24 de novembro de 2012

E pobre desses rapazes que tentam lhe fazer feliz...

Gadu, forever!

LINDA ROSA


Pior que o melhor de dois
Melhor do que sofrer depois
Se é isso que me tem ao certo
A moça de sorriso aberto

Ingênua de vestido assusta
Afasta-me do ego imposto
Ouvinte claro, brilho no rosto
Abandonada por falta de gosto

Agora sei não mais reclama
Pois dores são incapazes
E pobres desses rapazes
Que tentam lhe fazer feliz

Escolha feita inconsciente
De coração não mais roubado
Homem feliz, mulher carente
A linda rosa perdeu pro cravo

Pior que o melhor de dois
Melhor do que sofrer depois
Se é isso que me tem o certo
A moça de sorriso aberto

Ingênua de vestido assusta
Afasta-me do ego imposto
Ouvinte claro, brilho no rosto
Abandonada por falta de gosto

Agora sei não mais reclama
Pois dores são incapazes
E pobres desses rapazes
Que tentam lhe fazer feliz

Escolha feita inconsciente
De coração não mais roubado
Homem feliz, mulher carente
A linda rosa perdeu pro cravo

Homem feliz, mulher carente
A linda rosa perdeu pro cravo

20 de novembro de 2012

O que nos pertence

Minha mãe não é de palavras doces, nem de abraços e nem de incentivos. Ela me deu esse texto e pediu que eu lesse. Sei lá, de repente do jeito dela, ela quis me dizer alguma coisa.

Um homem morreu intempestivamente.
Ao dar-se conta, viu que se aproximava um ser muito especial que não se parecia com nenhum ser humano.
Trazia uma maleta consigo.
E disse-lhe: 
- Bem amigo, é hora de irmos... sou a morte.
O homem, assombrado, perguntou à morte:
- Já? Tinha muitos planos para breve...
- Sinto muito amigo, mas é o momento de tua partida.
- Que trazes nessa maleta?
E a morte respondeu-lhe:
- Os teus pertences.
- Os meus pertences? São as minhas coisas, as minhas roupas, o meu dinheiro?
- Não amigo, as coisas materiais que tinhas, nunca te pertenceram. Eram do tempo...
- Trazes meus talentos?
- Não amigo, esses nunca te pertenceram. Eram das circunstâncias...
- Trazes os meus amigos, os meus familiares?
- Não amigo, eles nunca te pertenceram. Eram do caminho...
- Trazes a minha mulher e os meus filhos?
- Não amigo, eles nunca te pertenceram. Eram do coração...
- Trazes o meu corpo?
- Não amigo, esse nunca te pertenceu. É propriedade da terra...
- Então trazes a minha alma?
- Não amigo, ela nunca te pertenceu. Essa é do universo...
Então o homem cheio de medo, arrebatou à morte, a maleta abriu-se e deu-se conta de que estava vazia.
Com uma lágrima de desamparo a brotar dos seus olhos, o homem disse à morte:
- Nunca tive nada?
- Tiveste sim, meu amigo... cada um dos momentos que viveste foram só teus.
A vida é só um momento. É uma sequência de momentos... cada momento todo teu, e só teu. Desfruta-o na sua totalidade... vive o AGORA. Vive a TUA VIDA. E não te esqueças de SER FELIZ.

Obrigada mãe! 

17 de novembro de 2012

Quanto eu te encontrar

Virei fã do Biquini Cavadão, sem nunca ter gostado de rock, rs. Quem diria... Conheço alguém que estaria rindo de mim se lesse isso, rsrsrssrs.
Opnião existe para ser mudada. Se você nunca muda de opnião, é porque nunca se permite aprender nada.
Essa aí então, é linda demais!

  
QUANDO EU TE ENCONTRAR

Eu já sei o que meus olhos vão querer
Quando eu te encontrar
Impedidos de te ver
Vão querer chorar
Um riso incontido
Perdido em algum lugar
Felicidade que transborda
Parece não querer parar
Não quer parar
Não vai parar

Eu já sei o que meus lábios vão querer
Quando eu te encontrar
Molhados de prazer
Vão querer beijar
E o que na vida não se cansa
De se apresentar
Por ser lugar comum
Deixamos de extravasar, de demonstrar

Nunca me disseram o que devo fazer
Quando a saudade acorda
A beleza que faz sofrer
Nunca me disseram como devo proceder

Chorar, beijar, te abraçar, é isso que quero fazer
É isso que quero dizer

Eu já sei o que meus braços vão querer
Quando eu te encontrar
Na forma de um "C"
Vão te abraçar

Um abraço apertado
Pra você não escapar
Se você foge me faz crer
Que o mundo pode acabar, vai acabar

