20 de novembro de 2011

Revendo as Postagens

 Estava eu relendo minhas postagens e vi o texto entitulado PERDÃO, do dia 31/03/2010 .
 Na época eu estava lendo o livro A CABANA e a visão do autor sobre o perdão, me interessou muito. Encontrei muita sinceridade nas palavras dele. Nada de hipocrisia, até porque perdoar não é nada fácil.
Uma frase em especial me tocou muito:  "Perdoar não significa esquecer, Mack. Significa soltar a garganta da outra pessoa." Preciso que parem de me enforcar! Preciso eu mesma parar de me enforcar! 
Posso sentir toda a energia negativa, a cada vez que apertam minha gartanta. São dores de estômago, crises de bronquite, muitas noites sem dormir, manchas na pele, etc.
Fica o apelo para que não me enforquem! A vida já está se encarregando disso. Nada acontece por acaso.

16 de novembro de 2011

Aos anônimos de plantão

Anônimos do meu coração, boa noite!
O meu cantinho, o blog Sentimentos & Emoções, já existe a bastante tempo e nunca foi acompanhado por muitas pessoas. Apenas alguns poucos amigos que gostavam de ler meus textos. Ele sempre foi mais meu, do que da internet, porém acho que quem está na chuva é para se "molhar" e quem está na internet é para ser visto, por isso meu blog e minhas redes sociais são todas públicas.
Eu não tenho nada contra as visitas e os comentários. O problema está sendo o anonimato. Dentre os anônimos, existem amigos meus, amigos dele, amigos nossos, curiosos e sei lá mais quem. Eu não tenho bola de cristal! Não consigo saber quem são os que desejam compartilhar idéias, os que estão preocupados, os que querem ler os textos pelo prazer de ler, ou os que querem simplesmente criar polêmica. A polêmica e os julgamentos, particularmente, eu estou dispensando. Eu não estou jogando com ninguém, só estou escrevendo o que penso, aliás, da minha própria vida.
Peço desculpas àqueles que realmente querem trazer coisas boas, mas tomei uma decisão. 
A nossa Constituição veda o anonimato e agora o meu blog vai ser constitucional também (rsrsrsrsrs). Até a presente data, publiquei os comentários anônimos, inclusive para o direito de resposta. A partir de agora, comentários anônimos não serão mais publicados, talvez nem lidos. Assinem os comentários, se preferirem, peçam para que eu não publique e eu não publicarei. Se for o caso, responderei mesmo sem publicar. Se preferirem, falem comigo através de email ou mensagem no face. Dessa forma, somente eu lerei.
Perdoem-me se estou sendo injusta, mas acho que quem tem algo a dizer, tem que sustentar sua opinião. Agora isso não é fácil! Eu pago um preço muito alto por "colocar a cara a tapa".
Beijos carinhosos!

6 de novembro de 2011

A certeza das incertezas

Das insconstantes dessa vida, hoje já consigo tirar algumas constantes:

Preciso amar o próximo como a mim mesmo, não fazendo aos outros o que eu não gostaria que fizessem a mim.
Amor é desapego.
Mereço ser feliz, na medida de meus atos.
A minha felicidade não está em outra pessoa.
Não desejo alguém infeliz ao meu lado. É muita responsabilidade!
Se eu plantar coisas boas, mesmo quando não tiver nada para plantar, ainda assim, posso semear coisas boas.
É preciso crer em algo maior e superior, que nos guia. A fé raciocinada é reconfortante.
Amigos não são aqueles que estão sempre ao meu lado. São aqueles, que quando eu preciso, eles aparecem do nada e me dão um abraço. Ainda, não são aqueles que sempre concordam comigo, e sim aqueles que me ajudam a enxergar meus erros.
O nosso tempo, nem sempre é o tempo do nosso merecimento. As coisas surgem quando, de forma e de onde a gente menos espera.

28 de outubro de 2011

Sossego

Lia chega a casa com a noite já bem posta. Cansada, tira seu salto alto e pensa no seu banho. Não surpreendentemente, um turbilhão de reclamações, vozes altas e às vezes, até discussões vão adentrando sonoramente sua mente. Nessas horas, Lia gostaria de ser abduzida.
Hoje, em seu dia de folga, Lia acorda antes mesmo das 7 da manhã e soluça sentindo uma enorme saudade de sua cama, seu lar, seu sossego, etc, etc, etc...
Lia pensa que o mundo podia parar só um pouquinho para ela poder descer.
Ei, senhor motorista! Lia quer descer em Marte, por favor. Ouviu dizer que lá pode-se unir sossego a paz de espírito.

