"Gênios e pilantras. Roqueiros e sambistas. Pirados, friques e doidões. Um elenco de estrelas numa trama de sucessos e fracassos, de lágrimas e gargalhadas, entre sexo, drogas e MPB. Um relato sem censura de nossa música - uma das maiores contribuições brasileiras à beleza e à alegria do mundo".
Excelente livro! Sem censura mesmo! Muito bom conhecer a história da MPB! Nelson Motta fala da vida de todo o meio musical, inclusive a dele, rs.
Excelente livro! Sem censura mesmo! Muito bom conhecer a história da MPB! Nelson Motta fala da vida de todo o meio musical, inclusive a dele, rs.
Eu que sempre tive uma vontade de ter vivido Cazuza intensamente (quase não me lembro), agora fiquei com muita vontade de ter vivido, por exemplo, os tempos de Elis Regina, de Chico Buarque. Ter vivido as delícias dos festivais! Dispensando é claro, a ditadura.
Uma música com musicalidade! Letras poéticas, arranjos perfeccionistas, isso é raro hoje em dia. Apesar de toda tecnologia, faltam músicos! Faltam poetas! Faltam críticos! Hoje é tudo um bundalelê, a se tirar pelo Prêmio Multishow de Música, que é uma afronta popular.
Nós emburrecemos musicalmente. Desconfio que em outros aspectos também.
Adorei saber que Chico Buarque, Ronaldo Bôscoli e alguns outros artistas, fanáticos tricolores, fundaram a "Jovem Flu", rs.
Sobre os festivais: "O festival há muito tempo não era mais uma competição de excelência musical, era uma vitrine de idéias, uma janela de liberdade dentro do clima opressivo, uma oportunidade para os novos talentos e novas linguagens. E sobretudo não era para ser levado a sério. A música popular era muito mais do que apenas música e letra. Era um dos raros espaços que restaram para expressar, ainda que metaforicamente, alguma insatisfação com o regime e um mínimo de esperança em mudanças. Cantar nunca foi tão necessário nem tão perigoso no Brasil".
Somente o que me entristeceu é saber que artista e drogas eram diretamente proporcionais. Como se usava droga! Fica a dúvida, se ainda hoje, continua sendo a mesma coisa.
"Noites brancas nos trópicos: a década de 80 começa com a cocaína se espalhando e se popularizando nas noites não só cariocas, mas brasileiras e internacionais. Com uma diferença: enquanto um papelote de cocaína custava US$ 150 em Nova York, no Brasil custava US$ 10. Talvez seja parte dos sucessos do nascente rock brasileiro. E explique muito de seus fracassos".
Elis Regina nunca foi drogada nem dependente de nada. Estava entrando na cocaína numa hora em que muita gente já estava começando a sair. Pior: sempre preocupada com a voz, a garganta, seus maiores bens, estava evitando inalar cocaína, preferindo misturá-la com uísque: dessa forma a droga vai para o estômago e demora mais a entrar na corrente sanguínea, tornando muito difícil controlar as quantidades. Foi o que matou Elis". A maior cantora da história brasileira, sem sombra de dúvida. Uma grande perda, mas uma escolha própria.
"As novas bandas ainda são vistas com desprezo e desconfiança por boa parte da MPB, que ironiza a ignorância política dos roqueiros, debocha das músicas em três acordes, tocadas por músicos que não sabem tocar e cantadas por cantores que não sabem cantar, para um público que não sabe ouvir".
"Cantava Renato e as jovens plateias deliravam, se identificavam com aquela sensação de vazio e de impossibilidade, tinham alguém para dizer o que eles pensavam e sentiam... A geração coca-cola não estava perdida".
Sempre fico pensando, onde eu estava que não me apaixonei por Renato Russo. E ainda hoje, continuo sem me apaixonar, mas tem meu respeito. Pessoas inteligentes, visionárias, desafiadoras sempre terão meu respeito. Poetas terão minha paixão.
"Os sertanejos não têm culpa de nada, além do mau gosto. Fazem música que o Brasil quer, a que eles gostam, o som dos anos Collor".
Percebi que a música sempre foi, de certa forma, uma expressão política. Será que é por isso, que hoje fazemos quadradinho de 8?
Somente o que me entristeceu é saber que artista e drogas eram diretamente proporcionais. Como se usava droga! Fica a dúvida, se ainda hoje, continua sendo a mesma coisa.
"Noites brancas nos trópicos: a década de 80 começa com a cocaína se espalhando e se popularizando nas noites não só cariocas, mas brasileiras e internacionais. Com uma diferença: enquanto um papelote de cocaína custava US$ 150 em Nova York, no Brasil custava US$ 10. Talvez seja parte dos sucessos do nascente rock brasileiro. E explique muito de seus fracassos".
Elis Regina nunca foi drogada nem dependente de nada. Estava entrando na cocaína numa hora em que muita gente já estava começando a sair. Pior: sempre preocupada com a voz, a garganta, seus maiores bens, estava evitando inalar cocaína, preferindo misturá-la com uísque: dessa forma a droga vai para o estômago e demora mais a entrar na corrente sanguínea, tornando muito difícil controlar as quantidades. Foi o que matou Elis". A maior cantora da história brasileira, sem sombra de dúvida. Uma grande perda, mas uma escolha própria.
"As novas bandas ainda são vistas com desprezo e desconfiança por boa parte da MPB, que ironiza a ignorância política dos roqueiros, debocha das músicas em três acordes, tocadas por músicos que não sabem tocar e cantadas por cantores que não sabem cantar, para um público que não sabe ouvir".
"Cantava Renato e as jovens plateias deliravam, se identificavam com aquela sensação de vazio e de impossibilidade, tinham alguém para dizer o que eles pensavam e sentiam... A geração coca-cola não estava perdida".
Sempre fico pensando, onde eu estava que não me apaixonei por Renato Russo. E ainda hoje, continuo sem me apaixonar, mas tem meu respeito. Pessoas inteligentes, visionárias, desafiadoras sempre terão meu respeito. Poetas terão minha paixão.
"Os sertanejos não têm culpa de nada, além do mau gosto. Fazem música que o Brasil quer, a que eles gostam, o som dos anos Collor".
Percebi que a música sempre foi, de certa forma, uma expressão política. Será que é por isso, que hoje fazemos quadradinho de 8?
2 comentários:
Bom dia, minha linda,
Ja estava com saudades de suas postagem, e para minha surpresa vem logo tres de uma vez.
E muito bom começar o dia de trabalho assim.
No momento estou lendo o livro " Cinzas do Passado " romance psicografado por Sandra Carneiro, pelo Espirito Lucius.
Acabei de vir da Bienal do Livro, e comprei alguns.
Porem a proxima leitura nao sera nenhum destes.Pois apos esta postagem fica dificil nao ler Nelson Motta, falando de MPB, e do grande poeta Renato Russo,do genio Chico Buarque, da melhor voz da MPB de todos os tempos ( Eliz Regina ).
Voce poderia me empresta este livro ou vou ter que compra-lo.
Beijos
Walderli Dias
Fiquei muito triste por não ter ido à Bienal este ano.
Que bom que gostou! Claro que empresto! Você vai adorar!
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