16 de janeiro de 2014

Modificável e Modificador

Ouvi algo muito interessante hoje, de uma profissional admirável: "somos o ser mais modificável e modificador".
É, realmente estamos em constante transformação. Não existe receita de bolo para o ser humano.
E "aquela velha opinião formada sobre tudo" já não existe mais.
E viva a mudança! Que tenhamos percepção para o que precisa ser mudado.
É para isso que viemos ao mundo, com um caráter e uma mente: "para mudar as folhas, mas não perder as raízes".


14 de janeiro de 2014

Tambores de Angola

Realmente uma leitura fascinante e muito esclarecedora! Não poderia haver melhor presente de amigo oculto que este! Este livro é uma obra prima, feita para jogar por terra todo o preconceito.
Durante toda a leitura, lembrei-me muito do Templo Espírita Pai Congo de Cambinda e foi muito grande a vontade de poder retornar e sentir aquela energia do bem. Vamos abrir a mente e fechar o preconceito!!!

"A palavra espiritismo foi criada, como lhe disse antes, para referir-se à doutrina dos espíritos, codificada por Kardec; no entanto, aqui, no Brasil, talvez por falta de orientação, as pessoas tomaram emprestado o termo espiritismo para designar toda manifestação mediúnica ou que julguem mediúnica, embora não seja espiritismo."

"Muitas vezes realizamos ação conjunta com os mentores e orientadores de outras linhas de atividades, como a dos nossos irmãos espíritas. No entanto, temos dificuldades quanto a muitos centros espíritas, que ainda guardam reservas quanto aos nossos trabalhadores que se manifestam como caboclos ou preto-velhos. Assim sendo, gostaríamos de rogar aos companheiros que nos auxiliem, conduzindo alguns espíritos para as reuniões de tratamento desobssessivo nas mesas espiritistas, pois, se forem conduzidos aos nossos núcleos umbandistas, encontraremos dificuldades para seu esclarecimento. Ainda guardam preconceitos em relação aos nossos rituais e métodos de trabalho, pelo que não os condenamos. Mas, em virtude disso, requerem outras formas de despertamento de suas consciências, e acredito que, para isso, a doutrina espírita tem recursos imensos. Enquanto vocês os conduzem para a terapia espírita, nós iremos tomar conta dos espíritos que se fazem acessíveis às nossas atividades espirituais e dos que necessitam de métodos mais drásticos de aprendizado para seu despertamento. 
Neste caso, segundo acreditamos em nossa tenda, a umbanda é especializada, pois muito encarnados e desencarnados não conseguem acordar para a realidade espiritual apenas com o esclarecimento ou o diálogo, tal como ocorre em muitas casas espíritas. Acredito que podemos trabalhar em conjunto, visando ao mesmo objetivo, que é a elevação moral de nossas almas."

"Na palavra de um caboclo ou de um preto-velho, a lei de causa e efeito é ensinada por meio de Xangô, que simboliza a justiça; a reencarnação torna-se mais compreensível às pessoas mais simples quando o preto-velho fala de sua outra vida como escravo e da oportunidade de voltar à Terra em novo corpo, apara ajudar seus filhos. A força das matas, das ervas é ensinada na fala de Oxóssi; o amor é personificado em Oxum: e a força de transformação, a energia de vitalidade, é apresentada nas palavras de Ogum."





7 de janeiro de 2014

Segurança

Você precisa de alguém que te dê segurança
Senão você dança, senão você dança.

Ele era o tal, cheio de moral, "bon vivant"
Parecia um galã, usando óculos "Ray-Ban"
(Don Juan)
Corria em Tarumã, combateu no Vietnã
(ra ta ta ta)
Vestia "Yves Saint-Laurent"
(Pierre Cardin).

Você precisa de alguém que te dê segurança
Senão você dança, senão você dança.

Ele era o tal, um cara tão legal, fascinava você
Tinha um Puma-GT com vidro fumê
Tinha sauna no ap, só pra você ver (pode crer)
Lutava karatê como nos filmes da TV.

