê, mas esse tá difícil de entender.
Olho para o espelho e sinceramente me desconheço. Tem até cabelo loiro na minha cabeça! E nada foi suficiente para resolver meu problema. Aliás não é meu problema, mas cabe a mim a solução. Difícil...


25 de agosto de 2010

Noite e Dia

Uma linda canção espírita, dos meus tempos de mocidade espírita, e que tive o prazer de ouvir recentemente, o que me trouxe, é claro, excelentes recordações.
No fundo, "não há como falar de coragem, sem se aceitar a existência do medo."
Devemos sempre, todos os dias, pensar que "sou mais Deus, do que as ondas de medo, que abalam o coração."


Noite e Dia


Vai e descobre caminhos por entre sementes de luz, banhadas de amor.
E, em paz, segue em passos de fé sobre as pedras pontudas da dor, suave lição...
Vai, começa com o dia que se inicia a cada manhã.
Vai em busca da luta mais justa, sentir-se capaz de seguir.
Não há como falar de coragem sem se aceitar a existência do medo.
Vai que a vida não surgiu pra ser um eterno segredo de Deus.

Mas, quando a noite vier e o cansaço selar teu futuro, descansa em paz.
E assim poderás repensar novas metas perante o escuro, buscar o amor de Deus.

Mesmo com medo, acredita em ti mesmo e descobrirás que és capaz
De mudar como o mundo, de crescer com um rumo, de iluminar a própria paz.
Que confia no poder do tempo, que espera o devido momento em que dirás:
Sou mais eu do que as ondas de medo que abalam o coração. Sou mais Deus do que as ondas de medo que abalam o coração.


17 de agosto de 2010

Preconceito

A algumas semanas atrás, lendo o jornal, achei um texto interessantíssimo e resolvi postar algumas partes dele no meu blog. Concordo em gênero, número e grau com Martha Medeiros. Eu sei que o assunto homossexualidade é um assunto delicado, mas sinceramente não tenho esse preconceito. Parece que as pessoas preferem ter um filho assassino a um homossexual! Quanto ao aspecto religioso da questão, também é delicado. Eu cresci numa religião que prega a reforma moral de cada um, e é claro, não diz que o homossexualismo é certo. É um carma, algo que a pessoa tem de passar, e depende dela vencer ou não. Por outro lado, não atiramos pedras, nem colocamos os homossexuais à margem, só porque não venceram suas tendências sexuais. E outra, como diria minha avó, pimenta nos olhos dos outros é refresco!


A FÉ DE UNS E DE OUTROS

Apoio que as pessoas se manifestem publicamente contra violência urbana, contra os altos impostos..., contra a injustiça, contra corrupção... No entanto, tenho dificuldade de entender a mobilização, geralmente furiosa, contra escolhas particulares que não afetam em nada a vida de ninguém, a não ser aos diretamente envolvidos, caso da legalização do casamento gay, que acaba de ser aprovado na Argentina.

Se dois homens ou duas mulheres desejam viver amparados por todos os direitos civis de que um casal hétero dispõe, em que isso atrapalha a minha vida ou a sua? Estarão eles matando, roubando, praticando algum crime? No caso de poderem adotar crianças, seria mais saudável elas serem criadas em orfanatos do que num lar afetivo?

E se por acaso um filho ou neto nosso tiver essa mesma inclinação, é preferível que ele cresça numa sociedade que não o estigmatize. Ou é lenda que queremos o melhor para nossos filhos?

... na minha santa inocência, ainda acredito que religião deveria servir apenas para promover o amor e a paz de espírito. Se for para promover a culpa e decretar que quem é diferente deve arder no fogo do inferno, então que conforto é esse que a religião promete?

... não há nada que faça com que a homossexualidade desapareça como um passe de mágica, ela é inerente a diversos seres humanos... Claro que ninguém precisa ser conivente com o que lhe choca, mas é mais produtivo batalhar pela erradicação do que torna nossa vida ruim, do que se sentir ameaçado por um preconceito, que é algo tão abstrato.

... acho que acredito mais em Deus do que muito cristão.

Martha Medeiros

Revista O Globo (parte integrante do Jornal O Globo) de 01 de agosto de 2010.

