4 de março de 2011

Cérebro e Coração

Algo ou alguém deixa de ser interessante da noite para o dia. É só sair um modelo novo, e “pimba”! Vamos lá, deixar o nosso “usado” de lado, para adquirir um novo.

O ser humano se descartou. Conserta a bunda, ajeita o peito, faz crescer cabelo, mas os principais órgãos, cérebro e coração, estão se deteriorando.

O cérebro foi deixado de lado, desde que o ser humano começou a ficar com preguiça de pensar. E não sei não, acho que a tecnologia tem uma parcela de culpa nisso aí. É um tal de CTRL C + CTRL V e nem lê o que está fazendo. Nem sabe do que se trata! Ninguém mais quer aprender a fazer nada, porque o sistema faz tudo, é só dar ENTER. A diferença entre os assalariados e os encarreirados, seja por opção ou por falta de opção, é que os encarreirados fizeram algo mais do que dar ENTER.

O coração, órgão vital, passou a ser sub-órgão, pois o TER dominou o SER. E para TER algo material, não precisa SER alguém de caráter. O ser humano passou a ver o outro como algo material, e de consumo ainda por cima! Pega, usa e depois joga fora! Amor ao próximo? O que é isso? Ninguém sabe.

Olhando a situação de um modo descontraído, relacionamento a dois tornou-se situação de luxo. Sabe porquê? Una-se em um homem, ou em uma mulher (sim, elas também!) a falta de cérebro, com a falta do coração e você tem um ser ogro.

Ainda bem que já sou casada, já encontrei meu “carma gêmeo”, porque não agüento essa falta de conteúdo.

3 de março de 2011

Presentão

Um dos meus presentes chegou! E era justo o que eu mais queria! Papai Noel mandou! Ele disse que atrasou um pouquinho (um pouquinho nada, dois anos!), porque justamente como meu amigo Otávio falou, as coisas só chegam até nós no momento certo. Ele disse também, que ninguém recebe fardo mais pesado do que possa carregar, por isso ele me deixou esperar, para que desse bastante valor ao que estou recebendo agora.

Não posso falar o que é o meu presente, porque é pessoal, secreto e intransferível, mas posso dizer que ele é como uma plantinha que precisa ser regada todos os dias, para que nunca “seque”, ou “murche”.

E no “pacote do presente” ainda veio um “bônus”, algo que eu queria muito vivenciar.

Gente, sem palavras... Muito bom!

Gostaria de deixar aqui registrado que estou muito feliz!

4 de janeiro de 2011

Querido Papai Noel 2

Papai Noel, assim o Sr. me magoa! Foi só eu pedir e o Sr. mandou logo um "NÃO" pelo meio da minha cara! Tudo bem, o Sr. tem 361 dias para mudar de idéia, antes que EU mude de idéia.

3 de janeiro de 2011

Querido Papai Noel

Papai Noel, o Sr. leu a minha cartinha??? Tudo bem, eu sei que são muitos pedidos, mas tem um que o Sr. sabe que eu quero muito né? Inclusive eu fiz ele no ano passado também, mas aí, talvez em 2009 eu não tenha sido uma boa menina, e o Sr. não me presenteou no ano passado. Porém, em 2010 eu me comportei muito bem, fiz tudo direitinho, e acho que, caso não esteja na hora de receber os outros "presentes", pelo menos esse eu mereço né Papai Noel?
Quero aproveitar para agradecer pelo ano de 2010 e lembrá-lo que o Sr. tem exatos 362 dias para, aos pouquinhos, me enviar os pedacinhos para eu montar o quebra-cabeças que é o meu presente.

Beijos da sua fã que te ama muito e ainda não perdeu as esperanças...


8 de dezembro de 2010

As Cariocas

Tenho curtido muito os episódios da nova minissérie da Globo: As Cariocas. Achei o tema super interessante e o formato é muito divertido. As músicas em versões fantásticas, cada episódio uma MPB diferente, a não ser Magra do Lenine, que toca em quase todos os episódios. A abertura é show! Uma pena que a Rede Globo faz o favor de passar os programas bons, bem tarde, para que a grande massa não tenha acesso. O que seria de mim, sem as amigas internautas, que baixam tudo da internet, né Chris?
Mulheres lindíssimas, dando show de sensualidade e bom humor, caracteríscas essenciais de sedução. Só fico pensando qual será o episódio da Angélica, devia ser A sem sal do Recreio, porque fala sério, que mulher sem graça!
O meu episódio seria A Desesperada de Mesquita, ou A Entravada da EMLURB, porque é só chegar no meu trabalho que minha coluna começa a doer, putz!
Ah, e sou sim carioca! Nasci no Rio de Janeiro, está lá na minha Certidão de Nascimento! Por um acidente de percurso minha mãe me trouxe da maternidade para Nova Iguaçu.
Segue a abertura do episódio que achei mais engraçado.


28 de outubro de 2010

Falta de Interesse

“Minha pressa é pausa e movimento”, mas ôoo pausa demorada. Parece que dei pausa em mim mesma.
“Andei por aí pensando. Pensei por aí andando” e não cheguei à conclusão nenhuma.
Será que o beco é mesmo sem saída, ou não quero enxergá-la?
Tantos planos, tantos sonhos, mas os pés fincados no chão. Sonhar não custa nada, mas sonho que não é real, custa uma vida inteira.
Porque escolher caminhos que não nos levam a lugar nenhum?
Porque comprar um sapato, se não precisamos dele?
Porque trocar seis por meia dúzia?
Devo contentar-me com uma planta, um cachorro e uma TV LCD?
Escuto, mas pareço ser surda. Entra por um ouvido e sai pelo outro...
Não quero ouvir o que o mundo tem para me dizer! Além do mais, eu nunca estou incluída nos movimentos de translação da Terra. Esse “alto-e-baixo” ainda vai me matar...
Desinteressar = Negligenciar: deixar de parte; não ligar a.

25 de setembro de 2010

A HISTÓRIA DE LILY BRAUN

Como num romance
O homem dos meus sonhos
Me apareceu dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom
Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse X
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz

E voltou

Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão
Foi desde então ficando flou

Como no cinema

Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguindo toda
Ao som do blues
Abusou do scoth
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris

E voltou

No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Pra uma turnê
 
Como amar esposa
Disse que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing 
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz
 
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing 
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz

Chico Buarque, que na voz da Gadu ficou significativamente verdadeira.