Você precisa de alguém que te dê segurança
Senão você dança, senão você dança.

E o que mais emociona é que tudo nasceu
Numa carona que ele te deu
O que mais me impressiona é que tudo se deu
No banco traseiro de um Alfa Romeo.

Você precisa de alguém que te dê segurança
Senão você dança, senão você dança.

Você precisa de alguém que te dê segurança
Senão você se cansa e dança!

Você precisa de alguém que te dê segurança
Senão você...

6 de janeiro de 2014

"O sucesso é filho do fracasso"

Excelente texto da Folha de São Paulo e quando olhei o perfil do autor, não, não é humanista. É um professor de física e astronomia. Interessante! Sinal que os brutos também amam, os espertos também são enganados, os inteligentes também fazem burrices, etc. 
Feliz por saber que alguém mais compartilha da minha teoria da empatia.


HOMENAGEM AO FRACASSO

Numa sociedade em que o sucesso é almejado e festejado acima de tudo, onde estrelas, milionários e campeões são os ídolos de todos, o fracasso é visto como algo embaraçoso e constrangedor, que a gente evita a todo custo e, quando não tem jeito, esconde dos outros. Talvez não devesse ser assim.
Semana passada, li um ensaio sobre o fracasso no "New York Times" de autoria de Costica Bradatan, que ensina religião comparada em uma universidade nos EUA. Inspirado por Bradatan, resolvi apresentar minha própria homenagem ao fracasso.
Fracassamos quando tentamos fazer algo. Só isso já mostra o valor do fracasso, representando nosso esforço. Não fracassar é bem pior, pois representa a inércia ou, pior, o medo de tentar. Na ciência ou nas artes, não fracassar significa não criar. Todo poeta, todo pintor, todo cientista coleciona um número bem maior de fracassos do que de sucessos. São frases que não funcionam, traços que não convencem, hipóteses que falham. O físico Richard Feynman famosamente disse que cientistas passam a maior parte de seu tempo enchendo a lata de lixo com ideias erradas. Pois é. Mas sem os erros não vamos em frente. O sucesso é filho do fracasso.
Tem gente que acha que gênio é aquele cara que nunca fracassa, para quem tudo dá certo, meio que magicamente. Nada disso. Todo gênio passa pelas dores do processo criativo, pelos inevitáveis fracassos e becos sem saída, até chegar a uma solução que funcione. Talvez seja por isso que o autor Irving Stone tenha chamado seu romance sobre a vida de Michelangelo de "A Agonia e o Êxtase". Ambos são partes do processo criativo, a agonia vinda do fracasso, o êxtase do senso de alcançar um objetivo, de ter criado algo que ninguém criou, algo de novo.
O fracasso garante nossa humildade ao confrontarmos os desafios da vida. Se tivéssemos sempre sucesso, como entender os que fracassam? Nisso, o fracasso é essencial para a empatia, tão importante na convivência social.
Gosto sempre de dizer que os melhores professores são os que tiveram que trabalhar mais quando alunos. Esse esforço extra dimensiona a dificuldade que as pessoas podem ter quando tentam aprender algo de novo, fazendo do professor uma pessoa mais empática e, assim, mais eficiente. Sem o fracasso, teríamos apenas os vencedores, impacientes em ensinar os menos habilidosos o que para eles foi tão fácil de entender ou atingir.
Claro, sendo os humanos do jeito que são, a vaidade pessoal muitas vezes obscurece a memória dos fracassos passados; isso é típico daqueles mais arrogantes, que escondem seus fracassos e dificuldades por trás de uma máscara de sucesso. Se o fracasso fosse mais aceito socialmente, existiriam menos pessoas arrogantes no mundo.
Não poderia terminar sem mencionar o fracasso final a que todos nos submetemos, a falha do nosso corpo ao encontrarmos a morte.
Desse fracasso ninguém escapa, mesmo que existam muitos que acreditem numa espécie de permanência incorpórea após a morte. De minha parte, sabendo desse fracasso inevitável, me apego ao seu irmão mais palatável, o que vem das várias tentativas de viver a vida o mais intensamente possível. O fracasso tem gosto de vida.

