27 de julho de 2012

Revista CARAS

Quem ama de verdade não deixa o outro a espera de suas decisões

Título de uma reportagem da revista CARAS, edição de 13/07/2012, que encontrei jogada no sofá da madrinha. Chamou-me a atenção e passei a ler. Achei muito, mas muito interessante a honestidade, a lealdade, a dura realidade aqui exposta por Marcos Ribeiro, professor e consultor em educação sexual. Seguem algumas partes.

"Amar exige tanto maturidade quanto coragem para fazer escolhas - e também para arcar com as consequências delas. Gente que se acomoda e vive jogando para o futuro as atitudes que precisa tomar, com medo dos resultados, é egoísta, covarde e empata a vida do parceiro. O amor requer investimentos equitativos de ambas as partes, não pode jamais ser desigual.
Não têm futuro as relações em que um está sempre aguardando a ação do outro, em que uma parte do casal não faz nada para que o amor flua. Chamo a esse tipo de relação de amor egoísta: um se envolve pra valer e o outro só pensa na própria vida, esquecendo que o bem-estar do parceiro também depende de suas escolhas.
Conviver significa viver com. Mas só isso é pouco, é preciso viver junto e bem, olhando na mesma direção. Não adianta que os planos sejam os mesmos, é preciso que as ações e os investimentos na relação também sejam iguais, senão o que passa a alimentar o vínculo é a dor. (Eu gastei tanto o meu português falando isso professor Marcos Ribeiro, o Sr. nem imagina o quanto. Me alimentei muito de dor - grifo nosso)
Amores - e também amizades - só sobrevivem em vias de mão dupla. ( Frase feita, mas eu adoro!)
Claro que nenhuma relação a dois está isenta de ressentimentos e frustação, mas é importante - e possível - que mesmo esses momentos sejam vivenciados de forma conjunta, chegando a desfechos positivos. (Como o Sr. mesmo disse professor, tudo fica mais fácil quando se tem maturidade. Quando não tem é uma merda.)
No amor egoísta a parceria é substituída pela covardia. Fazer escolhas é mesmo difícil, mas por outro lado será preciso coragem para assumir as consequências de não fazê-las no momento certo, porque o tempo passa...
Quem muito espera, acaba perdendo-se de si mesmo e também perde a autoestima. (euzinha)
Quem faz o outro esperar indefinidamente deve questionar se realmente ama. (não, não ama)
Quem não tem amor por si corre o risco de deixar o egoísmo do outro inundar a relação. (inundou igual Titanic - grifo nosso)
Lembre-se de que a vida requer tanto escolhas quanto decisões. Isso é amadurecer. O sentimento que não consegue mover decisões pode ser tudo, até afinidade, mas amor certamente não é."


É, talvez o dia em que não houve egoísmo e sim amor, foi exatamente o dia em que eu ouvi "adeus".


Nenhum comentário: