19 de maio de 2012

Versinho

Sentimento expresso
Braços abertos
Não! Braços fechados
Num abraço apertado
Eternos namorados.












Naiara K. Coelho - 19/05/2012
Veio na minha cabeça essa noite, num momento de insônia.

O Brado Retumbante

Uma pena que o propósito da televisão aberta é alienar as pessoas, então os programas bons são exibidos muito tarde, horário em que a grande massa já está dormindo, pois acorda cedo no dia seguinte para trabalhar.
Excelente seriado foi O Brado Retumbante. Eu vi somente agora, pois tive acesso aos episódios através da internet.
O seriado era um Tropa de Elite da vida, ou seja, a ficção imitando a realidade. Toda a podridão do processo político demonstrada em uma teia de poder. Boa reflexão para um ano eleitoral, em que confesso que tenho vontade de anular o meu voto, assim como fiz na outra eleição.
O seriado demonstrou a história do personagem Paulo Ventura, que criou um blog para denunciar a corrupção e viu sua populariade aumentar. Paulo Ventura era Presidente da Câmara e devido a um trágico acidente de avião, envolvendo o Presidente e o Vice-Presidente, Paulo Ventura assumiu a presidência do país, mesmo sem querer. Ele se tornou uma espécie de salvador da pátria, com seus princípios de banir a corrupção, porém é claro, tinha seus pontos fracos e a oposição se aproveitava disso. Vejam só, o ponto fraco de Paulo Ventura eram lindas mulheres. Não se contentando com sua poderosa primeira dama (Maria Fernanda Cândido), o homem tinha que dar suas escapulidas com mais outras lindas mulheres. Ninguém é de ferro, não é mesmo? rsrsrsrs
Enfim, apesar de Lula ter sido um governo populista e popular, foi omisso quando os escândalos começaram a pipocar em seu governo. Nós ainda aguardamos nosso salvador da pátria. E se for assim, charmoso como Domingos Montagner (cangaceiro delícia!), eu me candidato a Chefe de Gabinete, secretária, copeira, sivo até cafezinho. Porém, nada de Fernando Collor, que era bonitinho mas ordinário.

26 de abril de 2012

Assoviando e chupando cana

Não sei se assovio ou se chupo cana.
Vários concursos pipocando esse ano. Concursos esses que só abrem de 4 em 4 anos, se não for agora, não é mais. Daqui a 4 anos estará na hora de ser mãe (se Deus permitir), porque também se não for, não vai ser mais. E quando se é mãe, se é mãe e nada mais. Não, eu não sou maluca-com-síndrome-do-pânico! Ok, talvez com crise dos 30. É só uma questão de estatística da realidade.
Eu não sei se termino a obra e decoro a casa, se pago uma empregada, se faço terapia de choque para perder o medo de dirigir, se páro de comer igual uma louca, se volto para o pilates para não sentir mais dores e talvez emagrecer, se caio na gandaia ou se estudo. É muita coisa para a mulher maravilha resolver!
Aí o capetinha desgraçado fala assim: "minha cara, para quê tantos planos se as prioridades são as mesmas e as indiferenças também".
Aí o anjinho diz que "ninguém vai dormir nossos sonhos"... 
Ó, dúvida cruel!

Concurso TJ/RJ

Não dá para esconder minha decepção com o resultado do concurso do TJ/RJ. Falo disso com lágrimas nos olhos, pois coloquei muita expectativa nesse concurso. Sinto-me vitoriosa e derrotada ao mesmo tempo. Vitoriosa pois lutei sozinha em meio a muitos contratempos, justo na reta final do concurso: separação, volta, fim de obra, mudança às pressas, insônia, muito trabalho, discussões, falta de paz e tempo para estudar, etc. Além disso, esperávamos um conteúdo 50% diferente do que foi publicado no edital. Derrotada, pois apesar disso estudei muito, muito mesmo. Estudava todos os dias após o trabalho, sábados, domingos, carnaval, cheguei ao meu limite.
Não discuto minha classificação na prova de analista, pois nunca tive a intensão de competir com pessoas que são formadas em Direito. Eu não tenho essa formação. Porém, na prova de técnico, sinceramente, sem prepotência e sem falsa modéstia, eu merecia ter ficado entre os 100 primeiros colocados. 
Não dá para discutir os desígnios da espiritualidade. Tem coisas que só o tempo explica e com certeza ele vai confortar a minha decepção. 
Bom, foram 6.234 inscritos e 2.561 aprovados. Em 4 anos de validade do concurso, quem sabe não dá para convocar a 353ª classificada? Sinceramente, eu juro que quando rolo a lista, vejo mais gente na minha frente do que atrás de mim, mas enfim, eu tenho que me incentivar, pois nessa luta sou só eu e eu mesma. Que venham os próximos concursos! 