Marcelo Gleiser


2 de janeiro de 2014

Somos todos Aprendizes

Interessante como o acaso não existe mesmo. 
Este livro chegou até a mim através de uma pessoa que mal me conhecia. Apenas entregou-me o livro e disse que não tivesse pressa em ler, tampouco em devolver. Convivemos pouquíssimo tempo e ele nem faz ideia do quanto refleti nas suas frases sinceras e sem meio termos, sempre com pés no chão.

Apesar de nunca ter ouvido falar nas obras da médium e nem do espírito, o livro trouxe para mim grande aprendizado, a ponto de eu chegar a perguntar o porquê dele ter me emprestado esse livro. Ele nunca respondeu. Sempre com seu jeito centrado, reservado e profissional, acostumado a socorrer os enfermos, quem diria, um grande entendedor das feridas da vida.


"Você não mudou, minha irmã. Na realidade a sua essência era assim desde sempre. Você não sabia permitir que isso viesse à tona; escondia-se. Precisava ser auto-suficiente, objetiva, a que sempre sabe o que quer e vai atrás a todo custo. Era tão radical que não ousava mudar os seus conceitos, talvez com medo de perder o autocontrole. É preciso mudar minha irmã. Aquele que se nega a ouvir, a se dar chances para modificar, para melhorar suas atitudes, perde-se nas próprias teias."

"... Uma das virtudes que engrandece a alma humana é, com certeza, a GRATIDÃO. Faz bem a quem sente e a quem recebe. Sensibiliza a alma e nos dá a conscientização de que não somos auto-suficientes durante todo o tempo, e nos faz perceber que não podemos tudo. Ajuda-nos a reconhecer que em algum momento nos fragilizamos e necessitamos da generosidade e sabedoria do outro."

"... A força da prece sincera é poderosa. Se você aliar à oração o esforço para compreender que nossa liberdade termina no instante em que esbarra na liberdade do outro. Você possui o direito de querer e amar quem você quiser, mas é bom que não esqueça que o outro, seja o seu alvo ou não, também tem este direito, e nem sempre os sentimentos se enquadram."

"Tudo precisa ser equilibrado, o fanatismo não leva ninguém a lugar algum, muito menos a Deus. O Criador não quer fanáticos; Ele quer trabalhadores conscientes do porquê da sua estada na Terra, conscientes da importância de dar à vida um sentido maior e mais digno, reconciliar-se com seu próximo e transformar seus inimigos em amigos, senão íntimos, apenas cordiais."



E chegou 2014!

A mais linda, original e verdadeira mensagem de ano novo que já vi.
Esse rapaz resumiu de uma forma séria e ao mesmo tempo bem humorada, o que é realmente um novo ano. 
Não sei o resto da humanidade, mas eu preciso muito fazer diferente em 2014. E que seja algo sólido o suficiente, que não tenha a necessidade de curtir e nem compartilhar.



Aos que acompanham o blog, se tiverem um tempinho para ver o vídeo, vale à pena!


27 de dezembro de 2013

Retrospectiva x Expectativa = Por... nenhuma

Detesto escutar a Simone dizendo "Que então é Natal e o que você fez. O ano termina e começa outra vez."
Se alguém me perguntasse o que eu fiz, aí é que está o problema: eu diria POR...caria nenhuma! Aliás, o que fizeram comigo? O que eu deixei que fizessem comigo?
Num ano em que, tudo o que eu deixei de fazer a vida inteira levantou o dedo do meio para mim, sinceramente, vamos pular a retrospectiva.
Num ano 3D (doença, desemprego e depressão) vamos somente agradecer à Deus por um lar e por pais maravilhosos, que estão comigo SEMPRE, haja o que houver.
Outro dia, li a seguinte frase: "Para que retrospectiva de ano se você faz história a cada dia?"
Pois é, vamos nós fazer história ao invés de contar história. Vamos nós começar do absoluto zero, pedindo à Deus paz de espírito, clareza nas decisões e distância de todo o mal que nos desejam.

Feliz 2014!