12 de setembro de 2016

Setembro Amarelo

E o tempo, ele passa mesmo?
Ou tudo não passa de desejo
Desse movimento de translação
Que gira a alma e acalenta o coração

E a ferida fecha?
Será que a cura é instantânea 
Será duradoura ou momentânea
Sei lá, deve estar em alguma brecha...

E o sorriso, será que ele chega?
Ou melhor, ele chega e fica
Atrás da mecha está a lágrima
Mas eu sei que essa menina ainda brinca...

E a vida, será que ela segue?
Sei não, esse horizonte turvo...
É preciso ver além
Sim, você consegue!

Naná Kavaliauskaite - 12/09/2016



Setembro Amarelo, mês de combate ao suicídio.

4 de maio de 2016

Pássaro aventureiro

Sonho com seu beijo doce
Suas virtudes, vicissitudes
Ilicitudes...
Um abraço teu que fosse.

Esse riso largo
De alma solta
E eu num olhar vago
Desejando sua boca.

Ah... esses olhos aventureiros!
Suas asas abertas
Num voo passageiro.

De longe, observo o pouso
Só mais uma breve parada
Não me darias a honra de uma temporada.

Naná Kavaliauskaite - 04/05/2016

15 de março de 2016

Eu curto

Curta é a sua mente.
Indecente é a sua consciência.

Naná Kavaliauskaite - 15/03/2016


29 de fevereiro de 2016

Em cada abraço, um afago.

É vazio teu eu em mim
Foste do céu ao inferno
Antes o calor de tuas mãos
Hoje brisa gelada de inverno.

É sincera a tua busca
Olhar a volta, vago
Deus sabe o quanto custa
Em cada abraço, um afago.

É disfarce teu sorriso
E verdade teu apelo
Almejas vida todo dia
Em cada esquina, um apego.


Naná Kavaliauskaite - 28/02/2016


Frida Kahlo #nãomekahlo

Artes, literatura, história desde sempre encantaram-me. Lembro-me com carinho das aulas do surrealismo no antigo segundo grau e de nossa ida ao Museu de Belas Artes, conhecer o surrealismo na prática, numa exposição que agora não me recordo de quem era. Feliz ideia de nossa querida professora! 
Depois de muito tempo sem visitar um museu ou galeria, tive o imenso prazer de conhecer o Espaço Caixa Cultural, numa exposição fenomenal, com obras somente de mulheres surrealistas. Elas que deixaram o simples papel de esposas de artistas e políticos e tornaram-se artistas, discutiam política e já naquele tempo sambavam na cara da sociedade. 
A exposição com enfoque especial em Frida Kahlo, pintora mexicana, que viveu uma relação de amor e ódio com o então pintor Diego. Conheci Frida primeiramente num contexto histórico-cultural, onde a alguns anos atrás, assistindo ao filme biográfico, encantei-me com sua trajetória de lutas com família patriarcal, doenças, paralisia, dores físicas, comunismo, traições, bissexualismo, infertilidade e por fim, por incrível que pareça, fui conhecer sua obra depois de sua história. 
Uma explosão de emoção ao olhar os quadros de Frida e ver a sua capacidade de externar o quão profundo seu sentimento em obras lindíssimas.









19 de janeiro de 2016

Lua nua

Lua, crua e nua
Eu toda sua
Ninguém vê...

Ando agora vestida
Armada e descabida
Buscando um outro você.



Naná Kavaliauskaite - 19/01/2016

18 de novembro de 2015

A noite

Essa música é uma poesia! Quisera eu a inspiração de escrever algo tão doce e profundo simultaneamente, mas até a inspiração anda fugida de mim, rsrsrs.


Palavras não bastam, não dá pra entender
E esse medo que cresce não para
É uma história que se complicou
Eu sei bem o porquê

Qual é o peso da culpa que eu carrego nos braços
Me entorta as costas me dá um cansaço
A maldade do tempo fez eu me afastar de você

E quando chega a noite e eu não consigo dormir
Meu coração acelera e eu sozinha aqui
Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão
Olhos nos olhos do espelho e o telefone na mão

Pro tanto que eu te queria o perto nunca bastava
E essa proximidade não dava
Me perdi no que era real e no que eu inventei
Rescrevi as memórias, deixei o cabelo crescer
E te dedico uma linda história confesso
Nem a maldade do tempo consegue me afastar de você

Te contei tantos segredos que já não eram só meus
Rimas de um velho diário que nunca me pertenceu
Entre palavras não ditas, tantas palavras de amor
Essa paixão é antiga e o tempo nunca passou

E quando chega a noite e eu não consigo dormir
Meu coração acelera e eu sozinha aqui
Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão
Olhos nos olhos do espelho e o telefone na minha mão.