25 de outubro de 2011

Noite Difícil

Noite difícil essa hein Lia!
Difícil encarar a realidade assim, bem de pertinho, não é mesmo?
Sensação de todos olhando e sentindo pena. Jamais imaginei que Lia fosse digna de pena!
E Lia que sempre foi tão forte e com estima elevada, agora não sabe como lidar com tantos olhares investigativos.
Lia só tem a certeza de que odeia qualquer coisa que remeta a "coitadinha (o)".
Lia sente um enorme conflito entre ouvir a esperança ou ceder para o desapego.

21 de outubro de 2011

O fim do começo


E foi na tarde de um domingo chuvoso que, atendendo a pedidos, Lia colocou suas malas no carro e foi embora.
Motivos? Muitos, só não se sabe quais.
Lia pega o caminho de ida e se perde no de volta. Um filme passa em sua cabeça, enquanto observa a chuva molhar as flores.
No dia seguinte, Lia acorda da noite que não dormiu, e deixa a água cair pelo seu corpo enquanto uma lágrima corre. Não acha suas roupas, tampouco seus sapatos. Lia é uma estranha no ninho.
Tenta descobrir onde foi que se perdeu, mas decide que nada disso adianta! É preciso seguir, pois “num dia a gente chega e no outro a gente vai embora”.  
Apesar de cansada, Lia sente-se tranqüila. Enfim, pôde fazer as pazes com sua consciência, pois esta era a sua mais severa juíza.
Nesse momento, espera um pouco do nada. As forças virão de sua natureza determinada e da sua fé. Sabe que tudo acaba bem, quando se está bem. Se não estiver bem, é porque ainda não acabou.

20 de setembro de 2011

Desprezo - arma letal

Descobri que o desprezo é o pior dos sentimentos. Muita gente diz que é a inveja, ou o ódio. Creio que não.
A inveja e o ódio só prejudicam aquele que os sente. Além do mais, a criatura que souber praticar o perdão, pode perdoar o ódio e a inveja de outrem, mas o que dizer do desprezo?
O desprezo é justamente a ausência de sentimento. Não se sente nada: nem ódio, nem amor, nem inveja, nem amizade, nada! E não tem solução, porque ninguém é obrigado a sentir nada pelo outro (teoricamente né, pois Deus disse "amai ao próximo como a ti mesmo"). Como culpar alguém que não fez nada de ruim, mas simplesmente não está a fim de fazer nada de bom?
Eu torço para que o desprezo não caia no gosto popular, pois caso o ser humano descobra que o desprezo faz sofrer mais do que quaisquer dos sentimentos ruins, desprezo vai virar uma arma letal.
Sempre tive pais super presentes, responsáveis, zelosos, que me ensinaram a ser uma pessoa de bem e moldaram o meu caráter, mas nunca tive amor em sua plenitude. Não que eles me desprezassem, de maneira nenhuma, mas sempre recebi de meus pais muita cobrança no lugar de carinho, e é assim até hoje. De certa forma até entendo, pois nos dias de hoje, quais são os pais que não têm medo de fracassar na educação de um filho? 
Em momentos de falta de carinho, sempre o colo veio da minha avó, que não se encontra mais no plano material. E hoje, em momento de desprezo, a quem pedir colo?
Meus pais estão muito preocupados em continuar me cobrando para que eu seja uma filha que toda a sociedade aprove. Meus amigos (sim, tenho alguns poucos que seriam capazes de me acolher sinceramente) não sei se seria uma boa idéia incomodá-los,  afinal de contas "o tempo não pára". Não pára nem para mim e nem para eles. Eu estou muda e eles surdos.
Falando em tempo, todo mundo diz que o tempo é o melhor remédio, mas aí ninguém diz a posologia. Afinal, quantas "doses" homeopáticas de "tempo" eu devo tomar, para esses sintomas passarem? Vou ficar realmente curada?