5 de fevereiro de 2013

Sonho meu...

"Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado".

Sonhos podiam ser igual à programação da TV. Sim, você pegaria o controle remoto e escolheria qual sonho gostaria de ter essa noite.
Eu estaria em uma praia de mar calmo, molhando os pés na beirinha...
Depois me sentaria, ainda na areia, para assistir o pôr-do-sol. Elevaria meu pensamento à Deus e ele enviaria um amigo de luz.
Com um sorriso tranquilo, ele afagaria meu rosto, secaria minhas lágrimas e seguraria minha mão.
Após um abraço apertado, ele sussuraria em meu ouvido: - Irmã, tenha calma. Tudo vai dar certo.

Será que temos para hoje?



4 de fevereiro de 2013

É isso!

Primeiro, não queremos perder. 
Segundo, perder dói mesmo.
Não há como não sofrer. É tolice dizer "não sofra, não chore". A dor é importante, também é o luto - desde que isso não nos paralise demasiado por demasiado tempo para o que ainda existe em torno de nós. (E quem sabe qual é a dose de tempo?)
Terceiro, precisamos de recursos internos para enfrentar tragédia e dor.
O apoio dos outros, o abraço, o ouvido e o colo, até a comida na boca são relativos e passageiros. A força decisiva terá de vir de nós: de onde foi depositada a nossa bagagem. Lidar com a perda vai depender do que encontremos ali. (Concordo em gênero e número. Vamos sofrer minha gente, mas sem a síndrome do coitadinho. Tenho repugnância de coitadinho!)
A tragédia faz emergir forças insuspeitadas em algumas pessoas. Por mais devorador que seja, o mesmo sofrimento que derruba faz voltar a crescer.
Para outros, tudo é destruição. No seu vazio interior sopra o vento da revolta e da amargura. A perda os atinge como uma injustiça pessoal e uma traição da vida.

Nesse debate sobre perdas observei como lidamos mal com a dor uns dos outros. Entre nós de momento estar alegrinho e parecer feliz é quase um dever, uma questão de higiene, como tomar banho e estar perfumado.
Mas às vezes a gente tem de se permitir sofrer - ou permitir que o outro sofra. (Para os que vivem dizendo que eu preciso me permitir... estou me permitindo!)
Todos nós, amigos, família, terapeutas, médicos, sentimos duramente nossa própria limitação quando alguém sofre e não podemos ajudar. Em certos momentos, é melhor não tentar interferir, apenas oferecer nossa presença e atender se formos chamados. Que o outro saiba que estamos ali.
Mas não (se) permitir o prazo normal de dor é irreal.
Quando é hora de sofrer não teremos de pedir licença para sentir -  e esgotar - a dor. (Eu não gosto de nada pela metade. Sempre esgoto as possibilidades.)


Já disse aqui, que me tornei fã de Lya Luft depois que li esse livro - Perdas & Ganhos.
Pois é, é isso.

26 de janeiro de 2013

Feliz Aniversário!

Adoro organizar festas para aqueles que gosto. Já as minhas, eu nunca curti organizar, sempre preferi o improviso. Surpresa então... é o que mais gosto! Fazer e receber.
Hoje eu provavelmente teria organizado mais uma festa, como todas que fiz. O presente estaria comprado. Os amigos estariam presentes. A comemoração seria dupla, como sempre foi na minha imaginação. É... o tempo corre: 8 anos!

Que Deus te ilumine sempre no caminho do bem. 
Que em sua caminhada estejam presentes amigos verdadeiros.
Que sua vida seja repleta da mais pura e simples felicidade!
Feliz 30 anos!
Bem vindo a razão.

 Aquarelas da Idade


Envelhecer é o único meio de viver muito tempo.
A idade madura é aquela na qual ainda se é jovem, porém com muito mais esforço.
O que mais me atormenta em relação às tolices de minha juventude não é havê-las cometido... é sim não poder voltar a cometê-las.
Envelhecer é passar da paixão para compaixão.
Muitas pessoas não chegam nos oitenta, porque perdem muito tempo tentando ficar nos quarenta.
Aos vinte anos reina o desejo. Aos trinta reina a razão. Aos quarenta reina o juízo.
O que não é belo aos vinte, forte aos trinta, rico aos quarenta, nem sábio aos cinquenta, nunca será nem belo, nem forte, nem rico e nem sábio.
Quando se passa dos sessenta são poucas as coisas que nos parecem absurdas.
Os jovens pensam que os velhos são bobos. Os velhos sabem que os jovens o são.
A maturidade do homem é voltar e encontrar a serenidade como aquela que se usufruía quando se era menino.
Nada passa mais depressa que os anos.
Quano era jovem dizia: "verás quando tiver cinquenta anos". Tenho cinquenta anos e não estou vendo nada.
Nos olhos dos jovens arde a chama, nos olhos dos velhos brilha a luz.
A iniciativa da juventude vale tanto quanto a experiência dos velhos.
Sempre há um menino em todos os homens.
A cada idade lhe cai bem uma conduta diferente.
Os jovens andam em grupos, os adultos em pares e os velhos andam sós.
Feliz é quem foi jovem em sua juventude e feliz é quem foi sábio em sua velhice.
Todos desejamos chegar a velhice e todos negamos que tenhamos chegado.
Não entendo isso dos anos: que, todavia, é bom vivê-los e não tê-los.

PPS de autor desconhecido.

 



24 de janeiro de 2013

O que é a mediunidade?


Mais uma aquisição do sebo. Acabei de ler e gostei muito. Linguagem simples e direta. "Papo reto!"
E assim, a gente procura aprimorar-se.

