E foi na tarde de um domingo chuvoso que, atendendo a pedidos, Lia colocou suas malas no carro e foi embora.
Motivos? Muitos, só não se sabe quais.
Lia pega o caminho de ida e se perde no de volta. Um filme passa em sua cabeça, enquanto observa a chuva molhar as flores.
No dia seguinte, Lia acorda da noite que não dormiu, e deixa a água cair pelo seu corpo enquanto uma lágrima corre. Não acha suas roupas, tampouco seus sapatos. Lia é uma estranha no ninho.
Tenta descobrir onde foi que se perdeu, mas decide que nada disso adianta! É preciso seguir, pois “num dia a gente chega e no outro a gente vai embora”.
Apesar de cansada, Lia sente-se tranqüila. Enfim, pôde fazer as pazes com sua consciência, pois esta era a sua mais severa juíza.
Nesse momento, espera um pouco do nada. As forças virão de sua natureza determinada e da sua fé. Sabe que tudo acaba bem, quando se está bem. Se não estiver bem, é porque ainda não acabou.