20 de novembro de 2011

Ficou para trás também o que nos juntou


Difícil entender que nada acontece por acaso. Somos imediatistas! Não adianta, sempre vou ficar me perguntando, me punindo. Se não perdi nenhum detalhe, onde foi que eu errei?
Dentre tantas mágoas já superadas, uma não consigo libertar de meu coração: AMBEV.
Não acredito em tempo perdido, mas creio em tempo roubado. Dói muito ter ficado para trás o que nos juntou! O que a AMBEV roubou de mim, não volta nunca mais. Dias, noites, fins de semana, férias, cobranças, responsabilidades, egoísmo, ambição... e a pureza de nosso sentimento ia ficando para trás. Até então, só tinha visto água mudar para vinho na Bíblia.
Quando cortaram as férias de janeiro de 2010 estávamos com tudo programado. Uma enorme decepção tomou conta de mim! Ali eu senti que demoraríamos ulguns anos para termos a oportunidade de tirar férias juntos novamente. Quase acertei! Nunca mais teríamos.
Esta pessoa (jurídica) foi uma faca de dois gumes! Uma âncora que ao invés de manter o barco seguro, afundou-o. Quando conseguimos cortar essa corda era tarde demais. Aliás, aí veio a tsunami e levou tudo de vez. Tudo não, restou a casa. Ah, a casa! Outro capítulo muito triste dessa história...
Ainda espero resposta.




RESPOSTA

Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou pra trás
Também o que nos juntou.

Ainda lembro
Que eu estava lendo
Só pra saber
O que você achou
Dos versos que eu fiz
Ainda espero
Resposta...

Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar
Que ninguém mais pisou.

Você está vendo
O que está acontecendo
Nesse caderno
Sei que ainda estão.

Os versos seus
Tão meus que peço
Nos versos meus
Tão seus que esperem
Que os aceite.

Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante.



Revendo as Postagens

 Estava eu relendo minhas postagens e vi o texto entitulado PERDÃO, do dia 31/03/2010 .
 Na época eu estava lendo o livro A CABANA e a visão do autor sobre o perdão, me interessou muito. Encontrei muita sinceridade nas palavras dele. Nada de hipocrisia, até porque perdoar não é nada fácil.
Uma frase em especial me tocou muito:  "Perdoar não significa esquecer, Mack. Significa soltar a garganta da outra pessoa." Preciso que parem de me enforcar! Preciso eu mesma parar de me enforcar! 
Posso sentir toda a energia negativa, a cada vez que apertam minha gartanta. São dores de estômago, crises de bronquite, muitas noites sem dormir, manchas na pele, etc.
Fica o apelo para que não me enforquem! A vida já está se encarregando disso. Nada acontece por acaso.

16 de novembro de 2011

Aos anônimos de plantão

Anônimos do meu coração, boa noite!
O meu cantinho, o blog Sentimentos & Emoções, já existe a bastante tempo e nunca foi acompanhado por muitas pessoas. Apenas alguns poucos amigos que gostavam de ler meus textos. Ele sempre foi mais meu, do que da internet, porém acho que quem está na chuva é para se "molhar" e quem está na internet é para ser visto, por isso meu blog e minhas redes sociais são todas públicas.
Eu não tenho nada contra as visitas e os comentários. O problema está sendo o anonimato. Dentre os anônimos, existem amigos meus, amigos dele, amigos nossos, curiosos e sei lá mais quem. Eu não tenho bola de cristal! Não consigo saber quem são os que desejam compartilhar idéias, os que estão preocupados, os que querem ler os textos pelo prazer de ler, ou os que querem simplesmente criar polêmica. A polêmica e os julgamentos, particularmente, eu estou dispensando. Eu não estou jogando com ninguém, só estou escrevendo o que penso, aliás, da minha própria vida.
Peço desculpas àqueles que realmente querem trazer coisas boas, mas tomei uma decisão. 
A nossa Constituição veda o anonimato e agora o meu blog vai ser constitucional também (rsrsrsrsrs). Até a presente data, publiquei os comentários anônimos, inclusive para o direito de resposta. A partir de agora, comentários anônimos não serão mais publicados, talvez nem lidos. Assinem os comentários, se preferirem, peçam para que eu não publique e eu não publicarei. Se for o caso, responderei mesmo sem publicar. Se preferirem, falem comigo através de email ou mensagem no face. Dessa forma, somente eu lerei.
Perdoem-me se estou sendo injusta, mas acho que quem tem algo a dizer, tem que sustentar sua opinião. Agora isso não é fácil! Eu pago um preço muito alto por "colocar a cara a tapa".
Beijos carinhosos!