"Quanto melhor a nossa conduta por palavras, atos e mesmo pensamentos, mais depressa nos libertaremos dos sofrimentos que nós mesmos criamos, encurtando a chegada à paz interior. Céu e inferno, como pregam as religiões há séculos, não existem como lugares exteriores mas sim estados conscienciais íntimos de tranquilidade ou de desassossego. Não há anjos nem demônios, porém espíritos superiores e inferiores, todos sujeitos à lei do progresso moral. Os bons se tornando melhores e os imperfeitos se purificando ao longo das existências sucessivas.
Desta maneira, de que vale você ou eu mesmo pertencermos  esta ou àquela religião, se não somos melhores? Se não somos tolerantes? Se não somos humildes? Se não somos caridosos?
Aliás a moral cristã se resume nesta síntese admirável proferida por Jesus: fazer ao próximo exatamente aquilo que se deseja seja feito a si mesmo." 

Mediunidade é exatamente isto, esta comunicação que se dá entre os dois planos da vida. Estamos, como se percebe do que já se leu, cercados de espíritos por todos os lados e em todos os instantes de nossa existência, onde quer que estejamos. Eles podem até interferir em nossas vidas humanas, dentro do livre-arbítrio de que somos portadores. Podem os espíritos entrar em contato conosco, às vezes de maneira discreta, imperceptível, através dos sonhos, dos pensamentos, das intuições, e, outras vezes, de maneira mais ostensiva, mais patente, mais declarada, mediante o concurso de pessoas que apresentam uma pronunciada faculdade para este intercâmbio, pessoas às quais damos o nome de médiuns.

" ... ser médium não é ser também espírita. Tanto como o fato mediúnico poderá perfeitamente ocorrer em ambientes não religiosos."

"Eis aí para que serve a mediunidade: provar que a morte, como fim de tudo, simplesmente não existe. A vida prossegue além da campa por toda a Eternidade."

Merece ou não merece uma tatuagem?

20 de janeiro de 2013

Janeiro

Dúvida constante.
Medo alucinante.
Tristeza angustiante.

Costurando o que se rasgou.
Rezando por quem não voltou.
Tentando ser quem eu sou.

Passado invisível.
Presente insensível.
Futuro imprevisível.




Às vezes, os meses são capazes de ser tiplamente torturamentes, como dezembro.
Outras, eles são duplamente angustiantes, como janeiro.
E eu, perdida elevada a enésima potência.
Sem querer, esbarro na casquinha do machucado e ele sangra.
Sangra doído...

Será que é pecado sentir saudades do que nunca mais se terá? Ser for, perdão.


Nova Friburgo - RJ
Nova Friburgo - RJ
Búzios - RJ
                   Saquarema - RJ
Saquarema - RJ
                    Rio das Ostras - RJ
Petrópolis - RJ
Pão de Açúcar/Urca - RJ
Trindade - RJ
Miguel Pereira - RJ












Paraty - RJ

13 de janeiro de 2013

Rezando por Bobby

Excelente filme, baseado em fatos reais. Também traduzido como Orações para Bobby.
Depois de assistir, pesquisei na internet e vi que o filme originou-se de um best seller e foi vencedor de um Globo de Ouro. Apaixono-me imediatamente por coisa boa, mesmo sem saber, rs.
Um banho de água fria na fé cega e no preconceito quanto à opção sexual. 
É muito fácil fazer julgamentos e condenações, quando as situações não são na sua família.
Bobby é de uma família tradicional e muito religiosa. Ainda adolescente, descobre sua homossexualidade e tenta lutar contra isso. A família tenta de todas as formas "curá-lo".
Aos poucos, Bobby vai assumindo sua homossexualidade, os irmãos e o pai vão aceitando, mas a mãe o renega como filho e ele acaba saindo de casa.
Bobby, morando com a prima em uma grande cidade, descobrindo várias coisas e já com um namorado que o ama, não consegue lidar com a ausência da família e as cobranças de sua consciência em relação ao "pecado". Enfim, acaba suicidando-se.  
E aí começa o bom do filme, que é mãe tendo que lidar com o sentimento de culpa e ao mesmo tempo questionando-se acerca das interpretações da Bíblia.
O fim é surpreendente, sabendo que essa estória foi uma história.


De pernas para o ar 2

O primeiro eu vi bem depois que saiu na mídia. A princípio não me interessei porque não gosto muito da Ingrid Guimarães. Tenho que confessar que o filme é bem divertido! Esse segundo então, a Ingrid superou-se! É bom demais!
Não, o filme não gira o tempo todo em torno de sexo. Na verdade o filme gira em torno de uma mulher que coloca a sua bem sucedida carreira à frente de tudo e de todos, e aí surgem doenças, decepção da família, mas claro, tudo termina bem!
O filme também fala de mulheres modernas e heroínas, que dão conta de casa, marido, carreira, filhos, mas que no meio disso tudo, não sobra tempo para explorar sua sexualidade e até mesmo para um momento de romance com seu parceiro.
Enfim, em meio a cenas engraçadíssimas, um recadinho: desacelerar e observar o que de fato importa na vida, a família.
Ahh! Eriberto Leão de homem-de-negócio-conquistador está tudoooo! E Movie like Jagger de trilha sonora também é um up!

Sinopse: Em De Pernas Pro Ar 2, Alice (Ingrid Guimarães) aparece mais rica e poderosa, resultado do sucesso do Sexy Delícia. Entretanto, manter-se no topo causa mais estresse e ansiedade do que chegar até ele. Ela está com cada vez menos tempo pro marido, para o filho adolescente e pra si mesma. E agora? Será que o casamento vai suportar a pressão?