3 de agosto de 2012

Boca Suja

Eu nem tenho palavras para agradecer a paciência dos amigos em me convidar para fazer as coisas e eu recusar. Quando eu aceito, eles carregam essa malinha (eu!) para sair. 

A porra do celular tocou, mas eu fiquei em casa.
Tristeza, você venceu.
Uma puta dor de cabeça de tanto chorar.

Odeio sentir a sua falta.
Odeio as lágrimas quentes correndo pelo meu rosto.
Odeio te passar mensagens e você ter pena de mim.
"Eu também sinto sua falta, mas merecemos ser feliz."
Para que eu quero essa felicidade de merda?
Eu nem sei se você está tomando seu remédio todo dia.
E o colírio? Será que está lembrando? Você não pode ficar sem ele.
Essa porra de Jack 3D, já parou? Está proibido, eu te avisei.
E essa mulher? Vou mandar para a puta que pariu!
Ela nem sabe fazer seu prato preferido.
Cara, eu nem sei onde você mora...
Por que? Por que? Por que?
Dor, muita dor.
Eu queria tomar um porre daqueles!
"Vai passar."
Vai passar é o cacete! 
Eu quero colo! 
Saudade da porra.
Quero um abraço.
Quero dormir em paz. 
Amanhã acordo cedo.
Prendia o choro e aguava o bom do amor...



CODINOME BEIJA-FLOR

Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou

Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor

Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, beija-flor

Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

 


Tocaaaaaaaa!

 Eu aqui pensando, hoje é sexta-feira...
Ah se eu pudesse, se meu dinheiro desse... e o celular tocasse!
Você continua não me levando a sério, rs.

1 de agosto de 2012

Quero toda noite

Eu não consigo mais dormir a noite
Nunca pensei que fosse ser assim
Eu tô vidrado, apaixonado totalmente acelerado
Mudou tudo aqui dentro de mim

 E nem ligou pra minha pouca idade
Sua maturidade me encantou
Seus amigos duvidaram quase sempre me tiraram
De careta por falar de amor

Quero toda noite dormir junto sim
Quero toda noite te reencontrar
 Quero toda noite o seu beijo sim
Quero toda noite, toda noite o teu corpo pra colar no meu

Fui descobrindo tanta afinidade
E revelando coisas em comum
Nossos segredos desvendados
No escuro do meu quarto não havia mais pudor algum

Eu desenhei as curvas do teu corpo
 Em pensamentos pra guardar você
 E abri mão do meu passado do meu texto decorado
E eu preciso tanto te dizer

Quero toda noite dormir junto sim
Quero toda noite te reencontrar
Quero toda noite o seu beijo sim
Quero toda noite, toda noite o teu corpo pra colar no meu



Gossip Girl






Sim, estou lendo porcaria!




Mas é uma porcaria premiada, rs.

A feirinha do livro, que acontece sempre no mês de junho em Nova Iguaçu, geralmente me leva a falência. Esse ano controlei-me e comprei só dois livros, pois estou cheia de livros para ler em casa.
Como eu dei uma surtada, achei que não fazia mal ler besteirol adolescente, até porque a gente dá uma relembrada em certas coisas divertidas, rs.
Depois desse, eu juro que vou pagar de intelectual e ler o livro do ex-presidente Fernando Henrique, para ver se fico mais politizada e economicamente correta. Ah, o livro custou só dez reais, se for outra porcaria ainda estou no lucro.


31 de julho de 2012

Dia do Orgasmo

Hoje em dia, tem dia de tudo. Antes era só dia dos pais, mães, namorados e crianças. Agora tem da mulher, do homem, da avó... e do orgasmo!
Será que as pessoas comemoram o dia do orgasmo, rs??? Bom, um dia a mais para os motéis e sex shop bombarem.
Eu comemorei o dia do orgasmo tendo orgasmos múltiplos: comprei sapatos na promoção. Bem melhor que chocolate.
Aprendi com a Carrie, rs!



Sex and the City, love so much.

29 de julho de 2012

Balzaquiana

30 anos! Balzac que o diga!
Mamãe disse que é uma idade maravilhosa. Ela disse que as melhores coisas da vida dela vieram depois dos 30.

