23 de dezembro de 2013

A vida sabe o que faz

Tenho minhas reservas quanto a Zibia, mas não posso negar que os romances dela sempre tem algum ensinamento. Esse não é dos melhores, mas li com muito carinho, até porque me foi oferecido por uma leitora assídua como eu. 
Existe uma canção que fala que fica sempre um pouco de perfume nas mãos de quem oferece rosas. Eu acho que fica sempre um pouco de aprendizado para aqueles que leem um livro.



9 de dezembro de 2013

Tic, tac

Pensando aqui, que chega a ser tranquilizador saber que o reloginho da vida de algumas pessoas também está correndo, igualzinho ao meu. Tic, tac, tic, tac! O tempo está passando...

Quem são essas pessoas?
Quais as suas histórias?
De onde vem, para onde vão?
O que estão fazendo a respeito?

É, daria um bom Globo Repórter.

2 de dezembro de 2013

Promessas de um ano novo

É muito bom falar abertamente de algo, ou melhor, fazer algo, sem que você se incomode com o que as pessoas vão julgar. Essa sou eu! Essa sempre fui eu!
É muito bom quando você finalmente cai na real e começa a tomar decisões que a muito deveriam ter sido tomadas. 
Melhor ainda quando você não faz promessas, blá, blá, blá. Você vai lá e faz. Simples assim.
Certamente minha promessa para 2014 é não fazer promessas. É tomar quantas decisões forem necessárias para estar feliz comigo mesma, e estar preparada para as consequências, sejam boas ou ruins.






20 de novembro de 2013

Deixa a vida me levar

Adorei ouvir que estou "deixa a vida me levar"! Apesar de ter aprendido completamente diferente na faculdade de Administração, era exatamente disso que estava precisando para aceitar e aprender certas coisas.



Querida vida, por favor, não deixe que eu ligue o foda-se.

Ai, como dói!

Dói ver uma amiga sofrer por amor! Dói mais ainda saber que duas pessoas que se gostam tanto, não podem ficar juntas devido as circunstâncias da vida.
Dói saber que alguém que a tanto tempo está sozinha e agora encontrou alguém, não podem ficar juntos porque "alguéns" chegaram primeiro.
Dói demais não conseguir montar o quebra-cabeça da sua própria história. 
Amiga querida, estou SEMPRE aqui! Mesmo que a gente nunca consiga entender, eu estarei aqui.

15 de novembro de 2013

"Você precisa de alguém para chamar de seu."

O ser humano vive pedindo sinceridade, mas não gosta de ouvir a verdade. Isso é fato!
Existem aquelas pessoas que te dizem sem o menor pudor, aquilo que você precisa ouvir, mas você não quer ouvir, porque você não quer que aquilo seja verdade. Você dá voltas e voltas para justificar, para não dar o braço a torcer, mas no fundo você sabe que aquela pessoa está certa. Você detesta dar razão àquela pessoa, mas no seu interior, sem contar para ninguém, você pensa: ele (a) está certo (a).
Por mais que doa, eu gosto de ouvir pessoas assim! Gosto de pessoas sem meio termos! Gosto daquelas que já viveram tão profundamente o lado bom e ruim da vida, que falam sobre os dois na mesma intensidade.
Nunca achei que os opostos se atraíssem, pelo contrário, sempre achei que os semelhantes se conectam. E hoje em dia, quem consegue viver sem conexão??? Viva a internet, rsrsrs!
O certo e o errado é questão legal/moral. Agora o bom e o ruim é questão de opinião. E como mudar a opinião de outrem? Não, se ele não quiser.
Hoje eu entendo perfeitamente. Entendo que quando o "impossível vira questão de opinião" você alça voos. Eu também quero voar! O solo é chato, morno e sem perspectiva.
Ah, e para você que disse que eu iria passar o feriado lendo um bom livro, quase acertou: estou trabalhando. Minimiza o tédio, a depressão e a dor no peito.


A gente sempre tem algo a achar em relação à outrem. Achar é uma coisa, ter certeza é outra. Eu prefiro achar, porque o dia que eu tiver certeza, desisto. Ter certeza sobre o ser humano é algo muito imutável. Prefiro pensar que as pessoas não são tão previsíveis quanto parecem.

28 de outubro de 2013

Orfandades

Como sou eclética, resolvi ler Padre Fábio de Melo.

Quem nunca sofreu uma perda? Abençoado aquele que não sofreu, mas infelizmente um dia vai passar por isso. E é muito dolorosa a dor. Por mais que saibamos que a separação é temporária, dói muito perder alguém.
Este livro fala sobre as diversas orfandades. Diversas, porque não ficamos órfãos somente de pai e mãe. Existe a orfandade de irmãos, amigos, avós, marido, esposa, filhos. Quando se vão, nos privam de sua companhia neste plano terrestre e nos deixam órfãos de seu carinho. Cada capítulo conta uma estória sobre um tipo de orfandade, sobre ressentimentos, sobre a falta que alguém faz.
Pior não é perder para a morte, é perder para a vida! Imagino a dor da mãe de um filho desaparecido. Imagino a dor de quem não conhece o pai. É triste um alguém nunca mais ter notícias de um outro alguém...

" O tempo passou. A clausura do amor me envelheceu. Agonizo dia e noite com medo de perder o homem que preencheu todas as minhas ausências. Essa é minha contradição. O amor que tenho por ele me empobrece. Sofro dia e noite de insegurança. Ao tomar o leme de minha existência, ao roubar-me dos braços divinos, Fausto me aleijou a alma. Reduziu-me a ser humana, carne que morre sem o auxílio da esperança eterna. Da consagração espiritual, passei à consagração carnal, conheci o desconforto de necessitar de braços e pernas me enlaçando na solidão da noite, dedos e olhos me fazendo esquecer a beleza das realidades etéreas." 

"Partiu só. Cheio de medos, mas acompanhado por esperanças. A juventude nos olhos certamente lhe garantiria pousada em noites mais frias. Há sempre um lugar debaixo do céu para quem ainda não fez trinta anos. Depois tudo muda. Por isso quis partir antes da mudança. Vinte e nove já seria número de risco. Mais prudente anteceder-se dois anos à data. Trinta anos é informação que parece desestimular qualquer forma de transgressão. Amargara demais a sina de ser moço feito de disciplina e boas reputações." 

"Eu quase não me perdi na vida. Meus destinos sempre foram muito próximos, calculados em medidas estreitas. Matemática aplicada; coisa de quem não conhece o prazer que há no esquecimento das regras. Eu gostaria de ter conhecido o gosto de ficar perdida, mas não o conheci. Sempre achada, posta o lugar esperando eu amarguei a vida inteira cuidando do mundo como se todo ele tivesse nascido de minhas entranhas. Eu sempre me ocupei de filhos que não são meus. Meu pai me obrigou a seguir esse caminho. Nem pude consultar o mapa. Ele fez por mim. Deixou-me um roteiro de destinos poucos, e a eles me acostumei."

"Quem não tem aonde ir precisa descobrir a graça de ficar."

"Os meus olhos assustados teimavam em sofrer de esperanças. Neles estavam erigidas pontes imaginárias que facilitavam a chegada de andantes distantes, gente que pudesse trazer retalhos de futuro para que eu abrigasse a alma do frio provocado pela mesmice."