13 de março de 2013

A thousand years

Por hoje é só, sozinha e somente.


11 de março de 2013

Ah coitado! #desabafo

Asco da palavra coitado! 
Procurei o significado no dicionário e veio a palavra desgraçado. Então, fui ao significado de desgraçado:

  • Infeliz, desditoso
  • Miserável
  • Mal sucedido
  • Funesto
  • Pessoa infeliz
  • Pobre
  • Indivíduo desprezível
Deve ser mesmo um infeliz e um indivíduo desprezível, porque vai admirar coitado assim lá na China!
Quer dizer que quem se faz de doido é digno de pena? Quem se faz de bonzinho e come pelas beiradas é digno de pena? Quem já tem certa idade e não achou rumo na vida é digno de pena? Quem morre de overdose é digno de pena? Quem faz filho sem dinheiro para sustentar é digno de pena? 

Pára sociedade, que eu quero descer!

Coitada da mãe de um viciado.
Coitado de um doente terminal.
Coitado de um tetraplégico.
Provas essas escolhidas pelos próprios, antes mesmo de encarnarem. 
Na verdade não são coitados, têm a minha admiração.










 

10 de março de 2013

É foda!

Fácil olhar o mundo com uma ótica que a favoreça.
Fácil defender os seus sem analisar o dos outros.
Fácil falar em drama, quando você acha que somente você passa por eles.
Fácil ser boazinha de conveniência, afinal os coitadinhos são sempre bem chegados.
Fácil julgar o hoje, porque o ontem, ah... quem lembra do ontem?!

Difícil é uma sociedade ingrata.
Difícil é a falta de parceria.
Difícil é saber que você vale o que você tem, ou o que você proporciona. 
Difícil é ser julgada por parte do contexto. Sim, a parte que te interessa.
Difícil mesmo é calar-se diante desta atitude de merda.

"Daqui pra frente, tudo vai ser diferente..."


A lição do Ipê amarelo


"Insistiu e exigiu seu espaço para expor a beleza de suas flores e a generosa sombra da sua copada, numa grande demonstração de energia e desejo de viver."
"Rebelou-se à condenação injusta, criou suas raízes no solo e voltou a reniar absoluto, esbanjando alegria e beleza com sua identidade marcante."

Eu, um grande desejo de viver, uma condenação injusta (ou não) e uma identidade marcante.
Alguma hora, vai brotar a flor.

Chega logo fim!


Ansiosa por secar as lágrimas e dar uma boa gargalhada.

3 de março de 2013

Olhos nos olhos

Assistindo a um documentário sobre Chico Buarque, no canal fechado GNT, deparo-me com ele e esses olhões azuis, um cigarro na mão, um violão e a letra dessa música. É, realmente o cara tem alma feminina.

Ahã, quero ver o que você diz.


Quando você me deixou, meu bem,
Me disse pra ser feliz e passar bem.
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci,
Mas depois, como era de costume, obedeci.

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer.
Olhos nos olhos,
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando,
Me pego cantando, sem mais, nem por quê.
Tantas águas rolaram,
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você.

Quando talvez precisar de mim,
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim.
Olhos nos olhos,
Quero ver o que você diz.
Quero ver como suporta me ver tão feliz.




Vamos à luta!

Eu realmente recomendo a leitura do livro Perdas & Ganhos, principalmente para quem está atravessando a linha tênue da tristeza x depressão. E também, para quem já passou pela tristeza e busca a felicidade em si próprio.
Porque realmente tudo depende de quando e como você me vê passar.

 O grande pessimista colhe todas as notícias ruins do jornal e manda aos amigos cada manhã; acha que o ser humano não presta mesmo, o mundo é mero palco de guerras e corrupção. 
O excessivamente otimista acha que a realidade é a das telenovelas e dos sonhos adolescentes, das modas, das revistas, da praia, do clube. O sentato (não o sem graça, não o chato) sabe que o ser humano não é grande coisa, mas gosta dele; que a vida é luta, mas quer vivê-la bem; que existem - além de injustiça, traição e sofrimento - beleza e afetos e momentos de esplendor. Que se pode confiar sem ser a toda hora traído por quem se ama.
Posso ser um pessimista essencial, por natureza ou formação ou circunstâncias. Posso porém estar apenas deprimido.
Para sair de uma fase depressiva há mil recursos à disposição de qualquer pessoa. Terapia, uma bela caminhada, um novo amor, pintar o cabelo, jantar num lugar delicioso, mudar de lugar os vasos do jardim, ver o que acontece nas artes. Ler, refletir, observar o dentro e o fora. Comprar um cachorro, ir ao futebol, planejar uma viagem (pode ser só até ali). Tentar aproximar-se da arte, qualquer que ela seja. Renovar interesses e afetos, cultivá-los.
Mas se eu curto a minha depressão ou minha visão negra de tudo, se com isso pretendo chamar a atenção dos outros ou puni-los (ou a mim mesmo), posso optar pelo eterno descontentamento. Aos poucos ficarei segregado do círculo dos que são os vitais amantes da esperança.

Lya Luft