Parece que foi ontem que larguei o peito da minha mãe com apenas 3 meses, pois já nasci odiando beber leite.
Parece que foi ontem que eu caí da pia e levei pontos no primeiro dia de trabalho da minha mãe, no seu tão sonhado concurso público.
Parece que foi ontem quando meu pai tirou as rodinhas de bicicleta e eu fui.
Parece que fora ontem os pesadelos e mamãe não deixava dormir na cama dela. Aí eu levantava devagarinho e colocava meu colchãozinho no quarto deles. Quando acordavam, eu estava no chão, no pé da cama.
Parece que foi ontem que eu chegava da escola e a mesa estava toda posta, pois vovó fazia questão.
Parece que foi ontem que fiquei mocinha e minha mãe saiu contando para todo mundo. Eu queria ficar uma semana sem sair de casa.
Parece que foram ontem as tardes de sábado nos encontros da mocidade espírita. Como eu tinha medo da mediunidade. Pedia a Deus que não me deixasse ver, nem ouvir, nem sentir nada.
Parece que foram ontem as matinês, os trabalhos de escola, os namoros escondidos.
Parece que foram ontem as trapalhadas da primeira vez.
Parece que foram ontem os sermões do meu pai, a cada vez que uma adolescente do bairro engravidava.
Parece que foram ontem aprender a dirigir na Parati quadrada do meu pai, com o namoradinho todo paciente, coitado. Até que eu peguei a CNH e quase enfiei o carro no muro da estação de trem. Meu pai brigou comigo e eu travei. Estou travada até hoje.
Parece que foi ontem meu nome na lista de aprovados do vestibular da UERJ. Fiz um período, tranquei a matrícula e fui trabalhar. Meus pais queriam me matar.
Parece que foi ontem meu nome no Diário Oficial da Prefeitura de Nova Iguaçu, convocada para o concurso da EMLURB. Meus pais queriam me abraçar. Daí vieram inúmeros concursos, mas ainda não vi meu nome no Diário Oficial novamente.
Parece que foi ontem a faculdade de Administração de Empresas, professores e amigos maravilhosos, as loucuras do Projeto Final e Monografia. Um ano sem finais de semana, regados a ansiedade e noites sem dormir. Conclusão: o melhor projeto do ano e um convite para transformar a monografia em artigo. Você aceitou? Nem eu. Arrependo-me, poderia estar agora no meio acadêmico.
Parece que foi ontem que decidi sair da casa dos meus pais sem casar. Nunca fiz questão do vestido de noiva e do contrato assinado. Algumas brigas e ranger de dentes depois, eu estava na minha casa.
Não parece,  FOI ONTEM que entrei na minha casa própria e aqui estou, após o fim de um casamento de 5 anos.

Mãe, ninguém me chama de mãe, mas eu tenho maior orgulho de te chamar de mãe.

É pai, sua little girl, agora little woman. Pequenina ainda, aprendendo a ser uma grande mulher. 
Não tenho mais medo de dormir sozinha, ainda bem, rs. Meu único medo é que meus sonhos não se realizem.
Muitas, muitas lágrimas no dia de hoje. Filhas de Oxum são assim mesmo! Duronas por fora e molengas por dentro.

Naná, agora 3.0 e com TPM - 29/07/2012
















28 de julho de 2012

É preciso surtar





Tenho sérias desconfianças que esta senhora tinha uma imensa sabedoria.
Visitando o blog de um amigo, encontrei um protesto ao juízo. É muito pesar essa coisa de responsabilidade, perfeccionismo, imagem, etc. Essa coisa do bom moço, boa menina cansa viu? 
Diz meu amigo que é preciso surtar de vez em quando. É mesmo! Adicionemos loucura a esse café amargo que é a vida.
Sempre segui linha reta, sem experimentar novos caminhos. Cheguei em lugar nenhum. Então decidi não me curar.
Tenho imaginado muita coisa. Muita coisa mesmo, rsrs! Surtei aos 18 e acho que vou surtar novamente aos 30. Quem sabe eu chego aos 40 sendo uma pessoa melhor.
Pequenas doses de loucura, porque doses cavalares não são indicadas para mim.

Amigo, essa vai para mim e para você.



A CARTA 

Não vá levar tudo tão a sério
Sentindo que dá, deixa correr
Se souber confiar no seu critério
Nada a temer

Não vá levar tudo tão na boa
Brigue para obter o melhor
Se errar por amor Deus abençoa
Seja você 


No que sua crença vacilou
A flor da dúvida se abriu
Vou ler a carta que o Biel mandou
Pra você, lá do Brasil: 


"Eles me disseram tanta asneira, disseram só besteira
Feito todo mundo diz.
Eles me disseram que a coleira e um prato de ração
Era tudo o que um cão sempre quis
Eles me trouxeram a ratoeira com um queijo de primeira
Que me pegou pelo nariz
Me deram uma gaiola como casa, amarraram minhas asas
E disseram para eu ser feliz 


Mas como eu posso ser feliz num poleiro?
Como eu posso ser feliz sem pular ?
Mas como eu posso ser feliz num viveiro,
Se ninguém pode ser feliz sem voar? 


Ah, segurei o meu pranto para transformar em canto
E para meu espanto minha voz desfez os nós
Que me apertavam tanto
E já sem a corda no pescoço, sem as grades na janela
E sem o peso das algemas na mão
Eu encontrei a chave dessa cela
Devorei o meu problema e engoli a solução
Ah, se todo o mundo pudesse saber
Como é fácil viver fora dessa prisão
E descobrisse que a tristeza tem fim
E a felicidade pode ser simples como um aperto de mão
Entendeu? 


É esse o vírus que eu sugiro que você contraia
Na procura pela cura da loucura,
Quem tiver cabeça dura vai morrer na praia."