14 de novembro de 2012

TPM

E aqui estou eu, no meu Rivotril chamado Sentimentos & Emoções. 
Por volta das 23:15, fim de dia cansativo e nada como um banho morninho para relaxar. O banho só não consegue ser mais quente do que as lágrimas que insistem em correr pelo rosto.
Medo, que medo! Vontade de invadir a casa dos meus pais e abraçar forte. Saudade da família que está longe! Vontade de reunir todos a minha volta...
Sabe o churrasquinho de domingo? Pois é, fecho os olhos e imagino a família que não tive e não consegui ter. Pode vir pais, sogros, cunhados, todos são bem vindos. Tem até um ou dois coleguinhas do filho!  Todos imaginários em volta da mesa, comendo a comida que eu não sei cozinhar.
Quando chegar o Natal nós vamos fazer um amigo oculto e alguém vai se vestir de Papai Noel para as crianças.
Por Deus, eu trocaria qualquer balada do mundo por isso! Dane-se a porcaria do copo cheio!!! Eu quero é coração cheio, alma cheia, cheia de esperança!
Só não afirmo com tanta certeza que trocaria isso pelas minhas viagens, pois amo viajar. Eu faria melhor, incluiria isso nas minhas viagens! Imagina que linda aquela nossa foto de viagem: eu, você e nosso filho!
Sabe, eu trabalho para isso! Estudo feito louca para isso! Para um dia fazer uma viagem em família e poder dar um conforto ao filho que não sei se eu vou ter.
Quem inventou a TPM? Odeio esses hormônios alterados que não me deixam dormir.

10 de novembro de 2012

Parem de falar mal da rotina

Achei esse texto interessantíssimo! De uma veracidade incrível! Apaixonei-me a primeira vista! Imagine isso no teatro, deve ser ótimo!
Um sentimento sem sentimentalismos, assim, bem do jeito que eu gosto. Brincando com a língua portuguesa então... muito legal!
Quando li a primeira vez, achei esquisita a falta de pontuação. Depois entendi que não é para ter pausa e nem formalidades. É assim, do jeito que sai! Sem ter muito tempo para pensar, porque quando a gente pensa muito, vira rotina, fica formal demais.
Pesquisando sobre a autora, descobri que ela é uma artista conhecida, só não sabia que era poetisa.
Diz a Wikepedia sobre a autora: "seu modo coloquial de se expressar faz com que o mais complexo pensamento ganhe fácil compreensão." É Elisa, isso fica bem claro nesse texto. 
É disso que a gente gosta, de poesia da vida real. Uma realidade agridoce!

Termos da nova dramática (Parem de falar mal da rotina)
Parem de falar mal da rotina
parem com essa sina anunciada
de que tudo vai mal porque se repete.
Mentira. Bi-mentira:
não vai mal porque repete.
Parece, mas não repete
não pode repetir
É impossível!
O ser é outro
o dia é outro
a hora é outra

e ninguém é tão exato.
Nem filme.
Pensando firme
nunca ouvi ninguém falar mal de determinadas rotinas:
chuva dia azul crepúsculo primavera lua cheia céu estrelado barulho do mar
O que que há?
Parem de falar mal da rotina
beijo na boca
mão nos peitinhos
água na sede
flor no jardim
colo de mãe
namoro
vaidades de banho e batom
vaidades de terno e gravata
vaidades de jeans e camiseta
pecados paixões punhetas
livros cinemas gavetas
são nossos óbvios de estimação
e ninguém pra eles fala não

abraço pau buceta inverno
carinho sal caneta e quero
são nossas repetições sublimes
e não oprime o que é belo
e não oprime o que aquela hora chama de bom

na nossa peça
na trama
na nossa ordem dramática
nosso tempo então é quando
nossa circunstância é nossa conjugação
Então vamos à lição:
gente-sujeito
vida-predicado
eis a minha oração.

Subordinadas aditivas ou adversativas
aproximem-se!
é verão
é tesão!
O enredo
a gente sempre todo dia tece
o destino aí acontece:
o bem e o mal
tudo depende de mim
sujeito determinado da oração principal.
 
29 de outubro de 1997

Elisa Lucinda 


8 de novembro de 2012

Coisas que eu sei

Adoraria saber o que eu estou fazendo. 
Compro vestidos e sapatos que não vou usar.
 A quem eu estou tentando enganar?


COISAS QUE EU SEI

Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião

A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração...

Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado

Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o Play...

Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação...

Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das idéias loucas

Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei...

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados

Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei

Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei...

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei...

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim

Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô a fim...

Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...


4 de novembro de 2012

Perdoe-me

Algo meu bem antigo, inocente e ao mesmo tempo tão atual e maduro.



Perdoe-me


Perdoe-me por ter o seu amor e não dá valor.
Perdoe-me por ter o seu carinho e achar que era só um denguinho.
Perdoe-me por ter a sua lealdade e achar que era falsidade.
Perdoe-me por ter você ao meu lado e não ter te amado.
Perdoe-me por ter tido você comigo e achar que tu eras apenas um amigo.


Cabecinha de Naná, com 13 anos.
Ano 1995.