17 de agosto de 2010

Preconceito

A algumas semanas atrás, lendo o jornal, achei um texto interessantíssimo e resolvi postar algumas partes dele no meu blog. Concordo em gênero, número e grau com Martha Medeiros. Eu sei que o assunto homossexualidade é um assunto delicado, mas sinceramente não tenho esse preconceito. Parece que as pessoas preferem ter um filho assassino a um homossexual! Quanto ao aspecto religioso da questão, também é delicado. Eu cresci numa religião que prega a reforma moral de cada um, e é claro, não diz que o homossexualismo é certo. É um carma, algo que a pessoa tem de passar, e depende dela vencer ou não. Por outro lado, não atiramos pedras, nem colocamos os homossexuais à margem, só porque não venceram suas tendências sexuais. E outra, como diria minha avó, pimenta nos olhos dos outros é refresco!


A FÉ DE UNS E DE OUTROS

Apoio que as pessoas se manifestem publicamente contra violência urbana, contra os altos impostos..., contra a injustiça, contra corrupção... No entanto, tenho dificuldade de entender a mobilização, geralmente furiosa, contra escolhas particulares que não afetam em nada a vida de ninguém, a não ser aos diretamente envolvidos, caso da legalização do casamento gay, que acaba de ser aprovado na Argentina.

Se dois homens ou duas mulheres desejam viver amparados por todos os direitos civis de que um casal hétero dispõe, em que isso atrapalha a minha vida ou a sua? Estarão eles matando, roubando, praticando algum crime? No caso de poderem adotar crianças, seria mais saudável elas serem criadas em orfanatos do que num lar afetivo?

E se por acaso um filho ou neto nosso tiver essa mesma inclinação, é preferível que ele cresça numa sociedade que não o estigmatize. Ou é lenda que queremos o melhor para nossos filhos?

... na minha santa inocência, ainda acredito que religião deveria servir apenas para promover o amor e a paz de espírito. Se for para promover a culpa e decretar que quem é diferente deve arder no fogo do inferno, então que conforto é esse que a religião promete?

... não há nada que faça com que a homossexualidade desapareça como um passe de mágica, ela é inerente a diversos seres humanos... Claro que ninguém precisa ser conivente com o que lhe choca, mas é mais produtivo batalhar pela erradicação do que torna nossa vida ruim, do que se sentir ameaçado por um preconceito, que é algo tão abstrato.

... acho que acredito mais em Deus do que muito cristão.

Martha Medeiros

Revista O Globo (parte integrante do Jornal O Globo) de 01 de agosto de 2010.

Nenhum comentário: