Não sou a favor do assistencialismo, essa coisa de "dar o peixe e não ensinar a pescar", não sei não...
Dentro dessa linha, odeio esses programas de televisão e reportagens que se aproveitam das dificuldades das pessoas para ganhar audiência. Ou os atores, que dizem que já passaram dificuldades, fizeram isso ou aquilo para sobreviver, blá, blá, blá... Ora, ora, quem não passa dificuldades nessa vida?
Agora existe um cara que eu admiro, pois ele soube fazer serviço social na TV e não assistencialismo. É o Luciano Huck. Sinceramente, não sei como ele é na vida pessoal, mas acho um profissional maravilhoso. Ele, através do quadro Lar Doce Lar, proporciona a realização de um sonho para as pessoas, mas as fornece instrumentos para que possam continuar vivendo esse sonho. Geralmente ele reforma a casa e incentiva a geração de renda para as pessoas continuarem se mantendo, através de algo que elas já façam ou possam fazer. Tudo isso, através de parcerias com empresários, pois ninguém é papai noel e não dá para mudar o mundo sozinho.
E quanto a audiência? É claro que se pensa na audiência, afinal ninguém entra em um negócio que não seja "lucrativo". E quem disse que marketing social, responsabilidade social, emrpresa solidária e etc. não foram "inventados" para agregar valor as empresas e gerar lucro? Ledo engano... mas pelo menos que alguém saia ganhando com essa história. Alguém além dos empresários e do governo. E é isso que eu acho que o Luciano Huck tenta fazer.
Outro dia, tomei conhecimento que ele também ajuda em um projeto de recolocação profissional de ex-presidiários. E tantos outros projetos que não são divulgados, pois os próprios parceiros dizem que ele não gosta de divulgar tudo o que faz. Admirável criatura!
E falando em Lar Doce Lar, outro dia assistindo o quadro, vi uma família (uma mãe e duas filhas adolescentes), que sobreviviam com R$ 300,00 que a mãe ganhava. Apesar disso, as meninas estudavam, uma fazia aula de violino inclusive. A casa era arrumada, na medida do possível e elas tinham dentro de casa um quadro, onde escreviam as metas que gostariam de atingir na vida. O que mais me impressionou, foi saber que as meninas nunca, eu disse nunca, tinham saído para comprar roupas. E a gente ainda reclama da vida...
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