9 de abril de 2012

Ainda sobre o futuro

No dia 18/03 encarei 10 horas aproximadamente de provas, no período da manhã e da tarde, o que me deixou completamente "destruída" no fim do dia. As provas de português tinham 6 textos cada uma, muita coisa para ler e se ater. Apesar disso, lembro de que gostei muito de um texto de uma das provas e hoje busquei-o para colocar aqui. 
Com outras palavras, e claro, bem melhores do que as minhas, mas no fundo foi exatamente o que eu estava pensando quando escrevi o meu pequeno texto, É tempo de incertezas, no dia 22 de fevereiro deste ano.
Aí vai:

Jamais nos atemos ao tempo presente. Antecipamos o futuro, algo demasiado lento por vir, como para acelerar seu curso; ou nos lembramos do passado, a fim de detê-lo, tão rápido nos parece. De tão imprudentes, vagamos nos tempos que não são nossos e deixamos de pensar no único que nos pertence. E de tão vãos, pensamos nos tempos que nada são e escapamos, sem refletir, do único que subsiste. É que o presente, de costume, nos fere. Ocultamo-lo da visão porque nos aflige; e se nos é agradável, lamentamos vê-lo escapar. Esforçamo-nos para sustentá-lo através do futuro, e projetamos coisas que não estão em nosso poder num tempo que não sabemos se irá chegar. Se cada um examinar seus pensamentos, irá encontrá-los todos ocupados no passado ou no futuro. O presente jamais é o nosso fim. Assim, nunca vivemos, mas sim esperamos viver. E nos dispondo sempre a ser felizes, acabamos por nunca sê-lo.
 Pierre Levy Pascal

"Amor, meu grande amor, não chegue com hora marcada." Deus queira que você esteja certo e eu errada...

22 de fevereiro de 2012

As rodinhas da vida

Sei não, está tudo cada vez mais estranho!
Sei que não sou exemplo de perfeição nenhuma (quem dera!), mas como é difícil manter-me em algumas rodas de conversa. Gente, o povo só fala em gastar, comprar, viajar, noitada, embebedar-se, "viva la vida loca"! Eu não consigo... juro que até já tentei fingir que gosto disso. Esse não é meu perfil, nem quando era adolescente. Eu adoro diversão, amo viajar, mas a vida não é um parque de diversões, nem uma casa de shows. Outro dia uma criatura virou para mim e disse: 
"Ah, eu trabalho é para gastar mesmo! Vou guardar para quê?" Será que essa pessoa esquece-se que um dia a velhice chega? Será que não pensa nos filhos que dependem dela para ter uma boa educação? Depois reclama da vida, que nunca teve oportunidade, blá, blá, blá.
Talvez a educação rígida e a educação religiosa, que me acompanham desde que nasci, me façam viver na dura realidade, que às vezes parece ser só eu que enxergo.
É osso conversar com alguém que as prioridades e valores são completamente diferentes dos seus.

É tempo de incertezas

"E a vida devia ser bem melhor e será!" Será?
A gente vai na roda gigante, "tudo novo de novo, vamos nos jogar onde já caímos."
"E o que será do amanhã, o que vai ser do meu destino?" Fico no hoje, ou pulo o hoje e fico na expectativa do amanhã? Cruel...
Não me resta muita escolha, então vamos nós pular o presente e esperar um futuro que pode chegar tarde demais ou nunca chegar. "O teu futuro é duvidoso. Eu vejo grana, eu vejo dor."