24 de fevereiro de 2013

Chão de giz

Uma das mais belas músicas da nossa MPB. Impossível não me emocionar quando escuto.


CHÃO DE GIZ - Zé Ramalho
 
Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre
Um chão de giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar

Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde!
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes...

Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe
Um grão-vizir
Há tantas violetas velhas
Sem um colibri
Queria usar quem sabe
Uma camisa de força
Ou de vênus
Mas não vou gozar de nós
Apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom...

Agora pego
Um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado
No seu calcanhar
Meus vinte anos de "boy"
That's over, baby!

Freud explica...

Não vou me sujar
Fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom

Quanto ao pano dos confetes
Já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo
É assunto popular...

No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais...


Ciquenta tons de cinza

Acabei de ler o tão falado best seller, que levou a mulherada à loucura.
Particularmente, não que o livro seja ruim, mas está longe de ser um best seller. 
A estória é fraca e realmente só vendeu pela putaria.  Os personagens até são fortes, com características marcantes, mas muitas coisas são repetitivas e as que deveriam ser mostradas não são. 
O livro tende a imputar uma timidez forçada na personagem Anastasia. O leitor já entendeu que ela é tímida no primeiro capítulo! Achei desnecessário nos enfiar isso goela abaixo durante todo o livro. Além do mais, ela tem 20 anos, pode ser tímida, virgem, mas não é mais uma menininha. Em contrapartida, li um livro enorme e não sei porque o Mr. Grey é maníaco por controle. Vou ter de ler toda a triologia para saber, provavelmente.
Eu não vejo prazer nenhum no sadomasoquismo, portanto me desagradou muito ler que a Anastasia estava levando uma surra, mais de uma vez. Não sei como a mulherada achou tesão nisso! Prazer e dor para mim, definitivamente não combinam. Enfim, gosto não se discute.
Agora o lado romântico de Mr. Grey é fenomenal! Talvez seja isso que me faça ler os outros livros. Vamos combinar também que, é muito fácil ser o tipo romântico aos extremos sendo podre de rico.
O livro tem passagens de sexo bem quentes realmente, mas sinceramente novidade nenhuma, a não ser o sadomasoquismo, que já coloquei minha opinião. Eu acho que tem muita mulher mal resolvida na cama (não por culpa delas), por isso que gostaram tanto desse livro.
Agora é fato que a mídia, principalmente o facebook, passou uma imagem errada sobre o livro. Anastasia não se entrega às loucuras sexuais de Mr. Grey em troca dos bens materiais que ele oferece. Não mesmo! Ela recusa todos, aceita por exigência dele. E no fim do livro, devolve-os.
É o seguinte: o que tem demais ser presenteada pelo namorado? E se ele é rico, é óbvio que vai te presentear com coisas caras. O que tem demais nisso? Cada um presenteia conforme suas condições.
Eu aviso: se terminar não devolvo, rs.
















10 de fevereiro de 2013

Carnaval

































Skindô, skindô!
É tempo de cair na folia... ou não.
Carnaval é fantástico! Sol, praia, luzes, coloridos, paetês, porpurinas, confetes, risos, exageros.
Cresci nos blocos, no carnaval de rua. Amo o samba! Guardo comigo o sonho de desfilar em uma escola de samba.
Lembro até hoje da fantasia de bruxinha! Meu pai teve o trabalho de fazer a vassourinha com capim queimado, rs.
Enquanto todo mundo queria viajar, eu queria ficar e pular o carnaval. Parece que hoje o carioca está entendendo que tem coisa bem mais divertida do que longos engarrafamentos.

"O jardineira por que estás tão triste, mas o que foi que lhe aconteceu"?

"Bandeira branca amor, não posso mais, pela saudade que me invade, eu peço paz".

Carnaval, I miss you baby.















5 de fevereiro de 2013

Sonho meu...

"Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado".

Sonhos podiam ser igual à programação da TV. Sim, você pegaria o controle remoto e escolheria qual sonho gostaria de ter essa noite.
Eu estaria em uma praia de mar calmo, molhando os pés na beirinha...
Depois me sentaria, ainda na areia, para assistir o pôr-do-sol. Elevaria meu pensamento à Deus e ele enviaria um amigo de luz.
Com um sorriso tranquilo, ele afagaria meu rosto, secaria minhas lágrimas e seguraria minha mão.
Após um abraço apertado, ele sussuraria em meu ouvido: - Irmã, tenha calma. Tudo vai dar certo.

Será que temos para hoje?



4 de fevereiro de 2013

É isso!

Primeiro, não queremos perder. 
Segundo, perder dói mesmo.
Não há como não sofrer. É tolice dizer "não sofra, não chore". A dor é importante, também é o luto - desde que isso não nos paralise demasiado por demasiado tempo para o que ainda existe em torno de nós. (E quem sabe qual é a dose de tempo?)
Terceiro, precisamos de recursos internos para enfrentar tragédia e dor.
O apoio dos outros, o abraço, o ouvido e o colo, até a comida na boca são relativos e passageiros. A força decisiva terá de vir de nós: de onde foi depositada a nossa bagagem. Lidar com a perda vai depender do que encontremos ali. (Concordo em gênero e número. Vamos sofrer minha gente, mas sem a síndrome do coitadinho. Tenho repugnância de coitadinho!)
A tragédia faz emergir forças insuspeitadas em algumas pessoas. Por mais devorador que seja, o mesmo sofrimento que derruba faz voltar a crescer.
Para outros, tudo é destruição. No seu vazio interior sopra o vento da revolta e da amargura. A perda os atinge como uma injustiça pessoal e uma traição da vida.