15 de agosto de 2010

Sex and the City 2

O segundo filme consegue ser melhor ainda do que o primeiro. E olha que não levei fé que isso fosse acontecer!
Acho que nunca me senti " tão Sex and the City " quanto neste segundo filme. Eu me achava muito Carrie, com ascendente em Samanta, mas neste filme não consegui me auto definir. Me via em todas!
Senti-me em Samanta, nas suas alterações hormonais devido a menopausa (eu tenho TPM todo mês!) e seu eterno "fogo". Sem falar nas suas transgressões de regras. Eu choquei as pessoas quando decidi não me casar legalmente. Danem-se os preconceituosos!
Charlotte que tanto lutou por filhos, largou sua carreira pela família e agora as "criancinhas abençoadas" estão enloquecendo sua vida. Além da babá gostosona, mas que as crianças adoram. Ainda não cheguei nessa fase, não sei se chegarei, mas caso chegue, comigo não será diferente. Será pior, porque não posso me dar o luxo de ter uma babá! Ò paí ó!
Senti-me Miranda, mesmo que indiretamente, pois vivo isso a três anos. Pessoa que prioriza o trabalho, não curte a família, nunca tem tempo de nada, não vê o filho crescer e se culpa por isso.
Por fim, senti-me profundamente como Carrie e sua crise no casamento, com tão pouco tempo de casada. O mundo deu voltas e ela acabou casando com o homem de sua vida, mas agora não sabe o que fazer com o marasmo que virou o seu casamento, e revolta-se com a TV LCD, full HD, mas sei-lá-o-quê, em seu quarto (essa foi a melhor parte!)
Bom, como esses assuntos foram abordados no filme, e por ser este um filme que aborda o cotidiano de grandes cidades e mulheres, concluo que as situações são corriqueiras e comuns a partes significativas das pessoas. Ufa, que alívio!
O bom dos filmes é que eles têm um final feliz... sempre!

29 de julho de 2010

28 anos

Ah, meus vinte e muitos anos... não mais poucos anos, rsrsrsrs...
Hoje é um dia o qual eu só tenho a agradecer. Agradecer pelo que de bom pintou na minha vida este ano. Agradecer pela força que tive de superar as dificuldades. Agradecer pela saúde, família, amigos, tudo de mais importante na minha vida!  Agradecer principalmente a proteção divina, dos amigos espirituais que não se descuidam de mim, sequer um minuto. 
Agradecer por continuar linda, maravilhosa e agora 4 kg mais magra, hahahahaha!
Resumo o que aprendi esse ano, na linda canção de Almir Sater.  



TOCANDO EM FRENTE

Ando devagar porque já tive pressa
   e levo esse sorriso,
porque já chorei demais.
Hoje me sinto mais forte,
mais feliz quem sabe.
Eu só levo a certeza de que
muito pouco eu sei, eu nada sei.
Conhecer as manhas e as manhãs,
  o sabor das massas e das maçãs.
É preciso amor pra poder pulsar.
É preciso paz pra poder sorrir.
É preciso a chuva para florir.
Todo mundo ama um dia.
Todo mundo chora.
Um dia a gente chega,
no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
e cada ser em si
carrega o dom de ser capaz
de ser feliz.

7 de julho de 2010

Em torno da felicidade

Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.
Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.
A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizemos para os outros.
A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.
A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranquila.
Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abrançando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém. 
Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.
Amor é a força da vida, e o trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade.
Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova.
Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.

André Luiz
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

E que Deus e os amigos espirituais continuem me iluminando!

11 de junho de 2010

África

Essa euforia toda da Copa do Mundo, todos estão voltados não somente para o futebol, mas para a África, pensando em como eles vão se sair em termos de organização, se vai correr tudo bem no evento, se as pessoas serão hospitaleiras, até porque os próximos somos nós, brasileiros.
E para a própria África esse evento é muito importante, para que olhemos para eles não só como um país pós apartheid, embora seja difícil fechar os olhos para tanta desigualdade social.
Bom, eu adoro tudo que diz respeito a cultura africana, acho muito bonito, mexe muito comigo. Com certeza, sou uma branca de alma negra.
Deixo aqui uma música que eu adoro, acho muito comovente, é da Martinália e chama-se Angola. Não sei porque a música me envolve tanto, porque não entendo quase nada do que está sendo dito, mas quando ela cita vários lugares da África, acho que ela quiz justamente ressaltar essa garra e energina positiva, que  o povo africano está demonstrando nessa Copa do Mundo. Ô povo guerreiro!

ANGOLA

Êh Angola, muxima êh
Êh Luanda, mussulo
De onde vem meu povo
terra do homem novo
minha nação Banto Zumbi
Cheiro de jinsaba, nos sons do seu perfume
com semba, samba, soul, charme
Só vivo de madrugada
Sou filho da batucada, okê!
e isso é questão de prazer
minha festa é a Kizomba
"A volta da fogueira"
Lúmbua, mukolo, kalulu,
Fundji e mibiji
Sou filha da Angola
Sou neta da Bahia
Sou cria da poesia que vem das ondas do mar
O meu canto é de Oxóssi
Por isso é que eu sou forte
Mutalambô, Oxú-Pá de Massangá, Lembá-dilê
Obá de Ngana Zumbi ê
Kíanda ossá, crioula
que vem de Ngana zumbi ê

Êh Benguela, Mukumbê
Êh Lubango, Katendê
Êh Cabinda, Lelé bamiô
Êh Bengo, ereum malé
Êh Bié, oxê
Êh Cuango Cubango, Lembá Dilê
Êh Cuanza Norte, afoxê Loni
Êh Cuanza Sul, gexá morô
Êh Cunene, tatá ê mê
Êh Huambu, okê
Êh Huíla, aganju
Lunda Norte, é alocu mambó
Lunda Sul,
Olorum idá quilofé
Luanda