21 de junho de 2013

Cinquenta Tons de Liberdade

Terminei a trilogia e como previsto tive de ler três livros enormes para, enfim, ter alguma explicação do passado de Christian Grey. E diga-se de passagem, foi muito previsível.
A estória resume-se ao primeiro e ao fim do terceiro livro. 
No terceiro livro, uma passagem chamou-me a atenção: a autora abordar, com muita veemência, a aversão inicial de Christian à paternidade.
- "Ah Ana, eu queria viajar com você ao redor do mundo e agora? Agora fralda, vômito e merda"!
Chamou-me atenção por dois motivos. O primeiro, pela coragem, principalmente sendo um romance. Ela poderia narrar que ele estava com medo da paternidade, mas não, ela narrou exatamente a aversão à paternidade. Na nossa sociedade hipócrita, se alguém não quiser ser pai ou mãe, são monstros terroristas de outro mundo. Porque as pessoas julgam que a felicidade vem de um conto de fadas e para isso você necessariamente precisa casar e ter filhos. Fica fácil de entender, quando lembramos que a estória se passa nos EUA.
Segundo, porque até pouco tempo atrás, eu achava que quem tinha tido uma infância/adolescência difícil, em relação à rejeição de pai e/ou mãe, teria como objetivo fazer exatamente ao contrário. Ou seja, eu achava que essas pessoas seriam as primeiras a quererem ser pais/mães. A vida me mostrou que não é bem assim, que na verdade isso pode causar um efeito tão negativo na vida daquelas pessoas, a ponto delas não quererem inverter os papéis. Enfim, nada que não possa ser superado. Christian Grey superou tão bem, que teve um casal de filhos.

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