6 de novembro de 2011

A certeza das incertezas

Das insconstantes dessa vida, hoje já consigo tirar algumas constantes:

Preciso amar o próximo como a mim mesmo, não fazendo aos outros o que eu não gostaria que fizessem a mim.
Amor é desapego.
Mereço ser feliz, na medida de meus atos.
A minha felicidade não está em outra pessoa.
Não desejo alguém infeliz ao meu lado. É muita responsabilidade!
Se eu plantar coisas boas, mesmo quando não tiver nada para plantar, ainda assim, posso semear coisas boas.
É preciso crer em algo maior e superior, que nos guia. A fé raciocinada é reconfortante.
Amigos não são aqueles que estão sempre ao meu lado. São aqueles, que quando eu preciso, eles aparecem do nada e me dão um abraço. Ainda, não são aqueles que sempre concordam comigo, e sim aqueles que me ajudam a enxergar meus erros.
O nosso tempo, nem sempre é o tempo do nosso merecimento. As coisas surgem quando, de forma e de onde a gente menos espera.

28 de outubro de 2011

Sossego

Lia chega a casa com a noite já bem posta. Cansada, tira seu salto alto e pensa no seu banho. Não surpreendentemente, um turbilhão de reclamações, vozes altas e às vezes, até discussões vão adentrando sonoramente sua mente. Nessas horas, Lia gostaria de ser abduzida.
Hoje, em seu dia de folga, Lia acorda antes mesmo das 7 da manhã e soluça sentindo uma enorme saudade de sua cama, seu lar, seu sossego, etc, etc, etc...
Lia pensa que o mundo podia parar só um pouquinho para ela poder descer.
Ei, senhor motorista! Lia quer descer em Marte, por favor. Ouviu dizer que lá pode-se unir sossego a paz de espírito.

25 de outubro de 2011

Noite Difícil

Noite difícil essa hein Lia!
Difícil encarar a realidade assim, bem de pertinho, não é mesmo?
Sensação de todos olhando e sentindo pena. Jamais imaginei que Lia fosse digna de pena!
E Lia que sempre foi tão forte e com estima elevada, agora não sabe como lidar com tantos olhares investigativos.
Lia só tem a certeza de que odeia qualquer coisa que remeta a "coitadinha (o)".
Lia sente um enorme conflito entre ouvir a esperança ou ceder para o desapego.

21 de outubro de 2011

O fim do começo


E foi na tarde de um domingo chuvoso que, atendendo a pedidos, Lia colocou suas malas no carro e foi embora.
Motivos? Muitos, só não se sabe quais.
Lia pega o caminho de ida e se perde no de volta. Um filme passa em sua cabeça, enquanto observa a chuva molhar as flores.
No dia seguinte, Lia acorda da noite que não dormiu, e deixa a água cair pelo seu corpo enquanto uma lágrima corre. Não acha suas roupas, tampouco seus sapatos. Lia é uma estranha no ninho.
Tenta descobrir onde foi que se perdeu, mas decide que nada disso adianta! É preciso seguir, pois “num dia a gente chega e no outro a gente vai embora”.  
Apesar de cansada, Lia sente-se tranqüila. Enfim, pôde fazer as pazes com sua consciência, pois esta era a sua mais severa juíza.
Nesse momento, espera um pouco do nada. As forças virão de sua natureza determinada e da sua fé. Sabe que tudo acaba bem, quando se está bem. Se não estiver bem, é porque ainda não acabou.