Nesse debate sobre perdas observei como lidamos mal com a dor uns dos outros. Entre nós de momento estar alegrinho e parecer feliz é quase um dever, uma questão de higiene, como tomar banho e estar perfumado.
Mas às vezes a gente tem de se permitir sofrer - ou permitir que o outro sofra. (Para os que vivem dizendo que eu preciso me permitir... estou me permitindo!)
Todos nós, amigos, família, terapeutas, médicos, sentimos duramente nossa própria limitação quando alguém sofre e não podemos ajudar. Em certos momentos, é melhor não tentar interferir, apenas oferecer nossa presença e atender se formos chamados. Que o outro saiba que estamos ali.
Mas não (se) permitir o prazo normal de dor é irreal.
Quando é hora de sofrer não teremos de pedir licença para sentir -  e esgotar - a dor. (Eu não gosto de nada pela metade. Sempre esgoto as possibilidades.)


Já disse aqui, que me tornei fã de Lya Luft depois que li esse livro - Perdas & Ganhos.
Pois é, é isso.

26 de janeiro de 2013

Feliz Aniversário!

Adoro organizar festas para aqueles que gosto. Já as minhas, eu nunca curti organizar, sempre preferi o improviso. Surpresa então... é o que mais gosto! Fazer e receber.
Hoje eu provavelmente teria organizado mais uma festa, como todas que fiz. O presente estaria comprado. Os amigos estariam presentes. A comemoração seria dupla, como sempre foi na minha imaginação. É... o tempo corre: 8 anos!

Que Deus te ilumine sempre no caminho do bem. 
Que em sua caminhada estejam presentes amigos verdadeiros.
Que sua vida seja repleta da mais pura e simples felicidade!
Feliz 30 anos!
Bem vindo a razão.

 Aquarelas da Idade


Envelhecer é o único meio de viver muito tempo.
A idade madura é aquela na qual ainda se é jovem, porém com muito mais esforço.
O que mais me atormenta em relação às tolices de minha juventude não é havê-las cometido... é sim não poder voltar a cometê-las.
Envelhecer é passar da paixão para compaixão.
Muitas pessoas não chegam nos oitenta, porque perdem muito tempo tentando ficar nos quarenta.
Aos vinte anos reina o desejo. Aos trinta reina a razão. Aos quarenta reina o juízo.
O que não é belo aos vinte, forte aos trinta, rico aos quarenta, nem sábio aos cinquenta, nunca será nem belo, nem forte, nem rico e nem sábio.
Quando se passa dos sessenta são poucas as coisas que nos parecem absurdas.
Os jovens pensam que os velhos são bobos. Os velhos sabem que os jovens o são.
A maturidade do homem é voltar e encontrar a serenidade como aquela que se usufruía quando se era menino.
Nada passa mais depressa que os anos.
Quano era jovem dizia: "verás quando tiver cinquenta anos". Tenho cinquenta anos e não estou vendo nada.
Nos olhos dos jovens arde a chama, nos olhos dos velhos brilha a luz.
A iniciativa da juventude vale tanto quanto a experiência dos velhos.
Sempre há um menino em todos os homens.
A cada idade lhe cai bem uma conduta diferente.
Os jovens andam em grupos, os adultos em pares e os velhos andam sós.
Feliz é quem foi jovem em sua juventude e feliz é quem foi sábio em sua velhice.
Todos desejamos chegar a velhice e todos negamos que tenhamos chegado.
Não entendo isso dos anos: que, todavia, é bom vivê-los e não tê-los.

PPS de autor desconhecido.

 



24 de janeiro de 2013

O que é a mediunidade?


Mais uma aquisição do sebo. Acabei de ler e gostei muito. Linguagem simples e direta. "Papo reto!"
E assim, a gente procura aprimorar-se.

"Quanto melhor a nossa conduta por palavras, atos e mesmo pensamentos, mais depressa nos libertaremos dos sofrimentos que nós mesmos criamos, encurtando a chegada à paz interior. Céu e inferno, como pregam as religiões há séculos, não existem como lugares exteriores mas sim estados conscienciais íntimos de tranquilidade ou de desassossego. Não há anjos nem demônios, porém espíritos superiores e inferiores, todos sujeitos à lei do progresso moral. Os bons se tornando melhores e os imperfeitos se purificando ao longo das existências sucessivas.
Desta maneira, de que vale você ou eu mesmo pertencermos  esta ou àquela religião, se não somos melhores? Se não somos tolerantes? Se não somos humildes? Se não somos caridosos?
Aliás a moral cristã se resume nesta síntese admirável proferida por Jesus: fazer ao próximo exatamente aquilo que se deseja seja feito a si mesmo." 

Mediunidade é exatamente isto, esta comunicação que se dá entre os dois planos da vida. Estamos, como se percebe do que já se leu, cercados de espíritos por todos os lados e em todos os instantes de nossa existência, onde quer que estejamos. Eles podem até interferir em nossas vidas humanas, dentro do livre-arbítrio de que somos portadores. Podem os espíritos entrar em contato conosco, às vezes de maneira discreta, imperceptível, através dos sonhos, dos pensamentos, das intuições, e, outras vezes, de maneira mais ostensiva, mais patente, mais declarada, mediante o concurso de pessoas que apresentam uma pronunciada faculdade para este intercâmbio, pessoas às quais damos o nome de médiuns.

" ... ser médium não é ser também espírita. Tanto como o fato mediúnico poderá perfeitamente ocorrer em ambientes não religiosos."

"Eis aí para que serve a mediunidade: provar que a morte, como fim de tudo, simplesmente não existe. A vida prossegue além da campa por toda a Eternidade."

Merece ou não merece uma tatuagem?